Coluna: Depois da queda, o coice

As 206 pessoas que pagaram ingresso anteontem para ver o amistoso entre Remo B e seleção de Tomé-Açu participaram, sem querer, de um ato histórico. Foram os últimos torcedores a presenciar um jogo do Remo em seu tradicional estádio, Evandro Almeida. Isso se confirmada a operação de venda sacramentada pelo presidente do clube, Amaro Klautau, com as incorporadoras Agre e Leal Moreira.
O fechamento do negócio ocorreu na segunda-feira, longe das vistas (e da endosso) do Conselho Deliberativo do clube, que precisava aprovar os números e termos finais do acordo. À noite, AK completou o serviço, ordenando a derrubada do escudo remista do pórtico, retirando os vestígios de patrimônio que poderiam vir a embasar algum tipo de recurso judicial contrário à transação.
Começou ali, de fato, o processo de demolição física do estádio de 75 anos, embora o desmanche de imagem já venha se desenrolando desde que começou o mandato da atual diretoria. Desde os primeiros meses, o único projeto apresentado foi o da venda do estádio, como se não houvesse qualquer outra saída.
Apostou-se tanto no desastre que ele acabou se concretizando. A cada entrevista ou reunião, o presidente anunciava que a Justiça do Trabalho iria levar o imóvel a leilão, sem qualquer providência para tentar sustar o processo de perda. O Paissandu, com dívidas até maiores, sempre respeitou os prazos, daí estar a salvo de qualquer execução de seus bens.
AK ignorou os compromissos para salvar dívidas antigas e recentes. Empenhou tanto esforço na transação do Baenão que pareceu mais um corretor imobiliário do que um dirigente de clube. Como um legítimo profissional da área, festejou ruidosamente ontem o “nó tático” aplicado nos conselheiros que se opunham à venda.
Desgraçadamente, o tal nó talvez jamais possa ser desatado e, ao invés de lesar opositores circunstanciais, atinge mesmo é a torcida de um dos clubes mais tradicionais do país. Clube sem estádio – ainda mais com a localização privilegiada do Baenão – é clube sem identidade e referência visual, condenado à morte lenta e irreversível. Um caso exemplar desse descaminho é o Botafogo, que até hoje busca se recuperar dos danos causados pela perda de General Severiano, em 1972.
 
Mesmo que, de boa fé, alguém creia na hipótese improvável da arena em Marituba (cuja capacidade, aliás, já foi drasticamente reduzida de 22,5 mil para 15 mil pelo próprio mandatário), as dúvidas quanto à funcionalidade desse estádio superam qualquer análise lógica e objetiva. A distância de Belém é apenas o menor dos muitos problemas para atrair o torcedor.
Hoje, não há mais dúvida quanto à ficção esboçada há meses: a promessa de um novo estádio foi alimentada exclusivamente para legitimar a venda do Baenão, dando tintas modernas e sérias ao negócio. Daqui a três meses, findo o mandato de AK, talvez nem sobre dinheiro para se falar na ex-futura Arena do Leão. Azar do Remo e dos remistas lúcidos. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 26) 

59 comentários em “Coluna: Depois da queda, o coice

  1. gerson vc só critica mas não põe aqui ou no jornal ou na radio e tv uma solução!!!! eu acho tbm estranho esse sua (o)posição, não sou a favor nem contra a venda, mas uma solução dessas dividas que o remo tem e qndo perdeu a sede campestre que p mim era o futuro do remo ninguem falou a metade do estão falando!!!! criticar e facil facil mas colocar na mesa uma solução que é duro!!!!ahhh p finalizar, se vc acha que tem 100% de razão, pq não convida o amaro para um debate no bola na mesa??? vc, o conselho q é oposição, a agre, o presidente AK e a juiza, se ele não deve e não vai temer!!!!

