Águia empata com Araguaína

O Águia permanece invicto na Série C. Empatou na noite desta segunda-feira com o Araguaína em 1 a 1. O time sofreu um gol logo aos 18 minutos, marcado por Wellington em cobrança de falta. Na etapa final, o Águia melhorou e botou pressão, chegando ao empate aos 32 minutos, através do atacante Peri. (Com informações da Rádio Clube)

Bolsa Ditadura: Resposta ao jornalista Elio Gaspari

Por Paulo Fonteles Filho (*)

O jornalista que há anos tem se dedicado ao tema da repressão política brasileira, já na chamada da matéria revela quais as posições que irá defender submetendo centenas de milhares de brasileiros ao consumo de opiniões estranhas e elitistas. Tudo isso acontece no bojo do debate que vai crescendo na sociedade brasileira sobre a aprovação (ou não), pelo Congresso Nacional, da Comissão da Verdade, instrumento fundamental para a elevação da vida democrática do país. Particularmente chama a atenção o jocoso termo “Bolsa Ditadura”.

O centro do problema ensejado no título é a crença de que reparação às vítimas da quartelada de 1964 é uma mordomia para aqueles que foram duramente perseguidos pelos estreludos generais de então. As distorções não correspondem ao conjunto de uma ação governamental mais ampla e politicamente importante, de reconhecimento de que durante todo um período histórico os brasileiros, milhares, foram vítimas de um Estado arbitrário e terrorista. Conteúdo quente em boa letra transforma-se em arma poderosíssima, ensinam os mestres.

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Não sabe o jornalista de que podemos ter mais de centenas de casos de camponeses fuzilados. Há poucos meses no escopo deste trabalho de buscas aos restos mortais dos heróis do Araguaia — na qual participo — coordenado pelo governo federal tivemos a informação de que 17 castanheiros foram destroçados em São João do Araguaia em 1974. Foi preciso doses cavalares de violência contra os amigos do “Povo da Mata” para que a guerrilha fosse derrotada. Naquele terrível processo os camponeses pobres se tornaram inimigos centrais das leis de segurança nacional.

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Quando ouço tal destempero fico pensando que nossas elites torceram muito para que Amazonas tivesse sido preso, torturado, retalhado e jogado em vala clandestina para que ninguém o encontrasse como fizeram com o Grabois. O jornalista parece não se conformar com o fato de Amazonas ter sobrevivido. Melhor seria se aquele maldito comunista tivesse caído nas mãos da comunidade de informações, não é? Como faria bem ao velhinho bolchevista uma estadia básica na Barão de Mesquita ou na “Casa da Judiaria” , infame câmara de torturas da Base Militar de Xambioá. Bom, a lógica está desbotada pelo uso sem critérios: matamos moralmente aqueles que não matamos sob tortura. E isso, vai me parecendo coisa de Ustras, Lícios e Curiós, para citar os vivos. Por acaso agora os representa, Elio Gaspari?

Será por isso que poupas o verdadeiro autor da ação que suspendeu as reparações dos camponeses, o caricato fascista Bolsonaro? Deves conversar muito com os generais Abreu, Bandeira e Viana Moog através daquelas cartas do além. Foram eles que te pediram para interpretar tão sórdido papel? Minha mãe, presa e torturada no PIC de Brasília costuma dizer que os violentos devem tremer no túmulo quando sabem que ministros se misturam ao povo, porque nem ministro, nem presidente deve se misturar à ralé. Ainda mais com camponês amigo de guerrilheiro. Ela, que peitou o estreludo General Bandeira, grávida deste que vos fala aos ouvidos, fez o comentário à época em que o Tarso Genro esteve na pequena São Domingos do Araguaia no ato de reconhecimento aos pobres do Araguaia.

Agora a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, é alvo da graciosidade do pai do Eremildo. Deve ser porque a gaúcha, que suava em bicas sob o sol amazônico, se comprometeu em ajudar na luta das centenas de lavradores perseguidos do Araguaia e deu, a esses homens e mulheres destes sertões de nacionalidade profunda, a atenção que eles merecem. Outra coisa, especulo cá com meus botões, é o fato de que Maria do Rosário está determinada em realizar duas coisas, dentre as tantas que sua pasta enseja: entregar às famílias os restos mortais daqueles que tiveram desaparecimentos forçados e a instalação da necessária Comissão Nacional da Verdade. Se a ministra gaúcha ficasse em gabinete apreciando chimarrão jamais estaria no corolário gracioso dos oficiais porta-vozes de jornalões.

Ademais, os camponeses não precisam das coletas dos samaritanos de plantão, porque isso para eles é perpetuar as humilhações e indignidades. Os camponeses exigem justiça e reconhecimento. A patuléia, nesse caso, adquiriu pessoa e postura.

