Ibope: Dilma abre cinco pontos

A candidata Dilma Rousseff (PT) abriu cinco pontos sobre José Serra (PSDB) na disputa pela Presidência da República, segundo o Ibope. A pesquisa, realizada do dia 26 ao 29 de julho, apontou a petista com 39% das intenções de voto, enquanto o tucano tem 34%. Marina Silva (PV) está em terceiro lugar com 7%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos somam 7%, e indecisos são 12%. Foram ouvidos 2.506 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, está registrada no TSE sob o número 20.809/2010.

No levantamento anterior do Ibope, Dilma tinha 36% das intenções de voto, Serra aparecia com 36%, e Marina, com 8%. Se o segundo turno das eleições fosse hoje, Dilma seria eleita com 46%, contra 40% de Serra, segundo a pesquisa. Votariam nulo ou em branco 6% dos eleitores, e 8% se dizem indecisos. (Com informações da Folhaonline)

14 comentários em “Ibope: Dilma abre cinco pontos

  1. No meu ponto de vista, Dilma Rousseff já está eleita, e tenho quase que certeza que será no primeiro turno, já aqui a nossa governanta Ana Júlia Carepa, devera suar um pouco, mais irá se eleger! É o Paysandu, deverá subir é amanhã é prenuncio, de mais um grande vitória dentro de casa, com a FIEL, voltando das férias e lotando a CURUZU!!!!

    Vamos subir Papão!!!

  2. A ausência do PT nas celebrações, promovidas pelo Senado no centenário de Tancredo Neves, guarda coerência com a história do partido.
    Embora hoje sustente o contrário, o PT foi beneficiário, mas não protagonista (em alguns momentos, nem coadjuvante) do processo de redemocratização.Chegou a combater algumas de suas iniciativas, como a candidatura do próprio Tancredo Neves à Presidência pelo colégio eleitoral, em 1984. Além de não apoiá-lo – considerando que tanto fazia elegê-lo como a Paulo Maluf -, expulsou três de seus deputados (Beth Mendes, José Eudes e Airton Soares) que decidiram sufragá-lo.Quando da promulgação da Constituição de 88, anunciou que não a assinaria, por achá-la conservadora. E só o fez, sob protesto, por instâncias de Ulysses Guimarães, que pedia uma chance para aquele momento que se inaugurava.Mesmo na campanha das diretas – e isso é fato histórico -, não estava na sua gênese. Incorporou-se à campanha quando já estava nas ruas e atraía multidões.Não obstante, todas essas iniciativas, de que manteve asséptica distância, o beneficiaram, deram-lhe visibilidade. Mas o partido sustentava que não lhe era conveniente manter proximidade de políticos tradicionais, como Franco Montoro, Leonel Brizola, Tancredo Neves ou Ulysses Guimarães. Considerava-os, sem distinção ideológica, farinhas do mesmo saco.A política deles era promíscua, enquanto a do PT guiava-se por paradigmas de pureza. Lula desdenhava do trabalhismo varguista, de Brizola, considerando-o superado e de índole pelega. O seu era diferente, moderno, distanciado do Estado.Recusou alianças e manteve-se, até chegar ao poder, numa redoma de impenetrável sacralidade. Recusou todas as frentes oposicionistas que se armaram para enfraquecer o último governo militar, do general João Figueiredo, o que suscitou suspeitas de que agia sob a inspiração do estrategista do regime, general Golbery.
    O partido esteve na linha de frente do impeachment de Collor, mas recusou integrar o governo Itamar, expulsando Luiza Erundina, por tê-lo aceito.Expulsaria mais tarde, em 1996, o deputado Eduardo Jorge, por ter votado a favor da CPMF, que o partido então combatia, mas que Lula, na Presidência, considerou imprescindível para governar o país. Só não expulsou os mensaleiros e aloprados.A primeira aliança admitida foi com Leonel Brizola, que, embora com muito mais bagagem e história, se submeteu a ser vice na chapa de Lula, em 1998.
    Na eleição anterior, o PT recusara convite de Fernando Henrique para figurar na sua chapa como vice, o que lhe abriria espaço para sucedê-lo e consolidar uma aliança progressista que dizia desejar. Preferiu, porém, combater o Plano Real, empurrar o PSDB para uma aliança conservadora com o PFL e continuar marchando sozinho, contra tudo e todos.Ao finalmente se eleger, em 2002, incorporou-se ao “mesmo saco” das farinhas que execrara. Buscou alianças conservadoras com o PMDB, PL (hoje, PRB, do vice José Alencar), PTB .Criticava o neoliberalismo dos tucanos, mas buscara o seu vice no Partido Liberal. Criticava a política monetarista do Banco Central, mas escolheu um banqueiro tucano, Henrique Meirelles, para presidi-lo.Condenava a política assistencialista da Bolsa Educação e dos vale-gás e vale-alimentação, mas incorporou-as sob o rótulo Bolsa Família, que se transformaria no carro-chefe de seus dois governos.Lula depois esclareceria, algo que antes não se percebera: que era (é) uma “metamorfose ambulante”. Mas, embora mostre sintonia com o que há de mais condenável nas tradições políticas nacionais, insiste em que refundou o Brasil, idéia que, sob o bordão “nunca antes neste país”, permeia a quase totalidade de seus discursos.
    Ao revogar tudo o que se fez, de Cabral (o Pedro Alvarez, não o Sérgio) a FHC, não há mesmo por que celebrar o centenário de Tancredo, algo que, para os petistas, equivale a uma peça de ficção.O Brasil petista começa com Lula e prossegue com Dilma. Apossa-se do que de bom produziu o Brasil anterior, sonegando-lhe a autoria, e atribui o que há de ruim, inclusive o produzido sob sua égide, aos antepassados.