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  2. “Poetas, seresteiros, namorados correi
    É chegada a hora de escrever e cantar
    Talves as derradeiras noites de luar…..” cantava Gilberto Gil em alerta aos perigos advindos da guerra travada por URSS e EUA naqueles, para muitos hoje saudosos, tempos de corrida pela conquista do espaço sideral.
    Hoje, constata-se que o bicho não era tão feio como parecia e mais benefícios trouxe à ciência e à tecnologia, do que prejuizos.
    O passado recente ensina que o mesmo temor deve acometer a nação azulina em relação à venda do Baenão, com despedida para apenas 206 “convidados involuntários”, número reduzido que simboliza o caráter da decisão tomada por uma minoria. Resta saber qual será o sentimento da maioria daqui a uns cinco ou seis anos.

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  3. Tb to achando muito estranho a posição do Gerson, eu sempre gostei desse profissional mas ultimamente ele esta me decepcionando. Um jornalista serio tem o dever de informar os fatos sem dar opinião pessoal. (uma vez que eles são formadores de opinião) . Até parece que quer jogar a torcida contra o clube… sei não viu?

    Por isso que sou mais o Zaire Filho que comentou hoje no camisa 13 que todos os clubes que fizeram isso que o Remo esta fazendo se deram Bem, ele inclusive citou como exemplo o Atletico Paranaense e o Avai.

    Muito estranho ois comentarios do Gerson.. muito estranho.

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    1. Esta coisa de dizer que foi o último jogo do baenão é conversa pra boi dormir. A própria juíza do trabalho deu garantias, em um programa da RBA (camisa 13), que o baenão só será entregue SE e QUANDO o novo estádio estiver pronto. Duvidar deste compromiso firmado no tribunal seria Teoria da Conspiração demais.

      Cada um tem o direito de pensar como quiser. Eu mesmo critiquei a forma como se deu a negociação, não o objetivo. Sempre atentei para os argumentos contrários e favoráveis, calcados nos FATOS.

      Daí que acabo de peder um pouco a consideração pelas opiniões do Gerson (não pelo mesmo) em relação a este assunto. Sempre gostei deste blog, vou continuar frquentando porque acho um espaço democrático pra troca de opiniões, ou mesmo desabafos como muitos que vejo aqui postados. É uma tribuna livre, mas não isenta.

      Entretanto faço uma ressalva. É necessário que exista céticos. É preciso que se fiscalize mesmo a mais límpida certeza, pra não corrermos o risco da unanimidade burra.

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    2. Rodrigo, os que conhecem meu trabalho, certamente não estranham meu posicionamento. Estranho seria se eu, por acomodação ou receio, calasse diante de tantas mazelas. Sou um profissional, tenho opinião própria e expresso isso sem meias palavras. Ah, não sou corretor de imóveis, nem político profissional.

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      1. Gerson, é verdade que a primeira informação – prestada inclusive em audio no site do Remo – era que a permuta seria absoluta, isto é, chave contra chave.

        Mas, também é verdade que, quando a proposta foi oficialmente apresentada aos Conselheiros, os termos já haviam mudado, de modo que nela constava que a entrega do Baenão seria feita mediante a entrega de apenas 50% da Arena. Aliás, nos até comentamos aqui no Blog (eu e você) a respeito desta mudança (recorra aos arquivos deste blog que você constatará).

        Isto é, quando os conselheiros apreciaram e aprovaram a proposta ela já estava modificada, sim. Portanto, eles não podem vir agora dizer que foram enganados pelo AK. Numa palavra, se é negociata ela não pode ser atribuída exclusivamente ao AK. Os conselheiros dela participaram e até mais efetivamente, já que eles tinham o poder de veto, e, se quisessem poderiam tê-lo exercido e o AK não conseguiria levar adiante a operação.

        Outra coisa, será que o Poder Judiciário iria intermediar um acordo para por fim às demandas trabalhistas, caso o representante da parte devedora não ostentasse os necessários poderes para fazer a representação? Será que a Construtora iria adquirir um imóvel se a parte vendedora não ostentasse os poderes dentro das exigências da lei?

        Gerson, me parece que a resposta para estas perguntas só pode ser negativa. Isto é, até prova em contrário, o negócio foi feito sim com a regular autorização dos Conselheiros. Aliás, esta prova em contrário pode ser facilmente apresentada e o negócio ser anulado judicialmente. Basta que os Conselheiros demonstrem que a autorização anterior era apenas para iniciar as negociações, ou que mesmo sendo para efetivar os negócios, acabou sendo revogada por decisão superveniente do CONDEL do Clube do Remo.

