A 47 dias do começo da Copa, o leitor do Bola recebe nesta edição um esboço do que será a nossa cobertura na África do Sul. Como há quatro anos, na Alemanha, terei a honrosa (e espinhosa) missão de acompanhar os passos da Seleção Brasileira, ao lado de Giuseppe Tommaso, Valmir Rodrigues e Geo Araújo, companheiros de Rádio Clube.
Em 2006, num país famoso pela organização e excelência dos serviços, pode-se dizer que cobrir o evento foi tarefa relativamente tranqüila, quase garapa, a não ser pelos percalços do próprio escrete nacional, que tombou aos pés de Zinedine Zidane e Thierry Henry antes mesmo que a gente começasse a perceber que nossas expectativas não tinham bases sólidas.
Daquela noite clara de junho, em Frankfurt, ficou a lembrança de ver, ao vivo, ali à minha frente, o desmoronar de uma geração inteira de craques com bons serviços prestados à pátria de chuteiras. Dida, Roberto Carlos, Cafu e os Ronaldos foram as vítimas óbvias daquela jornada. Nada que os treinos já não revelassem, mas que nossa insistência em pensar positivamente não permitia aceitar.
Estabelecer a sutil diferença entre torcer pelo Brasil e cobrir a Copa será minha missão mais complexa em terras sul-africanas. Longe de casa, o banzo entra em choque com a tal objetividade. Sem dúvida, será um tremendo desafio, bem ao gosto deste escriba baionense.
O Remo, no 4-4-2 não assumido por Giba, busca em Santarém os três pontos necessários para ir à semifinal do returno. No papel, é a melhor formação que o técnico consegue montar desde sua volta a Belém, dando-se ao luxo de deixar Vélber e Marciano no banco. Um embate duríssimo com o S. Raimundo, mas as chances azulinas são boas.
Já lá se vão sete anos da inesquecível façanha alviceleste e parece que foi ontem aquele 1 a 0 sobre o Boca na Bombonera, gol de Iarley, talvez a maior de todas as vitórias paraenses no futebol, pela importância da competição e o histórico fabuloso dos donos da casa. Conversei dia desses com Robgol, que estava lá naquela noite de 24 de abril e acabou expulso de campo. Sua frustração pelo fiasco em casa, na volta, pareceu tão grande quanto o orgulho pelo surpreendente triunfo no templo boquense.
Dirigentes de Remo e Paissandu, que adoram chorar sobre leite derramado, deveriam estar bem representados na reunião marcada para quarta-feira, 28, na FPF. Será um encontro importante, para discutir os regulamentos dos campeonatos de 2011 e 2012. Momento certo para que os grandes clubes apresentem idéias, aflições e propostas concretas. Só não pode se repetir a omissão de anos anteriores, quando a dupla mandou à reunião figuras sem autoridade para opinar ou decidir, que limitaram-se a referendar o script traçado pela FPF.
(Coluna publicada no Bola/DIÁRIO deste domingo, 25)
A respeito de dirigentes vc tem toda a razão sao todos ums incopetentes que não sabem administrar estas fontes de fortunas que são remo e paysandu.
Com torcidas que não devem nada para clube nenhum no brasil.
Clubes que com boas administrações poderiam pagar salários de jogadores só com renda de jogos.
Dirigentes que poderiam explorar mais esses nomes(remo e paysandú) que temos com mais marketing tornando os clubes em verdadeiras empresas.
Invertir nas categorias de base tornando ela sua principal fonte de renda com a venda de suas revelações assim como fazem; são paulo, santos entre outros clubes brasileiros que vendem 1 ou 2 jogadores por ano.
Garimpar jogadores nos interiores do estado evitando que os mesmo saiam sem ao menos ter a chance de jogar em algum de nossos clubes.
Será que isso tudo e só um sonho ou pode se tornar realidade?
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Gérson, sobre a reunião de 4ª feira devem exigir que rendas sejam 100% do mandante, os clubes sem estádio devem definir o local de mando antecipadamente e mudança da fórmula de disputa – acabando com a 1ª fase –
Acredito que 14 clubes( 8 da fase principal + 6 da 1ª fase) divididos em 2 chaves de 7, assemelhando-se ao campeonato carioca, só que em vez de semifinais, far-se-ia quadrangular decisivo.
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Concordando com os argumentos do Ronaldo e do Ricardo, acrescento que o exemplo administrativo do futebol gaúcho deve ser considerado. Belém (RMB) é maior que POA (e RM), temos torcidas tão identificadas com duplas quanto. Tendo morado nas duas regiões avalio que nossa relação é maior (claro os gaúchos discordam). Por que não profissionalizar mesmo a gestão de marketing dos clubes – nosso potencial (avalio) é o maior do Norte/Nordeste. Admito a relação romântica, apaixonada, mas a amadora não.
Quanto à cobertura da Copa da África do Sul, espero o respeito cultural – e que levem em consideração que estarão em um país em desenvolvimento – como o nosso. Com os mesmos problemas. E em alguns caso até agravados. Esta recado talvez não sirva para o dono do blog – um cara de Baião não pode esperar de um país pobre organização alemã.
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Belem ate pode ter populacao maio que Poa, mas fisicamente e menor, principalmente a RM, jaa que a gaucha tem 32 municipios. Quando morei em Poa, la havia 1.400.000 habitantes, em 2002-04. La, ao contrario dos belenenses, a identificacao com a dupla e maior, pq la quase nao existe esse negocio de segudo time ou ate terceiro, como nos (se bem que sou exclusivamene tricolor carioca). Acho, entao que a RM gaucha e maior quantitativa e fisicamente. Mas tambem considero que o belenense e mais fanatico que o gaucho (qundo eu disse isso la, quase apanho), em relacao a dupla. A unica diferenca e que a auto-estima deles e grande, devido ao desnvolvimento, mas ha um grande aspecto de decadencia, particularmente devido a ascensao de Curitiba, como a capital do sul, o que muitos la nao admitem. Quanto a Copa, Gerson, e quanto ao futebol em geral sou mais realista que otimista. Quero ser campeao, mas pelo andar da carruagem, se ganharmos, sera como em 94. E tambem lamento que o Flu tenha contratado o Muricy – ele vai aceitar a ingerencia da dupla Horcades-Unimed?
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Gerson,e neste período da copa como ficaremos nós seguidores do blog?O blog vai parar?
Ou vc irá postar direto da Africa,esta é minha duvida.
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Muito pelo contrário, caro Juca. O blog estará mais vivo do que nunca. Postagens diárias direto da África do Sul, informações sobre os treinos e andanças da Seleção Brasileira.
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Boa oportunidade para Remo e Paysandu reivindicarem da FPF uma redução da absurda cota da arrecadação das partidas que hoje é de 10% renda líquida.
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Bacana Gerson,tudo quentinho direto da África,só vc mesmo,avante Gerson,rumo a África.
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