Até na matemática Espanha é favorita

Da Folha de S. Paulo

A Espanha ganhará a Copa do Mundo. Chute? Não. A previsão é matemática. A mesma que dizia que o Fluminense tinha só 1% de probabilidade de não ser rebaixado no Campeonato Brasileiro de 2009 (escapou) ou que o São Paulo tinha 1% de chance de ganhar a competição em 2008 (foi campeão). Mas eram chances, declaram os especialistas. Para chegar a elas, economistas criaram até uma fórmula para calcular quem tem a maior probabilidade de levar o título na África do Sul. Deu Espanha, com o Brasil como vice.

Se o máximo de matemática que você consegue ver no futebol é que 4-4-2 + 3-5-2 = 11 (jogadores) de cada lado, sinta-se um gênio. E chute à vontade o resultado final da Copa sul-africana. A conclusão pode ser tão certa quanto a dos economistas que usaram o tempo livre e a experiência com números para criar o modelo matemático que prevê o campeão. Não espere, entretanto, uma bola de cristal em campo. A tal fórmula-padrão de probabilidade já ajudou a prever até a recessão nos Estados Unidos. Ajudou? Enfim, foi com base nessa fórmula que economistas da LCA, uma das maiores e mais respeitadas consultorias do Brasil, criaram a tal equação matemática, e não mágica, para a Copa deste ano.

Equação pra lá, simulação pra cá, entre o atendimento a uma grande empresa e outra, os economistas descobriram que a seleção que tem mais chance de vencer a Copa é a da Espanha, atual campeã europeia, com 15,7%. A matemática deixou o Brasil em segundo (12,9%) e a Holanda com a terceira maior chance (9,4%). Na sequência, Alemanha (6,5%), Itália (6,4%), Portugal (6,1%), Argentina (4,6%), França (3,9%), Inglaterra e Sérvia (ambos 3,8%) comple­tam os dez favoritos.

4 comentários em “Até na matemática Espanha é favorita

  1. Se a estatística não falhasse, o papa títulos era campeão todos os anos, por outro lado a de vice ser interiorano tem se confirmado.

  2. Hoje deve ser exigido dos pretendentes a comentarista, analistas e assemelhados, conhecimentos estatísticos. O comentário literal aos poucos vai desaparecendo. Os números valem mais. A leitura e as interpretações pouco valem. Aliás, neste Brasil leitura não tem valor

    1. Um legítimo exemplar desta nova categoria de analistas é o Paulo Vinícius Coelho (PVC) da ESPN. Ele se pretende um verdadeiro banco de dados. É bem verdade que quando ele não exagera demais nos números, dados e fórmulas, é possível vislumbrar o trabalho de alguém que bem enxerga e interpreta o futebol.

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