Pensata: Uma dúvida e uma quase certeza

Por Eduardo H. Leal

Os senhores dirigentes (intocáveis) da FIFA vêm tentando resolver, desde pelo menos 1966, o problema da eterna dúvida relativa às bolas que entraram ou não entraram no gol, quando ocorrem lances rápidos demais para o olhar de apenas um árbitro e um bandeirinha. Já se cogitou um sem número de soluções e, até hoje – 44 anos depois – essa antiquada e anacrônica entidade, que se vê no direito de exigir toda sorte de condições para realização das Copas do Mundo, algumas delas totalmente descabidas ao se considerar a realidade econômica e social dos países sede,  não foi capaz de tomar providências.

Usam, ainda, o fraco,  senão impróprio, argumento de que o que torna o futebol algo tão apaixonante é exatamente a característica inesperada, imprevisível, inexata (e há quem diga desonesta) desse esporte. Mas, aprovar ou corroborar aberrações não parece ser algo saudável e positivo para a inspiração da conduta de jovens e crianças, que pretende-se, pratiquem um esporte com vistas ao um desenvolvimento pessoal baseado na apreensão de  noções de respeito à coletividade, de valorização da lealdade, de compreensão e tolerância social aos aspectos da diversidade, de competitividade pacífica, enfim, do aprimoramento de princípios éticos e valores morais como orientação para sua futura convivência social.

Somando-se isso ao fato de que, mais do que nunca, nessa Copa de 2010 a condição física e tática das equipes – que fecha todos os espaços no campo de jogo  parece pôr uma pá de cal sobre os recursos de arte, habilidade e criatividade dos jogadores, fica a seguinte dúvida: atualmente o futebol é apaixonante por suas características ou apenas por que a grande mídia e empresas envolvidas ainda desejam que assim seja? (Via Blog do Juca Kfouri)

Um comentário em “Pensata: Uma dúvida e uma quase certeza

  1. Sem desconhecer a importância do marketing e consequentemente dos patrocínios para o futebol, é inegável que a grande midia e as empresas envolvidas (inclusive aquelas travestidas de federações) ainda têm o futebol como objeto de desejo porque ele por suas próprias caracterísiticas foi e sempre será apaixonante.

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