Perigo no ar: Simon apita a final

Carlos Eugênio Simon, verdadeiro fenômeno de longevidade no primeiro time de apitadores brasileiros, apesar das inúmeras lambanças, será o árbitro de mais uma decisão de competição importante. Apita Vitória x Santos, na noite desta quarta-feira, no estádio Barradão, em Salvador. Nos últimos anos, Simon foi protagonista de falhas grosseiras que beneficiaram diversos clubes e puseram em dúvida sua competência.

Um dos maiores erros foi justamente na Copa do Brasil e favoreceu o Corinthians, na primeira partida decisiva do torneio de 2002, contra o Brasiliense. A partida terminou com vitória corintiana e a arbitragem de Simon prejudicou bastante o time do Distrito Federal, que sofreu um gol irregular de Deivid. Além disso, o árbitro deixou de marcar pênalti claro de Ânderson sobre Carioca. No jogo final, o empate em 1 a 1 garantiu o título para os paulistas.

16 comentários em “Perigo no ar: Simon apita a final

  1. Gaúcho de Braga, 44 anos (03.09.65), jornalista formado em 1991 pela PUC-RS, Pós-Graduado em Ciência do Esporte (especialização em Futebol), pai de quatro filhos e morador de Porto Alegre, Simon é árbitro de futebol há 25 anos. Simon começou a carreira de árbitro apitando uma final de um torneio colegial, aos 18 anos. “Neste torneio, o árbitro foi expulso após a semifinal, que acabou em briga generalizada em função de um equívoco dele. Durante uma reunião entre os alunos ficou decidido que eu apitaria a final. Gostei da idéia fui pra casa, fiz os cartões, peguei um apito e fui pro jogo. O jogo acabou sem briga, sem reclamação, sem nada”, garante.
    Foi chamado pelo professor de Educação Física e árbitro da Federação Gaúcha, Luiz Cunha Martins, para fazer cursos de arbitragem. Começou a apitar em campeonatos amadores da capital e, em 1990, tornou-se profissional. Dois anos mais tarde, em 1992, estreou na 1ª Divisão do Gauchão e em 1993 entrou para o quadro da CBF, esteando no jogo Paraná x Náutico. No ano de 1995, o nome de Simon já figurava na lista dos aspirantes ao quadro da Fifa, onde conseguiria sua vaga dois anos depois, em 1997.
    Sua estréia na Libertadores foi nesse mesmo ano, em 1997. O jogo foi Cerro Porteño x Bolívar no Defensores Del Chaco, com o Cerdeira (assistente 1) e Jorge Paulo (assistente 2). “Levei o jogo sem nenhum cartão, o que foi surpreendente”, afirma. A partir daí atuou em diversas partidas deste torneio e também da Copa Mercosul, disputada entre nos anos de 1998 e 2001.
    Em 1999, Simon começou a trabalhar em campeonatos de seleções nacionais. Foi ao Mundial Sub-20 daquele ano para dirigir México x Irlanda, Austrália x México e Espanha x EUA. No ano seguinte, foi às Olimpíadas de Sidney e comandou EUA x Rep. Tcheca, Austrália x Nigéria e Espanha x Itália.
    No Campeonato Brasileiro, Simon manteve uma incrível regularidade nas finais. De 1998 a 2002 trabalhou em pelo menos um dos jogos decisivos (a partir de 2003 o Brasileirão passou a ser disputado por pontos corridos). Apitou a finalíssima dos Brasileiros de 1998 (Corinthians 2 x 0 Cruzeiro), 1999 (Corinthians 0 x 0 Atlético-MG), 2001 (São Caetano 0 x 1 Atlético-PR) e 2002 (Corinthians 2 x 3 Santos). Em 2000, fez o 1º jogo da final, São Caetano 1 x 1 Vasco da Gama, no Parque Antártica (a decisão daquele ano foi dirigida por Márcio Rezende Freitas – Vasco 3 x 1 São Caetano, no Maracanã). Na Copa do Brasil, Simon também tem constante presença em finais. O gaúcho apitou, em 2000, Cruzeiro 2 x 1 São Paulo, no Mineirão. Em 2003, Flamengo 1 x 1 Cruzeiro e, em 2004, Flamengo 0 x 2 Santo André, ambos no Maracanã. Para completar a lista de jogos valendo título – final da Copa dos Campeões, Palmeiras 2 x 1 Sport, no Parque Antártica.
