Por ordem do presidente do clube, Amaro Klautau, o escudo do Clube do Remo foi removido da tradicional fachada do estádio Evandro Almeida, à avenida Almirante Barroso. A remoção foi feita às 22h de segunda-feira, a fim de evitar eventuais problemas com torcedores. O objetivo, admitido pelo próprio dirigente em entrevista à Rádio Clube, foi remover o símbolo que configura um bem histórico da cidade. Com a destruição da fachada, na visão de AK, fica aberto o caminho para a liberação da venda do estádio, por R$ 32 milhões, à construtora Agra/Leal Moreira.
AK, cujo mandato termina em três meses, admite ter pressa para fechar o negócio. Segundo ele, o processo de tombamento do estádio Baenão, que tramitava na Secretaria Estadual de Cultura, seria o empecilho para sacramentar a transação, embora na própria segunda-feira o órgão tenha anunciado o indeferimento da proposta. AK garante que só com o dinheiro da venda do estádio será possível escapar das pendências trabalhistas – segundo ele, atualmente avaliadas em R$ 8,3 milhões.
Ainda na terça-feira à noite, os 10 grandes beneméritos do clube reuniram na sede social para discutir o que será feito em relação ao presidente, que tomou uma atitude “autoritária e ditatorial”, sem consultar os conselheiros. AK, nas recentes reuniões do Conselho Deliberativo, foi desautorizado a prosseguir com a transação. Ao avaliar detalhes da proposta da incorporadora, o Conselho azulino descobriu que os compradores se comprometem a construir apenas 50% do futuro estádio (a ser construído em Marituba). Acusado de mentiroso por vários conselheiros e beneméritos, incluindo Ronaldo Passarinho, AK não soube explicar o motivo da mudança na proposta da construtora, que inicialmente se comprometeu a entregar uma arena inteiramente concluída em troca da área do Baenão. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

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