No Twitter, a reação à manchete da Folha

Nesta segunda-feira (6/9), a Folha de S. Paulo bombou no Twitter. A hashtag #DilmaFactsByFolha ocupou o terceiro lugar no Trending Topics mundial, e foi citado no ranking divulgado pelo jornal britânico The Independent. No final desta tarde, a tag ocupa o sexto lugar. Com a campanha, os internautas questionam a imparcialidade da Folha no tratamento dado à candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT).

O movimento virtual começou depois que a Folha publicou a manchete “Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma”, na edição de domingo (05/09). De acordo com os posts dos twitteiros, que abordaram o assunto com humor, a Folha destacaria Dilma como ‘culpada’ em várias situações, muitas delas inusitadas. Procurada pela reportagem, a Folha ainda não se pronunciou sobre o assunto. (Com informações do Comunique-se)

31 comentários em “No Twitter, a reação à manchete da Folha

  1. É o caso de perguntar: onde estaria a manchete “Usuários das rodovias paulistas pagam fortunas em pedágio, por falha dos gestores tucanos”?
    Essas posições da grande mídia só ampliam a decadência de credibilidades.
    Há tempos, a questão passou a ser: de onde virão os “novos” formadores da opinião pública brasileira.
    Passo a crer na força das redes sociais – mormente nos blogs independentes.

    A propósito: Aqui neste blog me divirto com duas posições banhadas de humor (seja o bom ou seja o mau). A obsessão de um certo professor de Val-de-Cans em torno da “extraordinária” figura do atual técnico do IDH de Melgaço. E a inusitada crença do Berlli na virada do Serra.

  2. Calma Vicente, não é bem assim. Dilma e Serra é que me divertem. A peruquenta arrogante calada já e cômica e o Serra quando sai beijando criança e apertando mãos de pobres é fenomenal. Marina já.

  3. Será que a Dilma sabe que a nossa governadora não acredita em pesquiza de intenção de voto? Politico (candidato) é igual a torcedor de futebol : comentários só os favoráveis.
    Aqui em Belém os simpatizantes do Serra agradecem pelas declarações adversárias. O blogueiro Carlos Berlli está rindo com as paredes depois dessa reanimação.

  4. Também poderiamos questionar a imparcialidade do Blog no tratamento dado à candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT).

    Acho q daria um bom debate.
    não acham?

    1. Blog é blog pode ter o posicionamento que quiser. Acompanha quem tem algum interesse.
      Como dizem por ai: opinião é como bunda – cada um tem a sua!.

  5. Carlos, ele já se posicionou à favor dos aloprados, só não entendo como defender uma candidatura de alguém que tentou implantar neste país um regime ditatorial, apoiado pela antiga União Soviética, e mais um presidente que por diversas vezes tentou amordarçar a imprensa brasileira, e não obstante foi o governo que implantou o maior esquema de corrupção jamais visto, chamado de Mensalão. Isto são só alguns exemplos.

    1. Meu caro Carlos, não perca o senso das coisas em função do calor da campanha. A candidata de Lula e nossa futura presidente lutou de verdade contra um regime de força, que prendia, torturava e matava opositores. Enquanto muito homem fugiu do enfrentamento, ela se manteve firme. Isso é fibra, coragem, destemor. A meu ver, são virtudes raras. Não confunda as coisas, nem embole a história recente, parece até que defende a ditadura militar. Quanto ao tal amordaçamento da imprensa, você diz isso porque não sabe o que foi censura neste país e desconhece (ou aparenta desconhecer) o que o “democrata” Serra apronta em S. Paulo, mandando demitir da TV Cultura jornalistas que não se afinavam com suas ideias e pedindo a cabeça de repórteres “inconvenientes” aos seus patrões. Faz isso até hoje com espantosa desenvoltura, camarada. Que eu saiba, o cabra Lula nunca agiu assim. Quanto ao mensalão, sabemos que é o velho e manjado caixa-dois. Nem o mais ingênuo dos brasileiros terá coragem de afirmar que essa tradição nacional foi inventada e implantada no governo de Lula. Aliás, essa versão moderna do mensalão nasceu em Minas Gerais, sob as bênçãos de um ilustre tucano, Eduardo Azeredo.

      1. Gerson,
        Permita-me acresecentar ao Carlos que a luta da Guerrilheira que ele chama, em tom pejorativo, permitiu a ele e a todos nós, este momento, de democracia e liberdade de expressão, sem prisões e retaliações outras, quando emitimos simples opiniões não favoráveis a outrém, assim como o fazemos agora, neste blog, simples não? porém, naquele tempo não.
        Carlos Silva, tu sabes o que siginifica DOI CODI, DOPS…? ou o que significou prá aquela época? que nem tão distante vai…1973 ainda está muito recente e vívido na mente de todos que direta ou indiretamente participaram da demolição do estado totalitário que se instalou naquela época, DE CUJO QUAL, DEMONSTRAS ESTAR MORRENDO DE SAUDADES.
        AFINAL, QUAL É A TUA?