    Vale-se do desconhecimento que o povo tem da história, recente e remota, para convencê-lo de sua encenação. Pior: consegue.

    1. Qual a novidade! Quem é vc para dizer que “o povo” desconhece a “história” (apenas uma versão de quem a escreve)? A militância histórica do PT antecedeu essa fase que vc chama de “recente e remota”. Lutamos contra a ditadura militar! Tancredo foi parte do processo identificado de “circulação de elite”. A divergência com Brizola era de método.
      O Brasil petista começou mesmo nas sensalas antigas e contemporâneas e não vai acabar enquanto houver desigualdades econômicas e sociais neste pais!

      1. “Chamou a atenção de deputados que participaram do jantar em homenagem a Dilma Rousseff, anteontem na casa de Eunício Oliveira (PMDB-CE), a marcação cerrada dos petistas Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo ao lado da candidata. Relato de um participante: ‘Você não consegue falar com a Dilma sem que antes um dos dois diga algo no ouvido dela. Deve ser para explicar quem é quem’.
        Ontem, no encontro em que Dilma recebeu o apoio de políticos do PP, Palocci e Cardozo acabaram, por falta de lugar, sentados no outro extremo da mesa. Coincidência ou não, ela agradeceu ao presidente do partido, Francisco Dornelles, e ao deputado Mario ‘Montenegro’. Que na verdade se chama Negromonte.”
        Isto dá uma noção do tamanho da falta de traquejo de Dilma Rousseff.Quando tomamos conhecimento de algo assim somos obrigados a concluir que, se por um lado, Dilma não é tão despreparada como querem fazer acreditar os tucanos, por outro, não parece ter a habilidade suficiente para ser Presidente da República.
        A realidade é a que : Os escândalos inviabilizaram a candidatura do real nome que era pensado por Lula para ser seu sucessor, Antonio Palocci.Até mesmo os petistas gostariam de uma candidatura mais robusta.
        Mas nunca vão admitir.
        Dilma representa nas pesquisas a quantidade de votos que Lula consegue transferir e ponto final.
        Mas quem sabe essa transferência seja suficiente. A ver.

  3. Perfeito Carlos Silva, por isso que eu digo que o LULA foi feliz quando encontrou a casa arrumada. Não criou nada no seu governo, apenas copiou e manteve uma base sólida que, no primeiro momento me deixou apreenssivo que poderia fazer tudo desmoronar. Quanto a Dilma, caso essa assuma, a apreenssão será renovada, mas não temos bons canditados para fazer frente a essa soberania ilusória cantada pelos petistas. Vou esperar os debates, quando aí sim, a dona das pirucas mostrará sua cara. Serra sabe debater os fanfarrões. Ela que se cuide.

      1. Como se isso fosse um incomodo. Gosto de rebater por isso alimento os cães, ainda mais quando percebo que se incomodam comigo. Quanto a vc nada tenho a dizer, por falta de recheio.

  4. O SERRA DISSE QUE SUA POLITICA SERÁ VOLTADA PARA A INFRAESTRUTURA. BEM A CARA DA DIREITA. CONSTRUIR PONTES E DESPREZAR A EDUCAÇÃO E A SAUDE. A CARA DO PSDB E DO DEM

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