        Aí vem outra pergunta: será que os Conselheiros já propuseram a ação anulatória com base numa destas duas hipóteses, ou noutras? Li aqui no blog apenas uma promessa dos Conselheiros de que iriam buscar o Judiciário, nada de mais concreto. Talvez estejam aguardando a homologação. É uma hipótese. Mas, neste caso poderiam buscar impedir a própria homologação. Mas, nada falaram a tal respeito.

        Mais duas perguntas: (a) você acha que os Conselheiros, o Judiciário e as empresas são vítimas d’alguma trapaça do AK, que encontrou um meio de celebrar o negócio sem ter autorização suficiente para tal? (b) ou você tem documentos que demonstram que o AK trapaceou, agindo sem qualquer autorização; ou que foi além dos poderes que recebeu dos Conselheiros?

        Gerson, tudo isso que escrevi até aqui é para respaldar minha impressão final, qual seja, a de que não obstante esteja de acordo que trata-se de uma negociação absolutamente obscura e segundo entendo prejudicial aos interesses do Remo, tenho uma ligeira restrição ao modo como você vem abordando, desde o início, a matéria.

        Deveras, noto que a campanha que você vem fazendo contra a alienação do Baenão tem em mira exclusivamente o AK, deixando de lado aqueles que juntamente com ele, pelo menos, em princípio, são responsáveis pela operação – os Conselheiros. Aliás, aqueles que justamente pela posição que ocupam, tinham a obrigação ética, moral e legal de impedir a dilapidação do patrimônio azulino, máxime porque sabiam desde o início (porque analisaram a proposta) a forma como a transação se efetivaria. Você tem tratado a coisa como se o AK pudesse, sozinho, tomar todas as decisões e efetivamente as tenha tomado sozinho.

        Acho que o blog não está sendo justo. Não com o AK (que, até então, acho que este merece as críticas que recebe), mas com a própria torcida, principalmente com aqueles que se mostram contrários à operação, já que deles é sonegada a informação de quem realmente autorizou a venda. Quer dizer, concentrando tudo no AK a torcida não é esclarecida sobre quem verdadeiramente é o culpado pela venda, pois ao AK, no máximo, cabia propor a venda.

        E a venda não teria ocorrido se não tivesse sido autorizada pelos conselheiros. Estes, sim, tanto ou mais que o AK, são responsáveis pelos prejuízos que o Remo eventualmente venha a experimentar. Na verdade, acho que o blog vem fazendo justamente o oposto, pintando os conselheiros como vitimas, quando pelas informações disponíveis a Justiça só intermediou a venda porque havia a autorização dos conselheiros. Numa palavra, se o negócio é realmente temerário, os Conselheiros, até que se prove em contrário, também são algozes do Clube do Remo. E isto o blog não está divulgando.

        Nessa linha de esclarecer verdadeiramente os torcedores e de cobrar a responsabilidade de todos aqueles que são verdadeiramente responsáveis, o blog poderia começar pelo levantamento (se ainda não dispõe dos elementos) e divulgação: (a) do nome de todos os Conselheiros que prestaram a primeira autorização, dos que votaram contrariamente, e dos que se abstiveram; (b) do teor desta primeira autorização; (c) se o Condel do Clube do Remo realmente se reuniu e revogou regularmente esta primeira autorização, quem foram os conselheiros que votaram pela revogação; (d) qual o teor desta revogação; (e) qual o teor do documento apresentado pelo AK perante o Judiciário para habilitá-lo a celebrar o negócio.

        Deveras, só assim ficaríamos todos sabendo se o negócio e a própria conduta do AK e dos conselheiros, é ou não é moral, ética e juridicamente legítimo.

        Acho que deste modo o blog presta efetivamente o serviço jornalístico que, desde o início, neste particular, ele se propôs a prestar ao desporto paraense e à própria comunidade azulina. Do contrário fica parecendo, como alguns já postaram no blog, mera pinimba pessoal e política.

