Mudou tudo no plebiscito: NÃO é 55 e SIM, 77

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu por sorteio a ordem das perguntas que serão feitas ao eleitor paraense que vai votar no dia 11 de dezembro para definir se o Pará deve ou não ser dividido para a criação de dois novos estados. A primeira pergunta será se o eleitor é ou não a favor da criação do Estado do Tapajós. Em seguida, responderá se é a favor ou não da criação do Estado de Carajás. O sorteio também definiu os números que deverão ser digitados na urna eletrônica para representar o “Sim” ou o “Não”. Quem for contra a divisão – ou seja “Não” – deve digitar 55 em ambas perguntas. Os que forem favoráveis – que querem “Sim” – à divisão e criação dos dois novos Estados deverão digitar 77 em ambas as perguntas.
Há também a possibilidade de votos diferenciados, ou seja, o eleitor pode querer a criação de um dos dois novos estados e ser contrário à criação do outro. Neste caso é preciso estar atento aos números referentes ás respostas: Sim equivale ao número 77 e Não ao número 55.
A terceira parte do sorteio decidiu sobre a utilização de cédulas de papel nos casos em que as urnas eletrônicas precisarem ser substituídas por alguma falha. Cédulas brancas serão usadas para decidir sobre a criação de Carajás, e cédulas amarelas sobre a criação do Tapajós.
O TSE aprovou também o envio de tropas federais para 14 cidades paraenses em dezembro, durante o plebiscito. O pedido de reforço policial foi solicitado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). Segundo a relatora do pedido, ministra Carmem Lúcia, a solicitação foi feita com base no relato do secretário de Segurança Pública do Estado, Luiz Fernandes Rocha. A ministra acentuou que a área é historicamente conflitante pelo intenso fluxo migratório, inclusive com atritos fundiários.
Os municípios que terão reforço na segurança são: Altamira, Brasil Novo, Monte Alegre, Santarém, Alenquer, Óbidos de Juriti, Marabá, Oriximiná, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, Tucumã, Orilândia do Norte, Pacajá e Anapu. (Por Luiza Mello/DIÁRIO)

Perguntinha do dia

O atacante Diogo Galvão, opção de reserva para Josiel, está apto a jogar, mas deve ficar fora da relação de jogadores do Paissandu para enfrentar o Luverdense. Tudo porque o veterano Zé Augusto, ídolo da Fiel, tem lugar cativo no grupo. E você, quem levaria para Lucas do Rio Verde: o novato Galvão ou o Terçado Voador?

Infiltrações destroçam joelho de Batigol

O ex-jogador argentino Gabriel Batistuta não consegue mais se manter em pé por mais de meia hora por causa das dores no joelho, disse o jornalista italiano Luca Calamia, amigo do jogador, em declarações publicadas nesta quarta-feira pelo site do jornal Corriere della Sera. Agora, infelizmente, Batistuta mal consegue caminhar. Não consegue mais ficar em pé por mais de meia hora por causa de seus problemas de joelho”, afirmou o jornalista, que acrescenta que “as infiltrações destroçaram os tendões” do argentino.

Batistuta, segundo o periódico, foi submetido a vários tratamentos médicos com infiltrações para aliviar a dor e reduzir o tempo de recuperação de algumas de suas lesões. “A lesão mais grave foi a do dia 7 de fevereiro de 1999, quando o atacante marcava um gol na partida entre Fiorentina e Milan”, lembra o jornal italiano. De fato, a última operação foi no tornozelo, há um ano e meio, e, segundo o médico, após a cirurgia, o jogador seguiu praticando outros esportes como o tênis e o polo. No entanto, o jornalista afirma que seu joelho está “em pedaços”. Conhecido como “Batigol”, o argentino se aposentou em março de 2005, com uma lesão no tornozelo. (Do G1)

A matemática da esperteza

Parece até piada, mas é a mais pura realidade. Eles querem dividir os 1.250.000 quilômetros quadrados do Pará da seguinte forma: Carajás ficaria com 315.000 quilômetros quadrados. Tapajós com 725.000 quilômetros quadrados. Ao Pará remanescente, coitadinho, sobrariam apenas 210.000 quilômetros quadrados – de terras devastadas, quase sem riquezas minerais e sem floresta. Quem aceita essa esperta matemática geopolítica, defendida pelo baiano Duda Mendonça e outros forasteiros sabidos? (Com colaboração do poeta botafoguense Ronaldo Franco)

Insisto: 77 neles!

