Na hora da decisão, alemães polemizam

Tem tudo para ser o grande duelo da Copa até aqui. Na reedição da final da Eurocopa de 2008, Alemanha e Espanha entram em campo no estádio Moses Mabhida, em Durban, às 15h30 (horário de Belém) brigando pela outra vaga na decisão do Mundial diante da Holanda, que eliminou o Uruguai na terça-feira. O futebol técnico e de rápidos contra-ataques da seleção comandada pelo técnico Joachim Löw é a grande sensação da Copa, superando a Espanha, apontada antes do início do Mundial como a mais forte candidata a apresentar o “futebol-arte” pela qualidade de seus jogadores. Mas é fora de campo que os alemães encaram um adversário inesperado: a polêmica envolvendo o meia Michael Ballack, que sequer está disputando a competição.

Ballack, até então capitão do time de Löw, sofreu uma grave lesão nos ligamentos do tornozelo direito às vésperas do início da Copa, em uma partida de seu time, o Chelsea, contra o Portsmouth, pela final da Copa da Inglaterra. Na ocasião, o alemão recebeu uma dura entrada do ganês Kevin-Prince Boateng e teve de ser cortado da lista de convocados para o Mundial. Após o baque inicial por perder seu capitão e até então considerado melhor jogador, a seleção encontrou soluções em seu próprio elenco. Com um futebol eficiente e vistoso, Löw formou um fortíssimo meio-de-campo com jogadores como Khedira, Özil e Schweinsteiger, que conduziram os tricampeões a goleadas históricas como os 4 a 1 sobre a Inglaterra (pelas oitavas de final) e os 4 a 0 contra a Argentina (quartas). Ballack não fez falta à equipe.

Por conta do ótimo momento da Alemanha, a polêmica a respeito da faixa de capitão e do próprio aproveitamento de Ballack no time titular após a Copa foi inevitável. Capitão do tri mundial do time em 1990, na Itália, o ex-craque Lothar Matthäus disse publicamente que Ballack “deveria se aposentar da seleção”. “Eu acho que o time joga melhor sem ele”, disparou. Sobre o novo capitão do time, Matthäus foi enfático: “Outros jogadores já assumiram essa liderança, há novas hierarquias. Ele tem que renunciar.” Questionado sobre as declarações do ex-jogador, Ballack preferiu não alimentar a polêmica: “Eu não quero falar sobre isso”, minimizou.

O problema é que o capitão da Alemanha na África do Sul, o lateral Philipp Lahm, também se manifestou publicamente e admitiu que não pretende entregar tão cedo a faixa de capitão, que lhe caiu muito bem na Copa. Nesta quarta-feira, em artigo publicado no diário Bild, o maior jogador da história do futebol alemão, o “kaiser” Franz Beckenbauer, também sinalizou que Ballack poderia perder a tarja após o Mundial. “Essa discussão vem em má hora. Precisamos de Michel Ballack depois da Copa? Sim. Desde que ele esteja com 100% de suas condições e em boa forma. Se ele será o capitão ou não, isso não é importante”, escreveu Beckenbauer, que ainda sugeriu que Lahm ou o jovem Schweinsteiger assumissem esse posto. (Com informações de Marca, ESPN, UOL e Ás)

3 comentários em “Na hora da decisão, alemães polemizam

  1. Os alemães dançaram lá, com a mais feia espanhola e aqui lamentamos profundamente – por uma razão que o dono do blog ainda não deve saber. Morreu, no Rio, o produtor musical Ezequiel Neves – o Zeca Jagger dos anos 1970. Uma grande perda para quem gosta da área de divulgação do pop sofisticado.

Deixe uma resposta