    Em 2001, Simon participou da Copa América disputada na Colômbia. Apitou os seguintes jogos: Uruguai 1 x 1 Costa Rica, Chile 0 x 2 México (quartas de final). Já em 2002, Simon dirigiu a semifinal da Copa Sul-Americana, San Lorenzo 4 x 2 Bolívar. O gaúcho também foi o árbitro da final do Mundial Interclubes de 2002, Real Madrid 2 x 0 Olímpia, em Yokohama (Japão).
    A arbitragem no Mundial Interclubes segue um revezamento, alternando árbitros europeus e sul-americanos. No ano anterior, na vitória do Bayern de Munique sobre o Boca Juniors, o juiz foi o dinamarquês Kim Milton Nielsen. O último brasileiro a apitar uma decisão de Mundial Interclubes foi Márcio Rezende Freitas, que em 1996 foi o árbitro na vitória da Juventus sobre o River Plate por 1 a 0. Antes dele, apitaram José Roberto Wright, em 1990 – Milan 3 x 0 Olimpia, e Romualdo Arppi Filho, em 1984 – Independiente 1 x 0 Liverpool.
    Nas eliminatórias para a Copa 2002 Simon dirigiu jogos importantes como Equador x Peru, Irã x Arábia Saudita e Jamaica x Honduras. Já a Copa do Mundo era um sonho antigo, mas garante que não tinha a pretensão de apitar a decisão do Mundial. ”Apesar de árbitro, eu também sou um torcedor brasileiro. Quero que a Seleção traga o pentacampeonato”, previa no início da Copa do Mundo.
    Dentre seus jogos mais importantes, Simon relaciona os Gre-Nais (14, no total), as finais do Campeonato Brasileiro, a decisão do Mundial Interclubes em 2002 e os jogos da Copa do Mundo de 2002 e 2006. A saber: Inglaterra 1×1 Suécia e Itália 1×1 México, em 2002. Itália 2×0 Gana, Espanha 3×1 Tunísia e Alemanha 2×0 Suécia, em 2006.
    “O próximo jogo será sempre o mais difícil”. Simon.
    Quando perguntado sobre seus jogos inesquecíveis, Simon destaca: O 1º Gre-Nal, a estréia na Copa do Mundo (Inglaterra x Suécia) com o Jorge Paulo e o Yuri Dupanov (Bielorússia) e o Mundial Interclubes com Jorge Luis Arango (Colômbia) e Jorge Jaimes Aldave (Peru).
    E, naqueles momentos em que deixa o apito de lado, Simon gosta de gastá-los ficando com a família e brincando com os filhos. Também gosta de ler e escrever. Simon é autor do livro “Na Diagonal do Campo”, que foi lançado em 2004 e já está esgotado. “Em breve estaremos lançando a segunda edição, revisada e atualizada”, avisa.
    Além deste livro, a arbitragem lhe proporcionou muitas outras alegrias, como conhecer o mundo e ter a convivência com árbitros e pessoas ligadas ao esporte, mas a maior delas foi seu ingresso na FIFA. E mais alegrias ainda estão reservadas para Simon…
    Para quem está começando, Simon deixa a seguinte mensagem: “Pra Vencer na arbitragem é preciso humildade, convicção e determinação. Além de estudar e preparar-se fisicamente todo dia”, ensina. Para finalizar, uma última dica: “É importante sempre ouvir os mais experientes”.

