Reconhecimento ao talento de Paulo Martins

Do blog de Luciana Fróes

Quando o Ferran Adrià esteve no Brasil,  pediu para ir até Belém para conhecer o chef Paulo Martins. Com Alex Atala, o timaço de chefs espanhóis que esteve em São Paulo durante o evento do Prazeres da Mesa se deslocou para o Pará. Martins já estava doente, mas, segundo Atala me contou, conseguiu esboçar um sinal de alegria ao ver os melhores do mundo ao seu redor. E na sua casa. 

Conheci o Paulo há tempos, quando fui convidada para o festival gastronômico que anualmente promovia em Belém. Disparado, o melhor e mais importante do país, exatamente por acontecer na Amazônia. O que ele queria mesmo era mostrar os sabores locais, desconhecidos por boa parte de nós. Fez um passeio comigo e o Lu Ribeiro (da Wish) pelo Ver-o-Peso que não esqueço jamais. Uma aula. O grupo era enorme. Alex Atala, Francesco Carli,  Flavia Qauresma, Danio Braga… O encontro terminou num mega jantar assinado por todos. No menu, só ingredientes locais. Show completo, servido no porto de Belém, espaço fantástico que nada deixa a dever ao Píer de Nova York ou ao Porto Madero de Buenos Aires.

O “Lá em Casa”, restaurante de comida típica, em Belém, era comandado pela família. Começou pela mãe, depois passou para o Paulo e hoje quem toca são as filhas. Mais do que chef, Paulo Martins foi o embaixador da cozinha amazônica mundo afora. Hoje,  esses sabores exóticos, virgens, despertam o interesse de chefs do mundo todo. E o responsável por tudo foi e continuará sendo o chef Paulo Martins.

Como belemense juramentado, fico sempre muito orgulhoso quando alguém fala bem de nossa terra. Os elogios da jornalista Luciana Fróes, em seu blog no portal Globo.com, confirmam o prestígio nacional e internacional de Paulo Martins. Significa que, mesmo depois de ter partido, o chef segue fazendo muito pelo nome e a imagem do nosso Pará. Gente como ele sempre vai fazer muita falta.

3 comentários em “Reconhecimento ao talento de Paulo Martins

  1. Uma das homenagens mais verdadeiras que os baianos fazem é denominar seus museus, monumentos, logadouros, etc. com personagens do mundo artístico e cultural. Então ao lado de “heróis” porque mataram em guerras estão os poetas, músicos, literatos, folcloristas e outros do dia a dia cultural do estado.
    Ante tantas obras a serem inauguradas e que estão levando nome com subliminares segundas intenções politicos religiosas acho que cabe uma reflexão sobre homenagear Paulo Martins, Walter Bandeira, Mestre Verequete só para ficar nos mais ecentemente desaparecidos.

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