Paissandu contrata reserva para Fávaro

Roberto Fernandes batalhou até conseguir um goleiro para revezar com Alexandre Fávaro. O guardião contratado é o experiente Fernando Vizzoto, de 33 anos, que foi revelado no São Bento de Sorocaba e já defendeu Coritiba, Noroeste, Marília e Gama (DF), seu último clube. Ele deve chegar a Belém ainda nesta quarta-feira. Além de contundido, o atual reserva Dida (ex-Independente) está fora dos planos do técnico para a disputa da Série C.

Frente “Pará Inteiro” será lançada na terça, 16

Será na próxima terça-feira, 16, no auditório da Assembleia Legislativa, o lançamento da frente “Pará Inteiro”, que pretende unificar todas as iniciativas dos que já se manifestaram contra a divisão do Estado. É mais uma iniciativa da sociedade paraense contra os projetos separatistas e em defesa da unidade do Pará.

Todo mundo lá. 77 neles!

CBF veta horário das 21h aos sábados

Em nota publicada no final da tarde desta terça-feira em seu site oficial, a CBF sepultou o horário das 21h, aos sábados, que vinha acontecendo em todas as rodadas de final de semana desde o início do Campeonato Brasileiro, em meados de maio. A justificativa oficial apresentada é uma “nova padronização dos horários dos jogos”. Porém, levantamento da Folha de S. Paulo, divulgado na edição do último sábado, mostrou que os jogos de sábado, às 21h, têm sido sempre os mais esvaziados. Comparando com outras faixas de jogos, nenhuma tem atraído tão pouca torcida. E essas partidas são transmitidos apenas em pay-per-view. Até a 14ª rodada, pouco mais de 8.000 torcedores, em média, compareceram aos dez jogos realizados ao longo dos últimos sábados, 21h.

Coluna: A outra face do Lobo

Zagallo, que rasgou folhinha ontem pela 80ª vez, é indiscutivelmente um vencedor. Um dos maiores da história do futebol. Merece, pela disciplina e dedicação, todas as homenagens. Sem ser um craque no sentido pleno do termo, soube ser útil à Seleção Brasileira numa época (58 a 62) em que os bons eram realmente acima da média. O fato é que o Velho Lobo sempre foi um tremendo sortudo, o que explica a obsessão pelo número 13.
Por outro lado, algumas declarações e atitudes infelizes arranharam seriamente a imagem de ídolo e exemplo. Em primeiro lugar, agarrou-se excessivamente à Seleção, forçando a barra para permanecer no cargo mesmo quando a CBF o descartava. O reiterado amor pela amarelinha sempre me soou como apego às mamatas.
Como treinador, não pode reivindicar nenhuma inovação. Foi previsível e, quase sempre, retranqueiro. Só não botou o fabuloso escrete de 1970 para jogar atrás porque lidava com feras indomáveis. Quando precisou mostrar competência na montagem de um time fracassou bisonhamente. Em 1974, com a habitual arrogância, acabou surpreendido pelo Carrossel Holandês de Johan Cruyff. Em situação mais ou menos parecida, em 1998, fracassou outra vez.   
Mas, acima de tudo, jamais esquecerei o que Zagallo aprontou com o craque Geovani durante a Copa da França. Depois de obrigá-lo a jogar na esdrúxula função de volante recuado, teve a pachorra de insultar o meia-atacante diante dos demais atletas no intervalo do jogo contra a Escócia.
Tudo porque havia convocado Geovani a contragosto e só lhe deu a titularidade por força do grande futebol que jogava à época. Em resumo: Zagallo escalou o craque fora de posição para queimá-lo com a torcida. Com o decisivo apoio de Galvão Bueno, que não poupou críticas ao paraense, conseguiu seu intento. Um golpe baixo, indigno de um verdadeiro campeão.        
 
 
A esperada reunião do Conselho Deliberativo do Remo desfez o tempo nublado e trouxe boas novas para o clube. Além da apresentação dos responsáveis pelo futebol profissional (Hamilton Gualberto e Pedro Minowa), serviu para a prestação de contas sobre as medidas drásticas adotadas pela diretoria, como o enxugamento do quadro de funcionários.
Apesar do desgaste causado pelas 32 demissões, a avaliação predominante é de que o clube não podia mais conviver com o inchaço gerado principalmente pelas contratações da gestão anterior. Os números são eloquentes: o corte reduziu a folha salarial de R$ 140 mil para R$ 48 mil.
Quanto ao futebol, a presidência fixou um compromisso simples e objetivo: para o campeonato paraense de 2011 serão contratados somente reforços pontuais, descartando a importação massiva (e cara), como no torneio deste ano. E anunciou que o acordo com o Sacramenta para criação do centro de treinamento está quase concretizado, dependendo do apoio da Seel.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 10)