  2. As polêmicas “caseiras” de Carlos Eugênio Simon:
    Fluminense 1 x 0 Palmeiras
    O atacante Obina cabeceou para o gol sendo agarrado pelo zagueiro do Fluminense, mas Carlos Eugênio Simon inverteu a falta e anulou o gol do Palmeiras contra o time carioca.
    Ceará 1 x 2 Fortaleza
    No primeiro jogo da final do Campeonato Cearense deste ano, Carlos Eugênio Simon assinalou pênalti inexistente em Edu Sales, do Ceará. O jogador caiu sozinho dentro da área, mas mesmo após ver as imagens do lance pela TV, o árbitro insistiu na existência da falta.
    Estudiantes 3 x 0 Libertad
    Na Libertadores deste ano, Simon prejudicou o Libertad ao assinalar um pênalti inexistente do zagueiro Samudio sobre Cristian Ageleri, do Estudiantes. O primeiro gol dos argentinos também foi marcado após falta duvidosa que Simon assinalou. No final do jogo, o árbitro brasileiro foi cercado e quase acabou agredido pelos jogadores paraguaios.
    Corinthians 2 x 1 Brasiliense
    Simon também cometeu erros na final da Copa do Brasil de 2002. No primeiro jogo da decisão, entre Corinthians e Brasiliense, o árbitro não marcou falta de Gil no lance que originou o segundo gol alvinegro e ainda marcou impedimento inexistente de um jogador do Brasiliense.
    Botafogo 2 x 1 Atlético-MG
    O segundo jogo das quartas de final da Copa de Brasil de 2007, entre Botafogo e Atlético-MG, foi disputado no Maracanã. Como a primeira partida, no Mineirão, havia terminado empatada por 0 a 0, a equipe mineira ficaria com a vaga no caso de um empate com gols. O jogo estava 2 a 1 quando, perto do final, o zagueiro Alex Bruno fez pênalti em Tchô. Simon ignorou a infração.

    Faz parte do oficio…rsrrss

    1. Sorrir sempre é bom, Cássio…rsrsrsr…aproveito e lhe informo que sabado estarei no Campo do Manelao, no Maguari mediando um RE X PA em homenagem ao Dia dos Pais, dos associados dos servidores do antigo DNER…

  3. Erra como todo ser humano, não vejo motivos para polêmica se na copa testemunhamos aberrações e quando acionado deu conta do recado. Aqui as lambanças acontecem, não poderia ser diferente, mas posso afirmar que Júlio Lima foi desonesto sim , se é isso que muitos acusam de Simon com ironias.

    1. Não é o meu idolo, Otavio mas admiro muito como ele conduz uma partida de futebol…ontem ele mostrou pq é um dos mais destacados arbitros do futebol nacional…e olha que ele ficou sem aquela ajuda do transmissor que tem na bandeira qndo o arbitro assistente assinala alguma infracao…eu que trabalho sem esse tipo de instrumento sei o qto é complicado se o arbitro nao ficar ligado no jogo..corre o risco do assistente levantar a bandeira e ficar com ela em cima sem o central perceber…

  4. É, o Simon quebrou a castanha na boca de muita gente. Mostou como apitar um jogo dificil e convencer sem ser bonzinho. Parabens.

  5. Ed, desculpe, o Simon pode ter até mudado, mas que foi durante muito tempo um ratão da estirpe do velho Zé Roberto, não tenho dúvida. O jogo contra o Brasiliense é prova cabal. Só com muita paixão não se consegue perceber o dolo cometido a favor do Cotingão.

    1. Cássio, dentre varios jogos decisivos que o Simon mediou, vc citar esse jogo e dizer que é prova cabal de um suposto dolo cometido a favor do Corinthians, aí sou obrigado a discordar de vc… e comparar ao Zé Roberto como diria meu primo, ”and of picade”…aqui pra nós, ele nao chegaria ao escudo FIFA se fosse ratão como vc diz…esses, ratoes, ficam pelo caminho, como foi o caso do Edilson Pereira de Carvalho….no jogo de Bsb, além dele estar distante da jogada, pois ela originou-se de um chutao, o assistente é quem poderia salvar a pele dele..como nao aconteceu, ele sofre até hj com a midia que de vez em quando relembra este fato, mas qtas vezes ele nao apitou finais em todo o País e se saiu bem ? rssrs…..em tempo : ele é jornalista..dos formados….rsrsrs

  6. O MAIS QUERIA ERA TER MUITAS FOTOS DO EX JOGADOR DA VASCO EDMUNDO GOSTO DELE DEMAIS SO FICO TRISTE DE NÃO PODER VER MAIS ELE JOGAR MAS TÁ BOM JÁ TENHO FOTOS BUK E OUTRAS COISAS DO VASCO MEU TIME DE CORAÇÃO EU AMO O VASCO DA GAMA

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