O Castanhal, segundo pior time do campeonato, queima contra o Remo seus últimos cartuchos para tentar chegar à semifinal do returno. Essa condição de desespero transforma o jogo de hoje em verdadeira decisão para a equipe de Valter Lima e aumenta o grau de dificuldades para os comandados de Paulo Comelli, que buscam confirmar o bom momento.
A vitória do Remo sobre o Águia em Marabá trouxe de volta o entusiasmo do torcedor, apesar da fraquíssima atuação nos primeiros 45 minutos do jogo no estádio Zinho Oliveira. Comelli, que era abertamente questionado desde a eliminação nas semifinais do turno, voltou a respirar otimismo no comando e o grupo demonstra ter recobrado a confiança.
E aí entra em cena um daqueles fenômenos próprios do futebol e desses tempos de julgamentos apressados. De um momento para outro, o técnico até então execrado (chegou a ser peitado por torcedores no Baenão) passa a ser cultuado como gabaritado estrategista. Obviamente, Comelli não merece nenhuma dessas manifestações. É um treinador aplicado, sujeito aos altos e baixos do ofício, não mais que isso.
Depois dos problemas iniciais para montar o time, principalmente na parte ofensiva, o técnico desfruta hoje de alguma fartura de opções. Tanto que, mesmo sem quatro titulares, poderá escalar hoje um time interessante: Lopes; Rafael Granja, Diego Barros, Morisco e Edinaldo; Mael, Moisés, Ratinho e Tiaguinho; Rodrigo Dantas e Jailton Paraíba. Caso precise, pode também lançar mão de reservas de bom nível, como os armadores Fininho e Léo Franco e o atacante Finazzi, cujo aproveitamento é incerto.
Poucos treinadores no atual campeonato dispõem desse leque de alternativas existente no Remo. O próprio Valter Lima, ameaçadíssimo no Castanhal, tem sérias dificuldades para estruturar uma equipe consistente, principalmente com o saldo dos problemas disciplinares verificados em Tucuruí, sábado, depois da derrota para o Independente. Os atacantes Branco e Kevson foram desligados do elenco, agravando ainda mais os já terríveis aperreios do time – e de Valtinho.
A monumental trapalhada envolvendo a assinatura de contratos de exclusividade com duas empresas concorrentes, tornada pública ontem pela empresa Big Ben, expõe com terrível crueza a situação administrativa dos principais clubes paraenses. O fato é que Remo e Paissandu simplesmente não têm profissionais habilitados cuidando dessa área tão crucial para o negócio futebol: o marketing.
Desperdiçar parcerias comerciais com LG, Claro, Yamada e Big Ben, por crônico amadorismo, é como atirar dinheiro pela janela.
E ainda há dirigente capaz de atribuir culpa à imprensa pelas próprias lambanças…
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 20)
Vamos por parte:
– O Comeli, na minha opinião, continua não sendo técnico para o Remo;
– Se essa for a escalação do Remo, penso que está muito aberta, como falei que estava aberta, aquela de Marabá, contra o Águia e que, com 15 minutos ele teve que mexer para fechar mais a equipe. Penso que ele vai com tudo pra cima, se o Castanhal oferecer resistência e tiver ganhando o meio, ele mexe logo, de novo;
– Sinto muito pelo Valtinho, que ao meu ver, está sendo vítima da incompetência desses dirigentes. O jogo de hoje, vai mostrar se faltou jogo de cintura para o Valtinho, nessas demissões, jogo de cintura que, aliás me parece o grande defeito do Valter Lima. Acredito que, para o momento, a situação poderia ser contornada, até porque estamos a 4 jogos do final. Agora, cada caso é um caso e, no jogo de hoje, poderemos saber se ele tinha razão em demitir esses jogadores;
– A lambança desses dirigentes, já é tão comum, que não vale a pena comentar mais. De um lado LOP, do outro, os “Cardeais”, incluindo aí, o grande homem do jurídico do Remo, Ronaldo Passarinho(poxa, nem ele percebeu essa mancada). Só podia dar nisso. Te dizer…
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Em defesa do Ronaldo, Claudio, cabe dizer que ele cuida exclusivamente da defesa do Remo na Justiça do Trabalho. Não é consultado sobre contratos e parcerias publicitárias.
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O Castanhal já está condenado a morte e com ele Valter Lima, técnico que parou no tempo. Quanto os patrocínios lembro que até neste aspecto os clubes deixam a desejar. Parece gente que se atreve a tratar do doente sem o mínimo conhecimento de enfermagem ou não doutorado no assunto.
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SOBRE o Remo, penso que está entre a cruz e a espada. Se ganhar bem do Castanhal pode criar a ilusão de que está muito bem para o jogo contra o Psc, indo para o confronto na condição indesejada de ‘favorito’; se ganhar apertado, as cobranças, as desconfianças de todos em relação ao elenco e ao técnico persistirão, podendo gerar intranquilidade. Para mim, ganhar de meio-a-zero, nas atuais circunstâncias, está ‘lôco de bão’, como diz a gauchada.
Quanto às lambanças contumazes, só corroboram a minha tese de que muito precisa ser mudado nas gestões dos dois grandes(?) clubes do Pará. Aliás, até essa parte rebloguei no DJ.
Um bom dia a todos do blogue.
‘FAÇAMOS da interrupção um caminho novo; da queda, um passo de dança; do medo, uma escada; do sonho, uma ponte; da procura, um encontro.” Fernando Sabino
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Vejo a escalação correta, o time do Remo tem que sufocar o Castanhal e matar logo o jogo. Assim os jogadores ficam mais tranquilo e podem desenvolver um bom futebol, inclusive com a entrada do Finazzi no segundo tempo.
A idéia é essa, ganhar bem para ir com Moral para o Clássico.
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Sobre o jogo de hoje do Remo, seja qual for o resultado do jogo, vitória por goleada ou placar apertado, derrota ou empate, as críticas vão está estampadas por todos os lados, então vamos esperar pra ver o que acontece, nunca vão está satisfeito, tem sempre alguém que fica em cima do muro, quando ganha é porque o adversário não presta, quando perde o time não presta, e por aí vai.
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Caro Gérson, bom dia!
A cada dia se torna mais complicada uma saída para a difícil situação financeira pela qual passam os nossos principais clubes (Remo e Paissandu). Administrações amadoras que não enxergam o óbivio, ninguem pode prescindir de um bom departamento de marketing, oprtunidades são jogadas fora, patrocinadores desrespeitados e clubes endividaddos. Essaa pessoas que se dizem abnegados(palavra em desuso) dizem que tem boas intenções mas de boas intenções o inferno já . está cheio. Profissionalismo já, fora o amadorismo isso passa pela elaboração de novos estatutos adequados aos dias atuais, Eleições Diretas, redução de membros do Conselho Deliberativo e redefinição de suas funções, captação de novos associados etc.. enfim uma reengenharia total.
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CONCORDO e assino, xará.
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