Um hino para incendiar o Mangueirão

No Mangueirão, domingo, por ocasião do confronto com o Águia pela Série C, a torcida do Paissandu já tem um hino para agitar a massa. A fim de empurrar o time para o acesso à Série B, um grupo de torcedores alvicelestes bolou uma canção forte, que valorizar o amor e o orgulho pelo Papão. Abaixo, a letra da música, que tem o ritmo da abertura do programa Esporte Espetacular:

“PAYSANDU ETERNO AMOR
NUNCA NEGAREI QUE SOU BICOLOR
SEMPRE VOU TE AMAR
NUNCA VOU TE ABANDONAR

PAYSANDU MINHA PAIXÃO
CANTAREI POR TI A NOSSA TRADIÇÃO
SEMPRE VOU TE AMAR,
NUNCA VOU TE ABANDONAR

PÁPÁPÁPÁPÁ PÁPÁ
PÁPÁPÁPÁPÁ PÁPÁ…”

A frase do dia

“Eu não vejo o Ronaldinho Gaúcho na Seleção Brasileira novamente. O tempo passou, temos que ter calma com Mano, com a formação que ele arrumar e buscar uma nova formação. Pensamos em 2014, não temos que pensar em 2011. Eu não vejo o Ronaldinho em 2014. Hoje ele está jogando uma barbaridade, mas nós estamos montando uma Seleção que não é para brigar por uma classificação. Não podemos ter um time e olhar para ele sabendo que em 2014 será outro”.

De Renê Simões, técnico do Bahia, cético quanto à ressurreição de Ronaldinho Gaúcho.

Entre a cerveja e as minas

Para espanto dos marmanjos que passavam pelo centro de Moscou, nesta quinta-feira, três belas jovens tiraram a roupa e ficaram só de calcinha e sutiã em frente a baldes de cerveja. Foi um ato de apoio à campanha do presidente Dmitry Medvedev contra o consumo de bebida alcoólica, já apontado como um grave problema de saúde no país. E aí, as gatas ou as louras geladas?

Tribuna do torcedor

Por Elielson Alves Rodrigues (eliezerrodrigues@yahoo.com)

Permita-me discordar de sua idéia de que nós paraenses teremos “a oportunidade de assistir um jogo de (grande) porte” e que os nossos vizinhos amazonenses vão morrer de inveja da gente. Esse jogo que a “madrasta” nos deu de lambuja não vai passar de uma pelada entre dois catadões, um de camisa amarela e o outro de camisa listrada, composto apenas por jogadores que não vão ter vez nos times principais (com exceção do Ganso, que vai ter que vir por ser paraense, e do Neymar) uma vez que não serão convocados jogadores “estrangeiros” dos dois times. Isso, se o Santos não der um jeito de conseguir a dispensa do Neymar. Quem mais pode vir? Talvez Ronaldinho Gaúcho, que já está rifado de vez da seleção e pode vir e aproveitar a noite paraense e conhecer o tal do tecnobrega (arghhhh…). Esse “jogão” só vai servir pro Nunes dizer que ele tem “prestígio” junto ao Ricardão não só para aproveitar as mordomias concedidas pela madrasta. Bem que podiam colocar a Ana Julia Carepa para dar o pontapé inicial. Um abraço do seu leitor.

Coluna: Sobre prêmios e esmolas

Pipocam reações contraditórias ao anúncio do amistoso Brasil x Argentina para o próximo dia 21 de setembro, no estádio Edgard Proença. Nas manifestações via Twitter, é possível observar que a maioria da torcida ficou entusiasmada com a perspectiva de ver o escrete brazuca novamente em cancha paraense, tendo como maestro o nosso Paulo Henrique Ganso.
Ao mesmo tempo, floresce ruidosa rejeição ao prêmio de consolação dado pela CBF a Belém, depois da exclusão do rol de sub-sedes da Copa de 2014, que ninguém engoliu até hoje. O tal espírito cabano, açulado pelos ventos do plebiscito de dezembro, embala protestos contra o que seria apenas “uma esmola” de Ricardo Teixeira aos paraenses. 
Nem oito, nem oitenta. Penso que a chance de sediar um clássico da grandeza de Brasil x Argentina, nessa reedição da velha Copa Rocca, é sempre interessante, do ponto de vista meramente esportivo. Quase nada interessa mais ao torcedor brasileiro do que a rivalidade com os argentinos, mesmo que se trate de um simples amistoso.
Duvido, por exemplo, que a Copa conceda aos vizinhos amazonenses a oportunidade de assistir um jogo de igual porte. Como se sabe, pelo critério de distribuição dos grupos, Manaus deve receber três ou quatro jogos de seleções medianas – Bélgica, Noruega, Austrália, Egito ou algo do gênero. 
A lamentar apenas o fato de que alguns dos que mais lutaram por esse amistoso da Seleção, concedido pelo manda-chuva do futebol tupiniquim, tenham demonstrado tão pouco apetite na hora de cerrar fileiras em torno da candidatura de Belém à sede do Mundial.
 
 
O anúncio do jogo entre Brasil e Argentina deixou pensativo o ex-jogador Mesquita, hoje administrador do Mangueirão. Ele não esquece a última vez que um time de hermanos jogou em Belém. Foi o velho e cascudo Boca Juniors, base da seleção portenha na época, e que veio aqui bater o Paissandu na melhor fase dos bicolores, em plena Libertadores de 2003. Mesquita, craque indiscutível nos anos 70/80, recomenda desde já muito cuidado nessa hora de enfrentar a Argentina.
“Os argentinos são atletas sempre prontos para jogar em qualquer lugar, sob qualquer tempo”, impressionou-se o ex-meia-atacante do Remo. “Naquele jogo contra o Paissandu eles pareciam um exército indo para a guerra. Chegaram, não falaram, foram direto pro gramado. Nem aqueceram. Nem beberam água!”, lembrou. O Azougue sabe o que diz.
 
 
A Tuna perdeu as estribeiras com a Seel. Há quatro meses sem receber a verba (R$ 20 mil) referente ao projeto “Vida Ativa”, o presidente Fabiano Bastos decidiu ontem suspender as atividades esportivas realizadas no parque aquático do clube e que beneficiam a turma da melhor idade.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 4)