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      2. Discordo de itens específicos, concordo em alguns pontos, caro Antonio. Quanto ao papel do Conselho Deliberativo, fui o primeiro a criticar aqui por ocasião da célebre assembléia que aprovou o encaminhamento da venda do estádio, lembra? Não relevei nada, apontei responsabilidades, cobrei posicionamentos. Registrei também quando, porém, conselheiros voltaram atrás na decisão inicial, em face da informação – confirmada por diretores da incorporadora – de que o estádio será construído até o limite dos R$ 18 milhões. Isso é relevante, embora o Condel oficialmente não tenha mudado seu posicionamento de apoio à venda. Óbvio, portanto, que seja co-responsável, inclusive ao silenciar quanto ao desrespeito final que foi não ter sido ouvido nem cheirado no ato de assinatura da venda do estádio, na segunda-feira. AK foi lá sozinho e, literalmente, ignorou o Condel. Bem ao seu estilo. No fim das contas, camarada, é o destino do clube que está nas mãos dessa gente. Não pertenço a correntes políticas de nenhum clube, não tenho problemas pessoais com ninguém, mas não posso deixar de emitir minha opinião. Jamais me omitiria diante de tema tão relevante.

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      3. Égua Gerson. Gostei demais de suas colocações contra opiniões daqueles que julgam saber demais e no final, não entendem é nada.São desabafos dos que se acham donos da verdade e não aceitam opiniões,a não ser as suas próprias. Gosto da sua coereência e o reputo como um dos mais brilhantes comentaristas da atualidade esportiva de nossa região.É óbvio que jamais alguém irá agradar a todos. É como diria o saudoso,salvo engano, Grimoaldo Soares,”Opinião não se discute”, háverá sempre divergências.

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      4. Obrigado pelas palavras gentis, caro Manoel. Apesar de alguns absurdos e desaforos sem sentido, sou um defensor intransigente da liberdade de opinião e do contraditório. Por isso, mesmo os comentários mais tresloucados – desde que não contenham palavrões ou ofensa à honra – estão liberados. Confio plenamente no meu taco e na capacidade de avaliação dos parceiros de boteco virtual. E vida que segue, como diria o genial João Sem-Medo Saldanha.

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      5. Interessante que o Gerson, que é o titular do blog, cujo procedimento foi ponderadamente questionado no texto que postei, até pela sua peculiar educação, apresentou sua réplica, abordou os aspectos que considera responder aos questionamentos que fiz, sem nem ao menos resvalar na descortesia. Diferente do Manoel! Lima. Mas, não tem nada, não. A Constituição garante a ele o direito de manifestação. A propósito, Manoel,você tem opinião, especificamente a respeito do assunto que eu trouxe à baila na minha postagm (em síntese: os conselheiros são tão culpados quanto o AK e não estão merecendo do blog o mesmo tratamento rigoroso que merecidamente está sendo dado ao AK). Se tiver, jogue pro limpo, e, se for o caso, vamos debatê-la costezmente como fazem as pessoas civilizadas.

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    3. Alguns jornalistas ganham seu jabá para puxar pro lado de quem banca. É pra frente que se anda torcida remista e se realmente a construtora vai entregar um estádio moderno porque não vender um estádio que já não comporta a maior torcida do norte, porque tanto estardalhaço pela derrubada de um pedaço de muro, colocasse um símbolo maior ainda na nova arena, é fácil meter o pau difícil é tomar atitudes e foi o que o presidente fez, dúvido se a maioria dos que estão falando besteiras aqui não seja torcedor do freguês querendo tumultuar ou então é torcedor que nunca foi ao estádio.

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    4. Égua Rodrigo!!! me ensina essa!
      Como é que o Jornalista é formador de opinião, se não pode emitir opinião?
      Não é um contracenso o teu comentário?

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  4. Caros remistas, o Gerson é só um jornalista e assim sendo a sua função é noticiar e comentar os fatos segundo a sua visão e não de mostrar o que é certo ou errado. Quem tem que saber o que é bom para os seus clubes são os dirigentes, até porque são eles quem sabem a real situação, ou não?

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  5. Caro Gerson.

    Se não vendessemos o Baenão, a justiça do trabalho o leiloaria, e por um preça bem abaixo do que foi negociado.

