Fernandes recebe convite e pode deixar Papão

Uma reunião marcada para a noite deste domingo pode definir a permanência ou o desligamento do técnico Roberto Fernandes no Paissandu. Ontem, logo depois do jogo em Lucas do Rio Verde, o treinador recebeu uma proposta da diretoria do Americana (SP) para assumir o time, que vai muito mal na Série B e demitiu Toninho Cecílio do comando técnico após goleada diante do Vitória, na sexta-feira. Fernandes comunicou à diretoria do Paissandu sobre o convite e sua intenção de deixar a Curuzu. Na tarde deste domingo, houve nova conversa, mas a situação não evoluiu. Agora à noite, Fernandes e LOP devem ter a reunião definitiva.

Coluna: Proposta com feição de mico

O plano da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer de candidatar Belém a centro de treinamento de uma das seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2014 é tão mirabolante e despropositado que merece todos os bocejos de indiferença recebidos por ocasião de seu anúncio oficial. 
Só o desconhecimento da realidade do principal torneio de futebol do mundo explica a extemporânea idéia. Se o torcedor, ainda abespinhado com a exclusão de Belém do rol de sub-sedes do Mundial, já teve dificuldade em assimilar a marcação do amistoso entre Brasil x Argentina, imagine o grau de desinteresse pela condição de local de treinos de uma seleção estrangeira sediada em Manaus.
Torcedor quer saber de bola rolando, de preferência valendo taça, jamais se sentirá motivado a apoiar os treinamentos enfadonhos de Nova Zelândia, Bélgica, Congo, Chile ou África do Sul. Sim, porque é certo que as equipes de primeira linha serão convenientemente acomodadas em sedes do Sul, Sudeste ou Nordeste.
Até os botos do rio Amazonas sabem o que a Seel aparentemente desconhece: que os três ou quatro jogos destinados a Manaus na Copa envolverão seleções de terceira linha, fato que deixaria Belém na constrangedora situação de arcar com os custos de segurança, comunicação e instalações para um visitante sem qualquer apelo popular.
Quando Königstein, cidadezinha alemã próxima a Leverkusen, abrigou a Seleção Brasileira, com um super esquema de marketing e exploração do turismo, a idéia tinha alvo certo: lucrar com as atenções que o país mais vitorioso do futebol sempre desperta mundo afora.
Ainda assim, conforme avaliação das autoridades distritais, a presença brasileira não propiciou o lucro esperado, mesmo com estrelas do porte de Ronaldo Fenômeno, Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Adriano. A Seel devia procurar se informar com mais profundidade sobre o que é uma Copa do Mundo. 
 
 
 
Não é improvável que o Campeonato Brasileiro deste ano determine o futuro da Seleção Brasileira até a Copa do Mundo. Em dezembro, quando o campeão nacional estiver subindo ao pódio, seu técnico estará provavelmente na pole-position para substituir Mano Menezes no escrete. Não que se esteja agourando o comandante, mas as circunstâncias indicam que o tempo conspira contra o treinador.
Sem conseguir a renovação desejada e longe de dar uma formatação tática consistente à Seleção, Mano já visualiza as sombras de Felipão e Luxemburgo ganhando corpo no horizonte. Caso o Flamengo confirme a atual campanha, Luxa terá ao seu lado o clamor da maior torcida do país a pressionar a CBF. As chances do técnico rubro-negro dependem obviamente dos resultados do time na competição.
Felipão, nem tanto. Seu currículo de campeão mundial segue intacto, apesar de tropeços consecutivos no futebol internacional e a fase pouco animadora no Palmeiras.  
 
 
 
A coluna é dedicada ao meu velho José Dias, lá em Baião. Vascaíno, em pleno alvorecer dos 80 anos, meu pai está na origem direta da minha paixão por futebol. Longa vida ao “seu” Zé. 
 
(Coluna publicada no Bola/DIÁRIO, edição de domingo, 14) 

Águia derrota Rio Branco e avança no grupo

Pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro da Série C, o Águia derrotou o Rio Branco por 3 a 0, em Marabá. Os gols foram marcados por Marquinhos Marabá, Flamel e Alan Taxista, todos na segunda etapa. No primeiro tempo, aos 38 minutos, o Águia ainda perdeu um pênalti, cobrado por Mendes e defendido pelo goleiro acreano. Com a vitória, a equipe marabaense assumiu a segunda posição do Grupo A, com sete pontos conquistados em quatro jogos disputados. Já o Rio Branco caiu e agora está na quarta posição, com quatro pontos. A partida foi dedicida no segundo tempo, quando o Águia envolveu a marcação dos visitantes e construiu a vitória.  

Pela sexta rodada da Série C, o Águia enfrenta o Paissandu em briga direta pela liderança do grupo, no próximo sábado (20), às 19h, em casa. Já o Rio Branco visita o Araguaína, domingo (21), às 18h, em Tocantins.

