Os melhores da primeira fase da Copa

Ainda é cedo para uma lista dos melhores da Copa, que apresenta nível técnico ainda é muito baixo, mas alguns jogadores conseguiram se destacar. Um hipotético time desta etapa ficaria assim, na opinião do colunista:

Júlio César – Com boas intervenções contra Costa do Marfim e pelo menos duas saídas salvadoras contra Portugal, confirma a fama de melhor do mundo. O outro grande astro das traves, Buffon, nem chegou a disputar a Copa, pois sua Azzurra saiu logo na primeira fase. Caminho aberto para o brasileiro entrar para a seleção do torneio.

Philipe Lahm – Depois de fazer um empolgante jogo na estreia contra a Austrália, a Alemanha caiu diante da Sérvia e vários de seus jogadores sumiram em campo. O lateral/ala direito, porém, continuou firme, com a regularidade habitual. O brasileiro Maicon também se destacou, mas ficou abaixo do alemão.

Guy Demel – A Costa do Marfim já está fazendo o voo de volta, mas seu principal zagueiro teve boa participação nas partidas iniciais da Copa. Bom nas jogadas aéreas, mostrou técnica acima da média quando precisou sair jogando. O argentino Samuel é outro nome expressivo, mas o marfinense teve atuações superiores.

Lúcio – O capitão brasileiro manteve a regularidade nos três jogos da Seleção no mundial. Contra os norte-coreanos, falhou junto com toda a defesa no gol sofrido, mas se redimiu por completo com exibições impecáveis contra Costa do Marfim e Portugal.

Carlos Salcido – O mexicano teve dois grandes momentos na Copa, contra África do Sul e França, merecendo aparecer na lista.  É forte no desarme e apoia bastante o ataque, transformando-se às vezes num ponta à moda antiga.

Juan Sebastián Verón – Apesar do peso da idade, o volante argentino dá experiência e categoria ao setor de meio-campo argentino. Todas as bolas passam por seus pés e dali seguem para o melhor endereço possível.

Mezut Oezil – Craque do Werder Bremen, Oezil tornou-se o grande nome da seleção alemã nesta primeira fase. Liderou todas as ações do meio-campo e ainda apareceu para finalizar com extrema perícia, marcando um golaço contra Gana. O japonês Honda foi decisivo na partida contra a Dinamarca, repetindo as boas atuações das eliminatórias asiáticas.

Landon Donovan – Foi, seguramente, o jogador mais decisivo da primeira etapa da Copa. Habilidoso, marcou gols importantes (contra Eslovênia e Argélia), comandando todos os avanços da seleção norte-americana.

Tiago – Grande destaque da goleada portuguesa sobre a Coreia do Norte, o meio-campista é um dos grandes suportes de Cristiano Ronaldo nas tramas ofensivas de Portugal. Quase desconhecido, começa a aparecer bem para o mundo. Valter Birsa, da Eslovênia, vinha evoluindo na competição, mas sua seleção acabou perdendo a direção e saiu prematuramente. O brasileiro Luís Fabiano desencantou contra a Costa do Marfim, mas ainda está devendo um comportamento mais regular nos jogos.

Lionel Messi – Melhor jogador do mundo, o camisa 10 do time de Maradona concentra as atenções nesta Copa. Não foi ainda o craque goleador do Barcelona, mas destaca-se pela técnica refinada numa Copa de poucos craques em forma. Cristiano Ronaldo, que marcou um gol no massacre sobre a Coreia do Norte, ainda não exibiu a face matadora dos tempos de Manchester, mas parece evoluir no torneio.

Gonzalo Higuaín – Artilheiro da Copa, com três gols, o atacante do Real Madri perdeu várias chances na estreia contra a Nigeria, mas se redimiu fazendo logo três contra a Coreia do Sul. Titular absoluto da Argentina, tendo como sombras grandes goleadores, como Diego Milito e Sergio Aguero.

Marcelo Bielsa – Conduzir o Chile às oitavas de final da Copa é a primeira conquista de Bielsa, melhor técnico sul-americano em atividade. A outra é fazer com que seu time jogue em alta velocidade, bom passe e demonstrações de habilidade no meio-campo.

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