    Descordo de você quando diz que aqueles 206 foram os últimos tocedores a ver o Remo jogando no Baenão, pois o mesmo só será entregue quando a nova Arena do Leão já estiver pronta, então não temos o que temer. Até lá continuaremos a ir ver jógos no Baenão. Esses conselheiros que querem melar a negociação são os mesmos que afundaram o Leão, hoje o futebol não vive mais de história, vive da realidade e ao invéz de ficarmos tentando embaçar a construção da Arena, deveriamos fiscalizar e até contribuir com a construção da mesma, pois teremos um estádio moderno, nos moldes da Arena da Baixada do Atlético Paranaense, pois lá também foi demolido o estádio antigo para se construir um novo.

    Então vamos pensar positivo e dar força para que consigamos novamente ter nosso Leão entre os melhores do futebol brasileiro, e não falo em série B não, e sim na elite de nosso futebol. Sou Leão até a morte e desejo que o Remo tenha sucesso em sua nova empreitada.

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    1. Caro Enock, lamento discordar de você em torno de detalhes dessa história triste e já por demais enrolada graças à ação dos dirigentes de opereta que o Remo tem. Veja como as coisas são deturpadas pelos que se apropriaram de um bem do clube e sua torcida. A juíza Ida Selene foi clara nas entrevistas às emissoras de TV e rádio: a partir de hoje, a Leal Moreira e a Agre podem derrubar a área do Carrossel e começar a trabalhar ali. Outro aspecto: resta apenas a homologação da venda (no dia 21), que dependerá do pagamento da primeira parcela do acordo e da apresentação de documentos de natureza técnica, para que os compradores se apossem do Evandro Almeida. Acredite: tudo o que havia sido dito antes passa a não valer agora. Por exemplo, a capacidade da futura arena era de 22,5 mil, mas AK já fala num estádio menor, de 15 mil lugares. Daí para chegar a 10 mil ou 8 mil é um pulo, até porque não será ele mais o presidente quando a obra estiver sendo construída – se ao menos for iniciada… A palavra dessa gente não merece crédito.

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      1. Gerson Nogueira,
        Essa turma gosta de viajaaaaarrrr, acreditam piamente em tudo que o Caxiado fala.
        Arena moderna tal qual a arena da baixada, com capacidade para 23 mil torcedores, integrada a CT com quatro campos auxiliares, não sei quantas piscinas, alojaMentos prá um montão de atletas de base, estacionamento prÁ TROCENTOS CARROS,…….
        Tudo de primeira….por apenas R$18.000,000,00-dezoito milhões de reais,
        me engana que eu gosto;
        ou melhor
        “canta que durmo”
        Te dizer,

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  6. Sempre vou aos jogos do Remo. Vou nos jogos do campeonatos regionais como no nacional. Sou assiduo frequentador dos estadios. Já fui ver jogo do Remo até na Curuzu.
    Fui a campo pela primeira vez no Baenão com o meu finado Pai e me lembro até hoje dos grandes jogos que assistimos no Baenão. Mas tudo isso é passado. Temos que pensar no Futuro e sinceramente hoje me sinto mais confortável levar minha filha ao Mangueirão do que ao Baenão. Não da mais para pensarmos pequeno. Temos que pensar em estrutura de time grande e sinceramente o AK esta dando uma cara de time grande ao Remo. Primeiro com a implantação do Sócio Torcedor ( o qual sou sócio) e agora com o inicio da costrução de uma Arena moderna com centro de treinamento.
    Isso é pensar no Futuro, o resto e dor de cotovelo dos derrotistas e Jornalista retrogrados que vivem buzinando contra o Leão Azul.
    Pra frente é que se anda.
    Saudações Azulinas

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  7. gerson…não sei por quer esse repúdio..contra a venda….que solução vc daria para quitar as dividas….???
    como a juiza falou o baenão não tinha mas solução..iria ser vendido do mesmo jeito..ou no leilão ou no acordo com as empresas..
    vc prefere 33 milhoes(estadio…ct…patrocinio..etc…)

    ou 15 milhoes para pagar a divida e ficar sem estadio…pq em um leilão a venda é baixissima….

    em relação a distancia..isso é relativo…moro em ananindeua..e tenho q fazer uma longa viajem para o baenão..pq o torcedor do centro de belem não vem para marituba???

    será q fica mais dificil sair da RBA para marituba??..no baenão era mas perto né….