Papão arranca empate e mantém liderança

Do Futebol Interior

Luverdense e Paissandu empataram em 1 a 1, na noite deste sábado, no estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde, em jogo válido pela quinta rodada da Série C do Campeonato Brasilerio. Enquanto os matogrossense dominaram a primeira etapa, os paraense mandaram no segundo tempo. Com o resultado, o Paissandu segue na liderança do Grupo A, com oito pontos, um a mais que o segundo colocado, Luverdense. Os dois times são seguidos de perto pelo Águia, que também tem sete pontos, mas perde no saldo de gols (4 a 3).

Primeiro tempo
Apesar de jogar fora de casa, o Paissandu começou a partida melhor. Com uma formação mais cautelosa, o Papão chegava ao ataque utilizando o elemento surpresa de um dos seus três volantes. Porém, a primeira chance de gol saiu dos pés do atacante Josiel. O camisa 9 do Papão recebeu lançamento longo de Sandro e deu um leve toque no saída do goleiro Tiago Volpi, que saiu errado do gol. A bola correu mansamente até a linha fundo, passandor ao lado da trave do time do Luverdense. Apesar do lance de perigo quem abriu o placar foi o time da casa. Aos 18 minutos, Rai recebeu na entrada da área, cortou dois marcadores e bateu de perna esquerda. A bola acertou o angulo esquerdo do goleiro Alexandre Fávaro, que não pode fazer nada. Depois do gol, o jogo ficou truncado e só voltou a ficar movimentado pouco antes do intervalo, quando cada time teve uma chance de marcar. Pelo Paissandu, o empate quase veio em cabeçada de Rafael Oliveira, no time da casa Alan aproveitou falha da defesa do Papão e bateu para boa defesa de Alexandre Fávaro.

Segundo tempo
Na volta dos vestiários, Lisca, treinador do Luverdense, foi obrigado a fazer uma mudança que não fez bem à equipe. Com uma lesão no ombro, Rafael Tavares, camisa dez do LEC, teve que sair e o zagueiro Cléber Carioca foi para o jogo, mudando o esquema tático. Com isto, o time da casa ficou bastante recuado e, consequentemente, o Paissandu cresceu e o goleiro Tiago Volpi travou um grande duelo com Rafael Oliveira. Na primeira batalha, o atacante do Papão passou por Marcelo Bolacha e bateu forte, mas parou nas mãos do goleiro. Minutos depois, Rafael recebeu de Luciano Henrique e bateu de primeira para outra boa defesa de Tiago. No ataque seguinte, o goleiro não pode fazer nada, mas contou com a sorte. O atacante do Papão, driblou o zagueiro do LEC e chutou cruzado, mas a bola explodiu no pé da trave. Muito recuado, o Luverdense sofreu o empate aos 26 minutos. Rafael recebeu de Josiel, passou sobre o marcador e tocou para o fundo do gol, finalmente, o atacante conseguiu vencer o goleiro Tiago Volpi. O gol acordou o time da casa, que em seguida quase passou novamente na frente. Alan recebeu bom passe, dentro da área, mas demorou muito para finalizar. O goleiro Alexandre Fávaro cresceu no lance e o atacante do Lec acabou batendo para fora. O time da casa até chegou a esboçar uma pressão, mas não foi suficiente para alterar o placar.

Próximos jogos
O Luverdense volta a campo contra o próprio Paissandu, apenas no próximo dia 28, no Estádio do Mangueirão, em Belém. Já o Paissandu encara o Águia, no próximo sábado, às 19h, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá.

O pai que queremos ser…

Por Jota Ninos, de Santarém

Uma das mais lindas poesias sobre o sentimento de ser pai é sem dúvida a do “poetinha”, o nosso grande Vinícius de Morais (1913-1980). “O filho que eu quero ter”, uma poesia inspiradíssima e que foi musicada por seu parceiro Toquinho, mostra que o sentimento paterno começa lá atrás quando somos filhos e sonhamos em um dia ser pais.
Vinícius retrata a beleza de um sentimento paterno que acompanha o crescimento de seu filho, ainda em sonho, desde seus primeiros passos até o fim de sua vida. A música foi lindamente gravada por Chico Buarque de Hollanda em seu disco Sinal Fechado (1974), já que tendo sido censurado tantas vezes só lhe restou gravar canções de amigos. Com isso ganhamos uma interpretação magnânime de Chico, mostrando um pai que cresce e morre nos braços do “filho que ele quer ter”, mostrando que a vida continua…

Com essa música, homenageio todos os pais, inclusive meu velho Georgios Joannis Ninos, que há 90 anos continua firme e forte entre nós. Acompanhe letra e música neste link do You Tube:
 
http://www.youtube.com/watch?v=_UlvYM3t76E