Análise do primeiro dia da Copa

Foram dois jogos decepcionantes. No primeiro, sul-africanos e mexicanos tiveram mais desembaraço ofensivo para chegar ao gol. O resultado frustrou a torcida anfitriã, que já comemorava a vitória quando o México chegou ao empate, numa falha da defesa dos Bafanas. No final, Mphela quase desempatou, tocando uma bola na trave do goleiro Perez.

No segundo jogo, muita correria, marcação dura e lances ríspidos (incluindo a primeira expulsão do mundial, do uruguaio Lodeiro). Muito abaixo do que se poderia esperar de duas seleções campeãs do mundo. Sem inspiração ofensiva, a França tocava muito a bola para os lados, mas não agredia. Ribery nada fez e Henry, que entrou no final, também não modificou a feição do time.

7 comentários em “Análise do primeiro dia da Copa

  1. Quanto à dupla Uruguai e França, me pareceu que o jogo refletiu exatamente o que vinha sendo previamente sustentado pelos analistas quanto ao potencial de ambos. Já no que respeita aos Bafana, me surpreendi agradavelmente com o futebol apresentado, principalmente no segundo tempo, quando além do gol ainda produziram três excelentes oportunidades, as quais por infelicidade foram desperdiçadas. Decepção mesmo ficou por conta do pouquíssimo inspirado futebol jogado pelo México na estréia que mal deu para lograr o empate que frustrou a torcida bafana.

    1. Mais e que está amigo, México e Africa do Sul, jogam um futebol bonito e alegre, jogam aberto, com isso o espetaculo se torna mais entusiasmante, coisa que nossos visinhos Uruguaios e os nosso algózes fraceses, seguem a cartilha muito parecida do futebol, apresentado aqui em Belém pelo srº Giba, que tem a seguinte teória de futebol, pois se não conseguirmos ganhar, não podemos perder, é com isso deixa de jogar um futebol bonito e alegre, totalmente sem emoção! Palmas para Charles Guerreiroomelhor do Pará>>>>>>>>>>>>>>

      1. Quanto ao Charles, pelo menos no que respeita ao recente campeonato paraense, estou com você: Palmas para ele que foi o melhor do Pará. Relativamente ao Giba, devo dizer que mesmo não formando dentre aqueles que o acham a “quintessência” da direção técnica de um time de futebol, acho que ele merece um desconto neste campeonato dada a fragilidade do elenco com o qual ele teve de trabalhar. Como remista assíduo, espero que agora, com mais tempo, e, ao que parece, com limites financeiros para contratar um pouco mais extensos do que aqueles que existiam na época do Sinomar, ele (o Giba) eleve o nível de sua produção, inclusive para que não precise justificar os insucessos com argumentos do tipo “trava de chuteira” e “dimensões do campo do adversário”.

    2. Só faço uma ressalva quanto aos franceses, Antonio, que vêm se especializando em começar mal e depois ir pegando embalo na competição. Foi assim em 2006, quando quase ficaram na primeira fase e depois chegaram à final. A questão é que naquela Copa ainda havia Zidane.

      1. Concordo caro Gerson! Mais não podemos esquecer que o tal Riberry, que não e tão brilhante como o Zidane, mais mesmo assim pode desequilibrar uma partida, o mesmo acontecendo com o nosso algóz, Thirry Henry. Este é um talento reconhecido mundialmente, mais não se encontra em fase muito boa, mais também se entrar no clima da copa, pode fazer feridas.

      2. Gerson, você tem toda razão!
        A propósito, me permito aduzir que além da falta do Zidane, parece que há uma certa dificuldade de relacionamento entre o treinador e alguns jogadores. Ainda não vi nenhuma tomada de imagem específica, mas houve quem referisse que o carrasco do Brasil em 2006 saiu do banco de reservas para o aquecimento e dai para o campo de jogo sem trocar uma palavra com o técnico. Será isso verdade?

  2. Hoje no 1º dia de Copa, vivi momentos distintos. De manhã, como torcedor, frustei-me com o empate cedido pela Africa do Sul. À tarde, pretendendo comentarista, decepcionei-me com os representantes dos 3 títulos mundiais. O domínio frances deu-se pela fraqueza dos uruguaios que limitaram-se a defender. Os franceses pelas facilidades, manobraram à vontade e cometeram o grande erro que não permite goals e vitorias : falta de finalizaçaõ.
    O futebol mostrado pelos uruguaios permite-me aceitar a exclusão da “celeste olimpica” entre as expressões maiores (atuais) do futebol mundial.
    O mito da ” garra ” uruguaia virou lenda e o peso da “camisa” só se faz sentir favoravelmente quando tem craques a enverga-la. Exceção de Forlan (hoje sem inspiração por falta de ajuda) não ví entre os orientais,ninguem mais, a merecer a distinção de craque.
    O resultado foi justo e o placar também, afinal foi um jogo fraco.

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