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    1. Não baixemos tanto o nível da discussão, meu caro Breno. Nada a ver com discriminação geográfica ou preguiça, até porque não vou (como ninguém aqui) andando a estádios. A questão aqui é de outra natureza e você certamente entendeu.

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  8. O Gerson Nogueira, você é mais uma das mumias saudosistas que fazem de tudo para atrapalhar a vida do remo…. a diferença é q você não é do conselho..
    Você é tão verme, que fica com preguiça so de pensar em ter q dirigir ate Marituba, quando tiver q TRABALHAR…(é , pois so vai a jogos quando tem q trabalhar, pois torcer, não torce para ninguem… só para o mal do remo)
    A preguiça é tanta, que fica jogando praga, para que a arena não saia do papel…

    Uma grande amostra, da imparcialidade dos nossos “cronistas” do Pará.

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    1. Rafael, aceito qualquer crítica, sem problemas. Tou, como se diz, vacinado para essas coisas. Ser tachado de saudosista a essa altura chega a ser lucro, meu caro. Admiro sua confiança inabalável nos modernos que vendedores de estádios e propriedades que não lhes pertencem. Quanto a ir a campo, seguramente fui mais do que qualquer outro aqui no blog, porque vejo jogos de todos os times, indistintamente. E por prazer. Portanto, meu velho, verme é quem ataca sem sustentação moral para tanto.

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      1. Não só o Gerson, como todos aqui sabem que essa postagem do Rafael é clone. Sua manifestação no assunto é mais uma afirmação. És corajoso no anonimato, cara a cara, tenho certeza que és um cagão.

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    2. Voce tem o direito de resposta e o fez muito bem, dirigindo-se ao Gerson em nova postagem mais sociavelmente. Continuo achhando se tratar de um clone.

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      1. Deixo claro que não vou me desgastar por uma pelanga como o Baenão. Não é propriedade minha, portando façam, seus clones, dele o que bem entederem.

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  9. A quem diga que é a amizade com o cinturão de aço que tem influenciado essas opiniões acusadores e ofensivas que a muito ultrapassaram o limite da critica profissional. Uma pena.

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      1. Onde for locada a nova arena, a localidade se sentirá desprestigiada por receber e conviver com a comunidade azulina. Deve ser isso a razão do manifesto.

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  10. A ira de você, Gerson, contra o Presidente Amaro é preucupante. Com isso só estás perdendo a tua audiencia e respeito principalmente pela torcida do Remo. Teus próprios companheiros (grande maioria), já percebe isso, e tem um ponto de vista totalmente diferente do seu. Palmas para Carlos Castilho, Tomasso, Claudio Guimarães, João Cunha e Guilherme Guerreiro. Faça assim, seja imparcial e não vomite suas questões pessoais. Contribua com a evolução do nosso esporte. O que tu vais dizer se tudo isso der certo, Arena pronta, primeiro CT de um time paraense., independente se for em Marituba, local este menosprezado por você. Seja mais inteligente nas suas colocações.

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    1. Não há ira nem questões pessoais, Renato. Sequer conheço o presidente Amaro Klautau. Quem tenta dar essa conotação emocional aos que se opõem aos seus planos é o próprio dirigente e seus muitos funcionários e assessores. De minha parte, há avaliação crítica e objetiva dos atos dele. Veja as coisas como são – e já são extremamente graves! -, sem tentar criar factóides. Existem os que batem palmas a esse projeto e eu respeito. Analiso as informações que tenho e elas não permitem aplaudir a ideia. Esperemos dois anos (o Cássio dá um prazo de 4 anos) e vejamos como ficam as coisas, Renato. Se a arena for construída, dando ao Remo um estádio e um CT de qualidade, ótimo. Como desportista e cidadão paraense, estou pronto a aplaudir de pé, publicamente, os méritos dos dirigentes. Entenda o seguinte: não sou contra a venda pura e simplesmente; meu posicionamento é contrário à maneira como tudo se processou, sem transparência e com informações desencontradas. Lamento ainda que o torcedor (salvo exceções) seja tão distanciado de seus interesses, aceitando goela abaixo qualquer “prato feito” que oferecem. Por outro lado, os que me acompanham todos os dias aqui no blog, no Bola e na Clube sabem que jamais menosprezei Marituba ou qualquer pedaço deste Estado. Sou um interiorano, com muito orgulho, meu caro. Nasci numa cidade ainda mais longínqua que Marituba, portanto jamais poderia desfazer de uma outra cidade do interior. Por fim, acredite: não adianta o genial timoneiro azulino tentar se fazer de vítima. Um dia todas as verdades aparecem. Acredito nisso.