(* Paulo Fonteles Filho é pesquisador da Guerrilha do Araguaia) 

Fifa irritou Dilma ao vetar concorrentes da Globo

Do Blog do Perrone

Um dos principais motivos de irritação de Dilma Rousseff com o COL (Comitê Organizador Local) e a Fifa foi um pedido negado de credencias para jornalistas que fazem a cobertura diária do Palácio do Planalto. Às vésperas do sorteio das eliminatórias da Copa de 2014, a equipe da presidente pediu cerca de 80 credenciais. Conseguiu algumas, mas a Fifa não quis dar autorização para Record e SBT acompanharem Dilma no evento. O COL informou ao estafe presidencial que a federação internacional não poderia ferir o contrato com a Globo, que tinha exclusividade na solenidade, organizada pela Geo Eventos, da qual a emissora é uma das sócias.

Dilma se irritou. Ela e seu estafe interpretaram como uma retaliação de Ricardo Teixeira à Record, que tem exibido reportagens com denúncias contra o dirigente. A equipe da presidente alegou que o COL e a Fifa podem escolher seus parceiros. Mas o Governo Federal tem que garantir os mesmos direitos a todos. E é praxe os jornalistas de Brasília seguirem a comitiva presidencial. Como resposta, o governo marcou uma entrevista de Pelé, na véspera do sorteio, no Museu de Arte Moderna do Rio, fora da jurisdição da Fifa e do COL. Lá todas as emissoras de TV tinham passe livre.

Para o governo, a Fifa foi arrogante. O COL argumentou que além do problema contratual havia uma limitação de espaço, sem contar que o prazo para credenciamento já tinha terminado. Defendeu-se também dizendo que concorrentes da Globo tiveram liberdade para trabalhar nas entrevistas após o evento. A tendência é que mais atritos como esse aconteçam, pois os parceiros na organização da Copa tem interesses diferentes e conflitantes.

Coluna: A encruzilhada de Ganso

Ainda é cedo para uma avaliação mais rigorosa a respeito do futebol de Paulo Henrique Ganso, mas é visível que seu rendimento não é o mesmo desde que se contundiu durante o campeonato paulista. A recente passagem pela Seleção na Copa América ficou abaixo do esperado, apesar de não ter sido tão ruim quanto muitos avaliaram.
De volta à rotina do Campeonato Brasileiro, mostrou-se cauteloso e discretíssimo contra o Flamengo, em noite inteiramente dominada por Neymar e por outro camisa 10, o renegado Ronaldinho Gaúcho. Ontem, nova derrota do Santos – diante do Atlético-PR – e mais motivos de preocupação para os fãs do meia paraense.
Ganso teve seguidos apagões e foi pouco produtivo nos dois tempos. Em sua defesa, pode-se dizer que quase todo o time peixeiro esteve confuso, sentindo em excesso as más condições do campo. Mas, em momentos cruciais do jogo, não demonstrou a mesma agilidade de antes. Como no lance em que invadiu a área e bateu em cima do goleiro, desperdiçando a chance do terceiro gol.
O futebol vive uma era de intensa valorização financeira dos bons jogadores. Paralelamente, há toda uma indústria de marketing em torno dos ídolos. Jovens, como Neymar e PHG, são alvos preferenciais desse tipo de estratégia, a ponto de terem sido contratados para anúncios veiculados durante a última Copa do Mundo mesmo estando fora da Seleção.
Em alguns casos, porém, penso que o excesso de compromissos e responsabilidades pode conspirar contra a carreira de um atleta promissor. Na atual fase vivida por PHG, ainda em busca de melhor condicionamento e aparentemente sem confiança para jogadas mais ousadas, o bom-senso recomendaria um afastamento imediato dos gramados para voltar em plena forma no segundo turno do Brasileiro.
Ganso talvez até queira isso, mas é bem provável que os inúmeros contratos de publicidade não permitam que dê esse passo atrás para, no melhor estilo chinês, possa avançar mais lá adiante.
Posicionado na parte inferior da tabela de classificação, o Santos parece não ter interesse na perda temporária de seu principal organizador, esquecendo que a fase pouco inspirada pode vir a comprometer o futuro de PHG até mesmo para eventuais negociações com o futebol europeu.
Especialistas de diversas áreas cuidam do planejamento da carreira de grandes jogadores. Seria bom que pelo menos um deles observasse os perigos a que PHG está sujeito atuando nas condições em que se encontra e encarando jogos encarniçados toda semana. Espero estar errado, mas o craque paraense vive a fase mais delicada de sua ainda curta trajetória.    
 
 
De uma simplicidade cativante, o atacante Tiago Potiguar bateu recordes de mensagens e telefonemas no Bola na Torre (RBA TV) de ontem. Revelou as dificuldades vividas na China e admitiu que, ao contrário de Mendes, não usa o Twitter por falta de “espaço na cabeça para tanta coisa”. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 01)