Lula calou a bola dos EUA, diz iraniano

Da BBC Brasil

O acordo assinado pelo Irã nesta segunda-feira em torno de seu programa nuclear foi uma vitória da diplomacia brasileira e uma resposta aos Estados Unidos, na avaliação do analista iraniano Mohammad Marandi, da Universidade de Teerã. “Apesar das dificuldades em conseguir o acordo, o presidente Lula arriscou sua fama internacional para conseguir intermediar uma proposta que trouxesse o governo iraniano de volta à mesa de negociações”, disse Marandi à BBC Brasil.

Para o analista, o Brasil responde às críticas de outros países ocidentais, como os EUA e seus aliados, que não acreditavam que Lula e seu corpo diplomático pudessem fazer algo diferente do que já havia sido tentado. “Lula calou a boca dos EUA e da secretária de Estado (dos EUA), Hillary Clinton, que mais de uma vez menosprezou os esforços turcos e brasileiros.”

Para Marandi o Brasil teve o maior crédito, pois a Turquia não estava com o mesmo grau de otimismo em relação a um possível acordo. “O mérito foi do Brasil, pois o país arriscou sua reputação e sofreu as maiores críticas ao se aproximar do Irã. E ainda conseguiu dar mais ânimo aos turcos em acreditar na possibilidade de se chegar a um acordo”, enfatizou ele.

O porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Ramin Mehmanparast, disse que o país vai enviar 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento (3,5%) para a Turquia em troca de combustível para um reator nuclear a ser usado em pesquisas médicas em Teerã.

O entendimento anunciado nesta segunda-feira e assinado em frente a jornalistas em Teerã tem como base a proposta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, órgão da ONU), do final do ano passado, que previa o enriquecimento do urânio iraniano em outro país em níveis que possibilitariam sua utilização para uso civil, não militar.

Marandi salientou que ainda precisam ser conhecidos detalhes do acordo, como, por exemplo, a questão de como se dará a supervisão do transporte do urânio à Turquia e o papel da AIEA em colocar observadores. “Sem contar que o grupo dos EUA e aliados que pressionavam por mais sanções devem ratificar o acordo para que tenha maior peso.”

23 comentários em “Lula calou a bola dos EUA, diz iraniano

  1. por que nao se faz mais reportagem sobre o skate paraense?afinal, Belem esta entre as cidades brasileiras que tem os maiores numeros de praticantes!
    Obrigado!

    1. Meu amigo, sugiro que vc busque comunidades que que estejam relacionadas com o assunto que vc expõe. Acredito que especificamente nesse tópico, não se aplicam as suas observações.

  2. Também nada a ver com com o tópico, mas parece que o Gérson não gosta de skate desde priscas eras, quando adolescente, pegou corda do “Saci” – ás do skate tocantinense à época – vestiu aquele shortão de napa e tentou praticar em cima da tábua de passar roupa da família, lá em Baião. Além da queda da “prancha”, uma pequena sova de galho de sacaca, o fez não gostar muito desse esporte. Quem sabe o Pedro não o convença do contrário. Rsrsrs.

  3. É o rock do branco azedo. Depois dessa acho que Hillary Clinton vai ter que usar skate nas pistas de Teerã senão apanha de galho de sacaca. E o Lula receberá o prêmio de Cara do Mundo Slâmico/2011.

  4. Agora sério. O maior presidente que o Brasil já teve – em todos os tempos – deve se preparar para a carga articulada internacionalmente do poderoso lobby sionista. As atuais baixarias demotucanas (não mais orientadas por questões ideológicas mas por pura inveja) serão pichinhas!

  5. A influencia da política externa brasileira causa preocupação no mundo. Nosso país está mostrando aos “grandes” do concerto como se deve negociar questões como Irã, Haití, Honduras, Unasur e outras pendengas.

    1. A indigência intelectual não pode ser solucionada pelo bolsa-família ou qualquer outro programa social de transferência condicionada de renda. Sinto muito!

  6. Ser bicolor já é uma baita infelicidade. Mas ainda por cima, ser TUCANO??!.
    É como diz o velho ditado: “Quem não conhece perfume pensa que esterco é cheiroso”… hehehe.