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      1. As verdades que eu defendo, Rui. Se acompanha a cobertura desse imbróglio aqui pelo blog certamente saberá do que estou falando.

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  11. Ai eu discordo de vc, varias vezes vc falou de marituba em tom de ser um local em que a arena ia estar jogado as moscas e que a torcida não ia a assistir aos jogos do remo. Que eu saiba a torcida do remo não se concentra só na nazare ou reduto. Já via varias vezes torcedor vindo de castanhal p assistir os jogos do remo. E não sei se vc ja percebeu, que estão construindo um conjunto, mais parecido com um bairro planejado passando do local ondo pode ser construido o estadio.

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    1. Já que não entendeu, explico. Estou falando de hábitos e costumes do torcedor paraense, Vítor. Ou você ignora que nossos torcedores (tanto de Remo quanto de Paissandu) são comodistas por natureza? Não adianta ficar com fantasias empolgadas, camarada. O cara só se abala pra ir ao Mangueirão em jogos noturnos se o time de coração estiver bem, jogando muito. Caso contrário, ninguém vai. Isso é ofensa geográfica a Marituba? Ora, vamos parar com esses melindres. Refiro-me a Marituba da mesma forma como falaria em relação a Ananindeua, Benevides, Santa Bárbara ou Chiriteua. Agora, tem um detalhe importante: do jeito como a arena está sendo planejada, pelo menos na palavra de alguns assessores e correligionários de AK, não duvido que criem até um trem-bala para levar a galera do centro de Belém até a moderníssima praça de esportes. Afinal, no mundo da fantasia, tudo é possível.

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  12. Gerson Nogueira, a cada dia com menos credibilidade dos poucos que lhe davam ouvido, como eu! – maldita subliminaridade Política partidária – isso é de embrulhar o estômago.

    por trás desse discurso inflamado está a ansia de ver o racasso do Clube do Remo.. isso não é de agora.

    Abraços!

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    1. Simples assim, hein Rodolfo? Então, todos os problemas e mazelas do Remo têm origem na figura deste escriba baionense marrento? Sei… passa daqui a dois anos e a gente conversa.

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  13. Rui Sales!
    Os finados citados, nunca se arvoraram a dilapidar qualquer bem tangível componente do patrimônio do BICOLOR AMAZÔNICO, a administração do primeiro foi um desastre, concordo, a do segundo nem tanto, afinal, as dívidas bicolores estão sob controle.
    Talvez, ao invéz de lembrares os finados retro citados, seja o caso de recomendares ao AK e ao CD do teu clube, a administração do Luiz Omar Pinheiro, que mesmo falastrão e às vêzes meio pôrralouca, está HONRANDO as dívidas herdadas, sem impor vilipêndios à NAÇÃO CELESTE.

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  14. Gerson,
    Não tire o pé do acelerador! Continue com esse perfil.
    Não esquente a MENTE com mensagens ofensivas.
    Sou a favor da negociata, mas, com controle rigoroso sobre o montante. Não conheço o teor do contrato, portanto, não tenho como aprofundar um conceito sobre o contexto.
    Hunanimidade não é uma ferramenta construtiva, então, vá em frente, chute o pau-da-barraca, mesmo.

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    1. Nem se avexe, meu bom Falconi. Sou do tipo joão-teimoso, jamais me dobro a qualquer tipo de pressão ou tentativa de intimidação. Ainda mais quando a causa é justa. Este escriba baionense está sempre pronto para o que der vier, em qualquer campo e lugar. Fiscalizar essa transação é obrigação de qualquer pessoa de bom senso. Pena que parte da torcida do Remo, principal interessada no assunto, prefira bancar o avestruz, enfiando a cabeça no chão para não ver o que está na superfície, diante dos olhos.