  6. A blindagem é clara, mas dentro de uma realidade. No meu quintal planta só as que gosto, sem pensar no incômodo que possa causar ao vizinho. É por aí. Agora rebeldia ser considerada virtudes pesou.
    A força policial existe para conter a desordem e isso é que foi posto em prática na época ou querem incutir em nossas mentes que em todos os assaltos não haja mortos e feridos. Sejamos realistas.

  7. Berlli, desordem é rasgar a Constituição e depor o Presidente da República. Quem foi às ruas lutar pelo restabelecimento da ordem é quem defendia a democracia, assim como aqueles que encheram de povo nas ruas para lutar pelo direito do povo em voltar a escolher o Presidente da República, então, há algo fora de lugar no seu raciocínio>

    1. Pergunte a alguém do PT , se foram ao centenário de Tancredo Neves?? Eles foram contra a eleição de Tancredo, ficaram à favor de Maluf, só foram as ruas em favor das diretas quando o clamor popular era inevitável, pergunte se eles apoiaram à favor da Lei de Responsabilidade Fiscal, do Plano Real que estabilizou a economia brasileira, foram contra a CPMF, depois quando governo ficarm à favor, já sabendo que era um imposto provisório, pergunte pelos milhões de dólares que o Sr Duda Mendonça. marqueteiro da Campanha de Lula,recebeu no exterior??? A história ainda há de fazer justica, tardia talvez, mas se fará. Pergunte para qual regime Dilma lutava???

      1. Para evitar que as pessoas briguem com os fatos. O PT foi o partido a iniciar a chamada Campanha das Diretas. O primeiro ato ocorreu em novembro de 1983, na Praça Charles Miller (em frete ao Estádio do Pacaembu). Convidado, Montoro (então governador do Estado, não compareceu alegando compromisso social no Jóquei Clube.
        Justiça se faça, o órgão de imprensa a apoiar as atividades do PT foi a Folha de S.Paulo.
        No Rio, a articulação da campanha iniciou-se com o jornalista Barbosa Lima Sobrinho (ABI) e a médica Jandira Feghali, militante do PCdoB.
        O PMDB somente começou a participar dos atos a partir de 1984 (comício da Praça da Sé), quando a campanha já tinha volume suficiente e já se tinha articulado para a disputa no Colégio Eleitoral – com a candidatura conchavada de Tancredo Neves.
        O PT nunca teve nada com Tancredo Neves. Figura que participou do final da campanha apenas para se credenciar junto ao espúrio Colégio Eleitoral – essa grande traição à luta de rua das massas populares.

      2. Ainda bem que vc não é prof, de história. PT a favor de Maluf !!! O PT chegou a expulsar 3 deputados (Bete Mendes, Zé Eudes e Lisanhas Maciel) que participaram do espúrio Colégio Eleitoral.

      3. O governo militar durou 20 anos e excedeu no tempo, por isso o movimento das diretas. A mordormia do poder fez com que essa duradoura fase fosse além do necesário, pois brasileiro é contrate do cubano que se encolhe nas adversidades. Tancredo morreu e na naquela ocasião até suporam más intenções. Todo o apoio dado ao movimento de mudanças hoje é contestado por envolvimentos não correspondidos e o PT no poder deixou muitos na saudade. Marina era para ser a candidata hoje do PT, mas a discordia tralou-lhe outro caminho.

    2. A Carta Magna há muito deixou de ser fortificante. A diversificação de leis até incentivam o menor infrator, como simples exemplificação de mudanças. Politicamente fracionaram os partidos políticos para aumentar a balbúrdia que é o processo eleitoral e por aí vai os desajustes de momentos. Por fim Anarquia nunca foi e nunca será o método mais eficaz de restaurar a Democracia.

  8. Houve sofrimento entre muitos que combateram a ditadura. Houve benefícios também a muitos “contestadores “. Não é dificil saber quem foi quem na história.

    1. Grande Tavernard… na mosca! Mas o que mais me impressiona aqui no blog são o desconhecimento do processo histórico, decorrente da falta de memória ou do “ouvi dizer…” (de Veja, Globo, Estadão, Folha…); o anacronismo (tem gente que acha que ainda estamos no dia 30 de março de 1964); e a defesa canina dos vestais fardados, torturadores e fascistas que “salvaram” o país de males maiores. E vejam só no que deu… somos um dos países mais violentos do mundo, com um povo paupérrimo e que sofre nas mãos da brutal concentração de renda, com o esnsino público – que, diga-se, era o melhor do país até 64 – desmantelado e etc, etc, etc… Então pergunta-se: os caras queriam mesmo “salvar” o Brasil, ou queriam que ele não se salvasse? Fico com a segunda opção!