  7. LULA, não de hoje, vem calando a boca de muita gente boa. Tem muito de verdadeiro o ditado de que ‘Deus escreve certo por linhas tortas’, eu corrigo para ‘Deus escreve certo por linhas certas’. Em 1989, ele não estava realmente preparado para governar, e se vencesse aquela eleição nunca mais se elegeria nem para síndico. Preparou-se e, ainda foi preciso o Brasil passar por 8 anos de FHC, em 2002 conquistou o cargo que para muitos era impossível: um homem do povo, que passou fome e toda sorte de dificuldades, chegar ao topo na hierarquia político-administrativa do país. Tudo prova de que o povo precisa mais acreditar em si mesmo, na sua força.

  8. PENSO que se ainda tivéssemos o Lula de 89, na questão do gás com a Bolívia, ele acabaria por colocar o Brasil em litígio com o país vizinho, e não sabemos que rumo todo o caso tomaria. Além de outras coisas mais que se esperava dele naquela época (início dos anos 90), momento, em que, por sinal, ainda continha no ar alguma fumaça do regime de 64, acabando por botar os pés pelas mãos. Naquela época, constituição recém-promulgada, nem a sociedade nem mesmo o congresso estava devidamente amadurecido. O país vivia durante décadas – na verdade durante quase 500 anos – engessado na base do ‘quem manda pode, obedece quem tem juízo’, (uma democracia imatura, portanto) e era necessário ir com pouca sede ao pode, prova é que elegeram um despreparado que, ficasse mais tempo no poder, poderia levar o país ao fundo do poço, como aconteceu a outras nações ao longo da história. É uma pena que o despreparado tenha deixado milhões de viúvas, mas aí já é outro caso. Melhor não prolongar…

    1. Nossa democracia madura? Nosso Congresso e nosso povo maduro? Nesses últimos anos nossa Democracia se mostra tão consolidada e firme como um esteio fincado a meio metro na areia fofa. Infelizmente, nossa democracia retrata e reflete a estrutura do tecido social brasileiro em conjunção com o nosso modus operandi se de se fazer política: tudo na bases do arranjo, do toma lá da cá… ou seja, de tudo aquilo que alimentou e reafirmou em nosso país as estruturas de poder vigentes e que sempre foram capitaneadas pelas camadas mais privilegiadas de nossa sociedade. E hoje , infelizmente, não é diferente. Embora muitos aspectos da vida nacional tenham melhorado e o desempenho de Lula à frente do país seja, de fato, o melhor dentre todos os que estiverem no comando da nação, muitas coisas degringolaram de vez. Nosso povo está cansado de suas lutas, pois suas bandeiras, ainda atemporais, são o acesso ao ensino e à saúde pública em níveis satisfatórios, este povo quer segurança, quer respeito, dignidade, emprego, renda, moradia adequada, saneamento básico… ou seja, nosso povo quer ter reconhecido, de fato e de direito, aquilo que que só as letras mortas dos compêndios jurídicos e Cartas Magnas preveêm e que nos anos pares preenche as bocas e os discursos dos “coronéis do voto obrigatório”, mas que o Estado e os poderes constiuídos não aplicam. E se nossa democracia e nossa forma de fazer política continuar desse jeito, ainda remaremos nas marés das utopias perdidas. Como disse certa vez o historiador José Murilo de Carvalho, o Brasil precisa de uma ruptura, é preciso cortar na carne. Esta democracia do arranjo e da reforma é modelo falido.

  9. Tem muitos pseudo intelectuais que tem inveja e preconceito por um homem simples, do povo. Eu prefiro um analfabeto que faz a um intelectual que nada fez senão vender nossas empresas a seus amiguinhos, como foi a telefonia dada ao Jereissati.

  10. AQUI no Paraná o povo não deixou venderem a Copel, como venderam aí a Celpa. Aqui o consumidor ‘baixa renda’ paga R$ 0,00 (zero) de energia, que não falta às casas e áreas rurais. Será que o paranaense está errado?

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