Valdemar Carabina, que treinou o Remo (e o Paissandu também) nos anos 90, morreu em Salvador no domingo à noite, embora a notícia tenha se espalhado ontem. Tinha 78 anos. Há duas semanas, num programa da Rádio Clube, conversando no ar com Valmir Rodrigues e Paulo Caxiado, recordamos algumas histórias saborosas envolvendo o velho treinador.
De voz grave, com acentuado sotaque paulistano, Carabina teve entre seus méritos a formação de um dos mais fortes esquadrões remistas de todos os tempos. Era um timaço, com Belterra na zaga, Agnaldo, Alencar e Artur no meio-campo e Luciano Viana no ataque. Foi campeão estadual invicto em 1991 e chegou à Série A na temporada seguinte.
Os jogadores daquele tempo costumam destacar o jeitão amigo de Carabina no trato com todos. Fazia o gênero paizão, talvez herança da convivência com Oswaldo Brandão no Palestra Itália. Aliás, quem via Carabina sem camisa vociferando ordens nos treinamentos no Baenão, talvez não fizesse idéia do prestígio de que desfrutou no Palmeiras.
Titular absoluto da maior zaga palmeirense de todos os tempos, compôs a chamada “Academia”, nos anos 60. Não por acaso, é reverenciado como grande ídolo do clube. Prova maior desse cartaz é que, até hoje, Carabina é nome obrigatório em qualquer escalação histórica do Palmeiras.
Depois que pendurou as chuteiras, abraçou a carreira de técnico e chegou a dirigir o próprio Palmeiras, sem maior sucesso. A partir daí, dedicou-se a emprestar seus conhecimentos a equipes de porte médio. Rodou o interior paulista e passou pelo Norte-Nordeste, sendo que talvez no Remo tenha tido sua passagem mais festejada. Repetiu aqui o êxito que Paulo Amaral, outro grande nome nacional, havia experimentado anos antes.
Ao contrário de Amaral, inflexível no aspecto disciplinar, Carabina era bem liberal. Permitia brincadeiras, gostava de uma boa piada e não fazia cara feia para um carteado nas concentrações.
De seu fino humor restaram alguns bons testemunhos. Certa ocasião, o repórter Paulo Caxiado iniciou pergunta sobre a escalação e saiu citando todos os titulares. Carabina, meio aborrecido, rebateu: “Você é o técnico, já escalou o time inteiro… não tenho o que responder mais”. A resposta, naquele tom de voz carregado característico, fez todo mundo cair na gargalhada, inclusive os jogadores que estavam por perto.
Teve passagem breve e sem brilho pelo Paissandu, mas vai deixar seu nome marcado pela história construída no Remo, incluindo sete jogos da célebre invencibilidade de 33 partidas invictas contra o maior rival.
Diante das especulações sobre o preço dos ingressos que o Remo vai cobrar no mata-mata contra o Vila Aurora, o grande benemérito azulino Ronaldo Passarinho é taxativo: “Para ver esse time jogar até R$ 2,00 sai caro”.
Por imposição da empresa Nação Azul, que gerencia o programa de sócio-torcedor do clube, a diretoria do clube só pode cobrar acima de R$ 20,00 pelos jogos no Brasileiro da Série C.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 24)
Mas esse Passarinho, já acordou? O pior é que quando ele acorda, ele só fala besteira. Queria saber quanto era o ingresso que ele cobrava do torcedor do Remo, pra ver aquele time dele de 2004, que foi rebaixado, que pra mim, não valia nem 2 reais. Te dizer e ainda dão bola pra essas bobagens que ele fala. Te contar.
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Waldemar Carabina, ao lado de Alcino, Neves, Piedade, Ribeiro, e outros que deram muitas alegrias ao Clube do Remo devem ser perpetuados, como o faz hoje o Botafogo, suas estátuas podem ficar onde é o Baenão e se por acaso o clube mudar de campo levam-se as estatuas para o novo endereço. Acho que as torcidas organizadas devem comandar essa ação : fazer orçamento, dividir em cotas , arrecadar e homenager seus ídolos.As diretorias passam mas o clube, com seus ídolos e heróis, ficarão.
