Fúria no lugar mais alto do pódio

Foram necessários 116 minutos de bola rolando para que a Espanha conseguisse, finalmente, seu tão esperado primeiro título mundial. Desde a conquista da Eurocopa 2008, os espanhóis passaram a alimentar com mais intensidade a expectativa de ganhar a Copa do Mundo, reforçada pela excepcional geração de craques que o futebol do país produziu desta vez. Com raça, dramaticidade e bom futebol, a Espanha conquista a Taça Fifa e entra para o seleto time de oito campeões mundiais.

Melhor time de futebol do mundo nas últimas duas temporadas, a Fúria fez uma grande campanha na Copa da África do Sul e chegou à finalíssima deste domingo com pequeno favoritismo sobre a Holanda, detentora do melhor retrospecto na competição – com seis vitórias em seis jogos.

O gol de Iniesta a minutos do fim da prorrogação confirmou a obstinação que a Espanha transparecia desde que passou pela Alemanha na semifinal. Nas ruas de Johanesburgo e no estádio Soccer City, era visível a concentração de uma grande torcida espanhola, confiante na produção de seu time.

No jogo, apesar de um certo nervosismo inicial, a Fúria foi se assentando em campo e já no primeiro tempo mostrava superioridade. Com o Soccer City lotado, com claro predomínio da massa espanhola, a equipe de Vicente Del Bosque foi aos poucos dominando as ações e pressionando em busca do gol, repetindo o ritmo mostrado contra os alemães.

Logo aos cinco minutos, Sergio Ramos cabeceou com grande perigo para defesa de Stekelenburg a uma boa defesa. Logo a seguir, Ramos voltou a aparecer na área e chutou para Heitinga afastar quase dentro do gol. A tensão da final se refletia no jogo mais ríspido, que obrigou o árbitro Howard Webb a mostrar cinco cartões amarelos somente no primeiro tempo. No fim desta etapa, uma ligeira reação holandesa com um chute rasteiro de Robben contra o gol de Casillas.

A partida seguiu disputada em nível duro, violento até, deixando o bom futebol de lado. Resultou daí um recorde negativo: 10 cartões amarelos e um vermelho, número inédito em decisão de Copa do Mundo. A Espanha seguia melhor, rondando o gol, mas a Holanda tentava encaixar seu jogo de contragolpes, levando perigo também, apesar da atuação pouco expressiva de Sneijder.

Aos 16 minutos, num raro lance de descuido da defesa espanhola, Robben recebeu diante de Casillas, mas o goleiro impediu o gol usando as pernas. Os técnicos Bert van Marwijk e Vicente del Bosque mexeram nos times – Eljero Elia no lugar de Dirk Kuyt e Xabi Alonso por Cesc Fàbregas -, mas o panorama não se alterou e o jogo caminhou para a prorrogação.

Pela sexta vez, a final da Copa dependia do tempo extra para encontrar um campeão. A Espanha assumiu o domínio da partida e criou seguidas oportunidades, com Iniesta e Jesús Navas. Até que Iniesta recebeu passe perfeito de Fábregas e disparou um tiro seco à direita de SStekelenburg, matando o jogo e dando a taça à La Roja.

15 comentários em “Fúria no lugar mais alto do pódio

  1. Gostaria de parabenizar o comentarista Valmir Rodrigues, que acertou quando disse que a Holanda era a seleção mais regular_ 74,78 e 2010_ haja regularidade! Já superou o Botafogo em vice campeonatos. Se ele tivesse acompanhado as previsões do polvo teria se saído bem melhor!

  2. Gerson, boa viajem de volta,mas te dizer esse Polvo, o Pelé e o nosso amigo Marcelo Maciel. Te contar. rsrsrs

  3. Os acertos de um polvo mostram quanto de perspicácia e inteligência (neurônios enfim) torna-se necessário para a construção opinitiva sobre desempenhos e resultados dos jogos de futebol!
    Os nossos comentaristas (e técnicos) de plantão devem ficar com seus tentáculos de molho.
    Da proxima vez, consulte-se previamente molúsculos para que se evite prejuízos comerciais!