  9. Hoje, sete de setembro, comemoramos a nossa independência. Mas, há realmente o que comemorar? Somos realmente uma nação forte, impávida e um colosso pela própria natureza? Essas são as perguntas que cada brasileiro deve se fazer num dia como o de amanhã.
    Infelizmente, ainda somos dependentes de “Mães”, “Pais”, “Messias”, “Grandes Líderes”, “Salvadores da Pátria” e toda sorte de aventureiro que saiba falar bem e trabalhar com demagogia, assistencialismo e muitas metáforas futebolísticas.
    Somos uma nação de apáticos conformados, cuja única manifestação, ante o costumeiro marasmo de nossas existências, é a mera indignação limitada à manchete do escândalo do dia. Sequer nos damos o trabalho de ler as notícias, porque ler é coisa de burguês e de gente que não precisa trabalhar.Não desejamos conhecer o autor da façanha corrupta da vez, porque o texto é longo e chato. Além disso, sabemos muito bem que amanhã haverá outro autor e outra façanha corrupta estampada nas manchetes. Por isso mesmo, para que ter o trabalho de ler um texto enorme e chato sobre algo que não tem mais jeito?
    Enquanto eles vomitam metáforas e infantilidades, o povo se banqueteia com as migalhas que lhes caem das bolsas cheias de dólares que estão rumando para o paraíso fiscal mais próximo. Enquanto clamamos pela “Mãe” que nos encanta, mesmo sem jamais ter tido notícia de que ela tenha feito algo por nós ou por si mesma. Se analisássemos friamente a “mãe” que querem nos imputar, veríamos que ele sequer consegue falar por si própria.Mas, seguimos embevecidos, iludidos, dominados e reféns de nós mesmos. Seguimos a passos largos e fortes, rumo a algo que desconhecemos. Seguimos com a certeza dos loucos, a inocência das crianças e o olhar dos fanáticos. Seguimos por seguir. Seguimos porque nos mandaram seguir.
    Afinal, é mais fácil seguir do que procurar. É mais fácil se acomodar do que lutar. É mais fácil dizer que nunca nada mudará, do que lutar pela mudança. É mais fácil acreditar nas mentiras do que na verdade que nos cospe na cara.
    Assim seguimos. Um povo sofrido porque quer sofrer. Angustiado porque não tem a audácia necessária para ser livre. Acorrentado aos coronéis canalhas, aos messias falsificados, as mães impostas e as verdades mentirosas.
    Assim, morremos nos hospitais sucateados, nas filas de atendimento, nos corredores das emergências infectas, aos pés de médicos mal pagos e indiferentes e, no melhor dos casos, morremos em nossas próprias casas ou na rua, a espera daquela ambulância que jamais chegará, desviada pela corrupção e pela indiferença.
    Somos um povo que envergonha seus mártires, abomina o passado de glórias e envergonha-se da riqueza que dorme em nosso solo e em nossas mentes.
    Somos independentes… mesmo?

    1. Não somos um povo que envergonha seus mártires – nossos mártires populares, como Zumbi dos Palmares, Eduardo Angelim, Wladimir Herzog, Marihguela, Osvaldão (do Araguaia), Chico Mendes, Paulo Fontelles, os irmãos Canuto, os Massacrados do Carajás todos devem estar orgulhosos de seu povo. Não abominamos “o passado de glórias” – simplesmente porque nosso passado não é de glorias e sim de lutas, muitas delas perdidas.
      Ainda não somos independentes. Muitos de nossos irmãos ainda são escravos nas fazendas de latifundiários no sul do Estado.

      1. Esqueceu de citar a guerrilheira Dilma , uma heroina viva dos contudentes.

  10. Quando eu era menino pequenininho em Barbacena, dia 7 de setembro, era 7 de setembro. Bandeirinha do Brasil de papel na mão, emissoras de rádio no início de sua programação tocando o hino nacional e lembro nas quartas-feiras o sagrado dever de cantar o hino nacional no pátio do colégio colégio com direito a hasteamento do pavilhão. Hoje, 7 de setembro é mais tempo para cervejas serem consumidas, praias para serem frequentadas, mais um dia oportuno para a bandidagem e mais um dia de propaganda política corpo a corpo. Sem esquecer que é mais um dia que o governo enche o cofre com pesados tributos. O Brasil nunca foi independente no sentido de suas reais inspirações.

  11. Li a pouco uma propaganda enganosa sobre o crescimento de oferta de emprego e seu relacionamento com acarteira de trabalho.

    sobre o tem:
    Essa propaganda de milhões de empregos de carteira assinada tão pregoada por LULA Lá e recheada pela aspirante a cadeira da presidência, está diretamente relacionada a mão de obra não especializada com direito a salário mínimo. No tempo de D. Pedro I chamava-se escravidão, hoje remunerada.

    O Diário on line aponta o desconforto correspondente para os que teem 2º grau.

  12. E o Tancredo não serve como referência, pois sempre esteve do lado dos mais fortes, foi ungido pela Globo, que fez uma novela da sua infermidade e morte, e foi neste episódio que Gloria Maria apareceu, dizem que ela sabe de coisas que abalaria a república na época.

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