Divisão territorial: o plano B

Do blog de Hiroshi Bogéa

Há setores do governo simpáticos à estratégia de “afrouxar” ações que possam favorecer à criação do Estado de Tapajós. Na surdina, o assunto é tratado por alguns auxiliares de Jatene como meio de estancar, de vez, em futuro próximo, o crescente movimento separatista que semeia a região Sul/Sudeste do Estado.

A leitura é simples: criando-se Tapajós, a máquina administrativa ganharia musculatura para investir em políticas específicas na região que sonha em se chamar Carajás.

Se os estudos que o Idesp realiza apontarem com segurança ganhos que o Pará teria, remanescente da emancipação tapajônica, preservando Sul/Sudeste no território mãe, essas elucubrações palacianas podem levar o governo a lavar as mãos pela parte Oeste da atual configuração geográfica.

O modelo de cédula plebiscitária aprovada pelo TSE favoreceria a aprovação fácil de Tapajós, em detrimento de Carajás, na esteira de ação consentida das forças governistas sintonizada com lideranças do movimento tapajônico.

Em Belém, o blog detecta tranqüilidade no Palácio dos Despachos quanto ao resultado do plebiscito favorável à manutenção da integridade territorial paraense, mas o Plano B existe.

20 comentários em “Divisão territorial: o plano B

  1. Não vejo ninguém ,exceto o titular desse blogue e mais algumas personalidades,meio claudicante , se esforçando em formar opinião para a manuntenção da geografia paraense atual.Quantos milhões não correrão por fora para calar aqueles que poderiam agora falar ?
    Imagino a cena de muito paraenses como eu ,um dia voltando para seu estado natal e tendo que ouvir que aqui não é mais sua terra.Não é mais seu estado.Se uma pessoa como eu que tem opção de trabalhar para meu patrão em MARABÁ me mudar para lá ,talvez tenha que dizer lá chegando que vim conhecer a capital desse novo estado.

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  2. Domingo passado foi divulgada uma pesquisa que não retrata um quadro tão favorável quando imagina Jatene (ele próprio mostrou uma estranha neutralidade quando à divisão). Pelo que se viu na pesquisa, o separatismo é muito forte inclusive em Belém e, visto que o maior número de indecisos encontra-se justamente em Tapajós e Carajás, a divisão parece não só viável, mas também altamente provável.

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  3. Creio que Carajás é pouco provável, posto que, a leitura dos paraenses (nativos) é que os forasteiros (os grandes) querem tomar o que é nosso de direito.

    Tanto que aquele mapa de Carajás, engolindo tudo o que temos é uma piada com a maioria dos paraenses, que encontram-se localizados no nordeste paraense.

    Ja o Tapajós é uma situação diferente, lá (e eu costumo a ir por lá com determinada constância) a mão do estado é pequena e o paraense sabe que isso é verdade.

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  4. Parece mesmo que o Tapajós tem mais chance que o Carajás por n motivos, mas vou citar apenas a pergunta que será feita no dia11/12. Os “separatistas” queriam uma pergunta para duas respostas, mas o TSE quis duas perguntas e duas respostas, então a possibilidade de um sim e um não são grandes e nesse aspecto, o Tapajós tem uma chance maior. Mas não importa quem ganhar no dia11/12. O Pará vai perder.

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  5. Esquece de citar tambem a parte geográfica, que deve ser a que mais pesa. A região Oeste é longe, muito longe do centro administrativo do governo estadual.

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  6. Mais que uma piada, Carlos, aquele redesenho do mapa é um escárnio, uma afronta ao bom senso. Não passarão!

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  7. Não confie nessas pesquisas, meu caro Antonio. Nas próprias regiões que fomentam a ideia separatista há muita gente indecisa. O público de Belém e arredores, que constui mais de 60% do eleitorado, ainda não foi devidamente informado sobre os verdadeiros efeitos do projeto oportunista. Na campanha, tudo isso acabará esclarecido. Espere e verá.

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  8. Gerson, afinal quem vai ser ouvido no plebiscito? Toda a população do Pará ou apenas a população das áreas que querem a separação?. Pois pelo que vi e ouvi em uma entrevista do “digníssimo” deputado Giovani Queiroz eles querem que sejam ouvidos apenas a segunda opção.

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  9. NUNCA TIVEMOS POLÍTICOS TAO MEDÍOCRES E DESCOMPROMETIDOS COM O ESTADO COMO ATUALMENTE. SÓ ASSIM, ESTA POSSIBILIDADE DE DIVISÃO SE CONSOLIDOU EM REALIDADE ELEITORAL. GOVERNADOR, SENADORES E DEPUTADOS RIDÍCULOS. UMA VERGONHA.

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  10. Uma coisa é certa, só votará quem tem título. Nada de identidade ou qualquer outro documento para identificação.

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  11. Nasce o Sudão do Sul, e já nasce como o país mais pobre do mundo.
    Alô Giovany, Asdrubal,Lira Maia,Maria do Carmo se mudem pra lá e levem a formula magica de vcs para que este país seja uma nova potencia mundial, tem muito petróleo por lá.

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  12. Fórmula mágica, é? Mas pergunta se o povo de lá quer voltar a ser subjulgado, surrado e oprimido? Como nós não queremos mais fazer parte “dos interiores do Pará” (aarrgghhhh!!!!) como dizem!!! Seja qual for o resultado do plebiscito, o pará (minúsculo mesmo) não será mais o mesmo, mesmo sem divisão geográfica.
    Eu me chamo João Rodrigues Guimarães, nasci em Marabá a cinquenta anos atrás.

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  13. A divisão é inevitável.
    É importante levar em consideração as condições de ifra-estrutura da região sul/sudeste do Pará. Aqui as estradas são precárias, a saúde praticamente não funciona, a educação é péssima, sem contar com os problemas gravíssimos de segurança, insegurança jurídica na questão fundiária. Isso tudo é reflexo da ausência do estado, do abandono. Respeito quem é contra a divisão, porém não concordo.

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