3 comentários em “Dica de livro: “Memória de Santarém”

  1. Um Poema do mais paraense dos maranhenses.
    Mais paraense que muitos que nasceram aqui e hoje renegam, ou querem deixar de ser paraenses.

    DESPEDIDA SANTARENA.
    Antônio Carlos Maranhão.

    Levo uma mala,
    um lenço pra namorada,
    um retrato de família,
    Uma dor de querer bem!

    Calça de caqui,
    camisa bem engomada,
    e um coração que guarda,
    lembrança de Santarém.

    Da lua minguando, no Tapajós.
    Viola ponteia.
    O silêncio dói!

    No peito às penas,
    de moço das brenhas,
    indo pra distante,
    da terra natal.

    Tristes verdes águas de Santarém,
    As marés amargam,
    todas as minhas mágoas!

    Profundas saudades,
    só quem ama tem!
    De amores que ficam,
    Nos cais , nas palafitas,
    nas praias bonitas,
    lá de Santarém.

    De amores que ficam,
    em horas aflitas,
    quando parte o Ita,
    lá de Santarém.

    Santarém, vidas e vagas,
    verdes velas, verdes várzeas.
    Viajam ao meu coração.

    Nos versos dessa cantiga,
    Santarém das despedidas,
    do luar de Alter-Do-Chão.

    Santarém, essa cantiga,
    é parte da minha vida,
    de tanto te querer bem.

  2. Realmente, Alberto, embora seja favoravel a divisao, sou consciente que o Tapajos e muito paraense, apesar de ser mais longe que o sul e sudeste, que nao tem nada a ver com a gente. E incrivel como os santarenos sao muito parecidos com os daqui de Belem; afinal isso e traco da cultura que sempre manteve contatos com a capital, historicamente. O Tapajos e belissimo.

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