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  15. E o Cabeça, Carlinhos Chaleb, AmiltonGuedes, Raimundo Ribeiro, Licinicio os fichas limpas. O Miguel era contraventor, mas o remo teve tantos, o Lero , o King the night, Luiz Araujo, Chico Ferreira. E o time não termina aí, estes são só os recentes.

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  16. Primeiramente vou dar um recado ao CARLOS BERLLI.
    Meu caro, tudo que falo aqui repetiria frente a frente com o cronista, pois não concordo com varias opniões e posicionamento do mesmo. Agora, se vc se acha o advogado do Gerson o problema e todo seu, só não venha encher o saco com bobages e baboseiras de mucurete.

    Agora com relação ao texto.

    O negocio não foi fechado na surdina como cronista fala, pois tanto o Amaro como a construtora, foram claros ao afirmar que quando a SECULT divulgasse o seu parecer com relação ao tombamento as negociações retomariam de onde havia parado. Portanto, foi exatamente o que o AK fez, retomou as negociações exatamente de onde havia parado e fechou o acordo com o TRT e com a AGRE/LEAL.

    Outra coisa que também não concordo com você Gerson, é o fato de sempre você falar que a diretoria atual não esta buscando outras alternativas para pagar as dividas. Isso é uma absoluta falta de verdade, pois o que seria o projeto sócio-torcedor ?

    O fato do presidente insistir em vender o baenão, é pelo mesmo se encontrar em condições preocupantes, isso para não falar alarmantes, pois suas arquibancadas estão prestes a cair, pois a anos NENHUM presidente fez qualquer tipo de reparo para melhoria das mesmas, fora a falta de condições atuais do clube de reestruturar o seu estadio. Isso sem falar, dos inumeros leilões que estão programados para esta praça, devido a sacanagem que os outros presidentes fizeram, que foi de deixar de pagar salarios a funcionario e jogadores e ainda deixarem varios desses casos, serem jugados sem nem ao menos ter enviado um advogado para defender o remo.

    Enfim, de nada adianta essa conversa, pois você ja tem sua idéia pronta e definda, por outro lado eu também tenho a minha opnião pelo que vivo dentro do remo e do que vejo acontecendo a anos no clube.
    A unica coisa que não compreendo é essa questão da mídia paraense em fazer sensacionalismo com qualquer coisa. Na terça os jornais estampam em suas capas que o Amaro “quebrou” o muro do baenão, inclusive um dos jornais faz uma charge do AK chutando o simbolo do remo, no outro dia, o AK vende o Baenão, conforme prometido antes dessa novela de tombamento, e lá vem os jornalecos falando q ele agiu na surdina.
    Para deixar claro, parem de fazer terror com a cabeça das pessoas, falando que a arena é ilusão e q nunca vai sair do papel e etc… pois o acordo foi feito com a justiça e caso haja quaisquer descumprimento, é com a justiça que as partes vão se entender.

    Enfim para encerrar, peço a você Gerson Nogueira, que independente do seu ponto de vista sobre a venda, vamos nos unir e juntos construir um futuro melhor para o Clube do Remo…
    Como disse Chico Chavier “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”

    abraços

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    1. Caro Rafael, mesmo discordando de quase tudo, respeito sua opinião, como a de todos aqui. Isto é futebol, não podemos esquecer. Nós, que gostamos de futebol, precisamos conviver pacificamente. Quanto ao trecho final do comentário, não se preocupe: meu esforço diário, criticando e opinando, é justamente no sentido de ver o futebol do Pará no mais alto nível.

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  17. O CHIQUEIRÃO tem que ser vendido mesmo. é um estádio sem história. Perderam até para caixa d’´gua da Cosanpa e o mercado de São Brás eles ficarão lá para sempre. Gostei Gerson; O Remo está condenado à morte lenta e irreversível. vai fazer parceria com o Íbis. É a vida, ou melhor é a morte.

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