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Muito da dificuldade que o Clube do Remo passa hoje, deve-se aa ações e/ou omissões deste cidadão. Grande benemérito, pois, sim. Uma das suas grandes malfeitorias mais recentes se deu em seu último mandato enquanto vice-presidente, quando, comprovadamente, junto com o presidente, rebaixaram o Clube e não pagaram as dívidas trabalhistas dos jogadores. Além do que ainda teriam levantado antecipadamente o valor do patrocínio contratado para o exercício seguinte, foi o que disse o Levy publicamente, sem contestação de ambos.
Com efeito, a coluna de hoje me dá uma idéia: Carabina, este, sim, um enorme benemérito do Leão; Passarinho piando quando devia ficar calado para não ser localizado… Daria uma boa charge… É, mas seria ecologicamente incorreta…
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Aliás, Gerson, tá parecendo aquele filme dos 3 patetas, o Preparador Físico o Fisiologista e o Charles, tentarem entender o porque do Paysandu sempre estar caindo de produção no 2º tempo.
1º- Disse o Fisiologista, conversando com o elenco: ” Quem de vcs cansou no 2º tempo? e, os jogadores disseram, ninguem cansou(elementar, quem, vai querer sair no próximo jogo?). Disse o Fisiologista, em entrevista a uma rádio, ontem: Então, o torcedor tem que entender, que, Preparo físico, não foi.
2º- Disse o Preparador Físico(na mesma rádio): Talvez as mexidas tenham feito o time cair de produção.(acertou, a meu ver, pela metade);
3º – Disse o Charles (no Bola de ontem): Vou dar um puxão de orelha no elenco e conversar com cada um para saber porque isso vem acontecendo. Isso não pode mais acontecer. Ah, tá bom;
– Sinceramente, amigos, mas o puxão de orelha, tinha que começar, pelos 3, pela incompetência. Te dizer.
– Vai uma dica a eles: Nunca pergunte se jogador cansou ou está cansando durante determinado momento do jogo, que ele pode até estar com ” a lingua de fora”, mas nunca dirá que está, quem lida com jogador, sabe disso.
– Penso Gerson, que a própria competência dos 3, principalmente do Treinador, que conhece os jogadores mais de perto, daria para perceber se este ou aquele está ou não cansado. Agora, competência, é pra quem tem. Te contar. Mas, como não ouvi “gracinhas” na mídia, então pareceu que eles falaram a verdade. Quem mente, gente, é o GIBA. Brincadeira?
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Matéria no diário de hoje:
– Sobre o horário dos jogos do Paysandu, Pompeu não caiu na armadilha de culpar a alta temperatura. Ele garante que isso não influencia o time e que há um trabalho constante para que os jogadores não sintam o forte calor. “Não reclamo do horário e nem podemos usá-lo como desculpa. Nossas melhores atuações foram feitas em jogos com temperatura muito elevada. Temos sempre um trabalho de hidratação constante para que os jogadores nem sintam sede. Se é ruim para a gente com esse calor, é mais quente para quem vem aqui”.
Engraçado, que eu pensei que fosse o contrário, até pela obrigação de ganhar, logo, a tendência é que vc aumente o esforço físico. Te dizer.
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O próximo jogo será a resposta para todas essas indagações. Expressei anteriormente que a liderança e frequentes elogios a campanha do time estão levando-os ao sapato alto e acharem que quando quiserem fazem acontecer´, só que o tempo corre e as vezes não dar tempo. Mais seriedade e tudo volta ao normal.
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Caro Cl´paudio o que é
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Valeu Gérson, pela lembrança do esquadrão azul de 1991, tendo à frente o Comandante Carabina. Desde os anos 70, o Remo não formava uma grande equipe como àquela. Como afirmei anteriormente, junto com o PSC de Givanildo (2002/2003), foram as melhores formações do futebol local, algo em falta no momento.Justiça também se precisa fazer ao Israel Vasconcelos e ao finado Alencar que, à despeito de suas vicissitudes contribuíram em muita para a formação daquela equipe. O quadro atual do futebol paraense é desolador. Remo e PSC se equivalem em suas mediocridades e cada vez mais afundam no varejo e padecem no atacado.
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Queria saber por que,toda vez que voces falam de imcompetências , têm que levar o PAYSANDU junto?.Deve ser despeito ou inveja. Morram com o Caxiado
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Jamais, em tempo algum, Remo e Paisandú serão equivalentes. Mesmo nos piores momentos sempre seremos mais fortes. Temos história. Sem essa.
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Caro Gerson, pelo visto a leoazinha vai na mesma direção da finada Tuna, o limbo. Em 24.08.10, Marabá-PA.
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