    1. Para os prognósticos de desempenho dos clubes do Pará nas Séries C e D sugiro que se inove. Utilizemos como adivinhos os nossos inteligentes turus.

  4. À Espanha e ao profissionalismo do seu futebol rendo as minhas modestas homenagens. Mais do que elogiar a seleção prefiro agradecer aos espanhois pelo muito, ao longo desses anos, que tem feito pelo futebol mundial. A ousadia nas contratações de craques reconhecidamente melhores, confere aos espanhois o orgulho de possuirem clubes e times exponenciais, capazes de estar presentes às grandes competições internacionais.
    Não bastasse isso, o futebol espanhol nos proporciona um campeonato nacional de alto nível com o qual nos deleitamos. Há muito que a Espanha já deveria estar ao lado do Brasil, Itália, etc.
    Fez-se justiça. Embora não tenha sido brilhante do principio ao fim, a Fúria foi bastante para conquistar o título.
    Hoje, com certeza, não houve sentimentos separatistas na Espanha. Espanhol, castellano ou catalão, todos cantam a Espanha e todos dançam aos som das castanholas.
    A Espanha está llena de lindas mujeres e gritos de gol. Gracias Espanha.

  5. Parabéns a Espanha, mas infelizmente esta final, assim como toda a copa, foi marcada pelo erro da arbitragem em momentos importantes. Vejamos:
    1 – O gol da Espanha saí após o árbitro não enchergar um escanteio que até miopi veria.

    2 – No primeiro cruzamento, o de Torres, Iniesta estava em completo impedimento. A bola não chegou nele pois foi interceptada com um carrinho e rebatida nos pés do jogador espanhol. Ao dar o carrinho o jogador holandes fica na mesma linha de Iniesta. A bola, nos pés do espanho, é novamente enfiada para Iniesta (que agora não está impedido). O erro foi claro, mas não foi comentado.

  6. “2 – No primeiro cruzamento, o de Torres, Iniesta estava em completo impedimento. A bola não chegou nele pois foi interceptada com um carrinho e rebatida nos pés do jogador espanhol. Ao dar o carrinho o jogador holandes fica na mesma linha de Iniesta. A bola, nos pés do espanho, é novamente enfiada para Iniesta (que agora não está impedido). O erro foi claro, mas não foi comentado”

    Retiro, nesse quesito o gol foi legal, apesar de ter nascido de uma jogada não marcada pelo árbitro.

  7. Pergunto a você Gerson, que ja viu passar várias seleções. A Espanha é toque para frente ou é toque para o lado na maior parte do tempo?

    Meu comentário sobre a pergunta que lhe faço. Para mim a Espanha até joga um futebol de toque bonito, mas sem qualquer objetividade. É muito toque para poucas chances de gol, o que indica o toque para o lado.

    Outra coisa, o time Espanhol é formado por seis jogadores do Barcelona. Mas quem assiste o jogo do Barcelona sabe que o time da catalunha tem em Messi o jogador que objetiva a jogada. A mesma coisa acontecia no auge de Ronaldinho Gaúcho.

    O toque de bola é legal, mas as vezes parece aquele cara que sabe fazer vários malabarismo com a bola mas não sabe chutar uma para o gol.

    Por fim, se tivesse que escolher um time para ser campeão ficaria entre Alemãos e Uruguaios. Um pela capacidade de tocar a bola para frente (pena Muller não jogar as semi) o outro pala capacidade de brigar em campo contra o adversário e contra as suas limitações.

    PS. Apesar do comentário, fica na história que a Espanha do futebol Belo, “segundo os europeus que sonham em jogar como sul americanos” foi a campeã do mundo.

    1. Concordo com você amigo em tudo, mais, não nego que nessa copa, eu estava torcendo para a seleção Holandesa. Mais a Espanha também foi merecedora do titulo, pelo futebol apresentado, o futebol deles, lembra muito o futebol que o flamengo, jogava nos tempos aureos, em que tinha o galinho Zico, em seu comando, sempre primavam pelo toque de bola, para cansar o adversário, é depois, despacha-los.

  8. Só um aviso: É bom não confundir um Palpite, em um torneio de futebol, com análises dos times, em um Campeonato brasileiro. É bem diferente.

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