Coluna: Giba não é milagreiro

Quem viu o Remo se atrapalhar diante do Santa Rosa com um jogador a menos desde o final do primeiro tempo (e um segundo expulso nos acréscimos) deve ter saído do Baenão se perguntando se o técnico Giba conseguirá arrumar o time a tempo de salvar a temporada remista.

Sim, porque o Remo depende da campanha no returno para se classificar à Série D e à Copa do Brasil. Sem isso, viverá o mesmo pesadelo de 2009, quando ficou oito meses alijado de competições oficiais.

O peso que recai sobre os ombros de Giba está diretamente vinculado ao roteiro traçado para o Remo no restante do segundo turno. Na prática, são quatro jogos decisivos. Contra Paissandu e Independente em Belém e diante de S. Raimundo e Águia fora de casa. Com mais duas vitórias é bastante provável que o Remo passe às semifinais.

Em situação normal, seria uma caminhada tranqüila. Ocorre que normalidade não é a palavra que define a atual situação remista. Giba desembarcou ao Baenão como salvador da pátria, como em 2006, mas ninguém pode exigir que opere um novo milagre.

Com um elenco limitado em qualidade e quantidade nas mãos, viu-se obrigado a garimpar opções caseiras para reconstruir o time, depois da devastação técnica e psicológica das finais do turno. Contra o Santa Rosa, anteontem, viu-se a primeira versão desse novo Remo. Os percalços enfrentados pela equipe nos dois tempos, mesmo quando tinha jogadores a mais, indicam que o trabalho de Giba será árduo, quase insano.

O maior entrave está no pouquíssimo tempo disponível para entrosar o time. A partir da mescla de jogadores experientes com garotos, o técnico faz o que pode e tenta montar um conjunto competitivo, capaz de brigar por uma boa colocação no campeonato.

O título estadual, mesmo que ninguém diga isso em público, deixou de ser meta prioritária depois do fracasso na decisão do turno. A preocupação passa a ser com a distância em relação ao Independente. Os sete pontos de diferença podem ser tirados nas próximas rodadas, principalmente se o time de Tucuruí chegar às semifinais e o Remo, não.

As discussões pós-jogo entre o próprio presidente do clube e seus diretores expõem, mais que conflitos filosóficos, o medo real de um segundo ano longe de competições nacionais, afastamento da torcida e privações financeiras diversas.

Em termos técnicos, Giba poderá fazer muito pouco, a não ser que se descubra do dia para a noite um craque oculto no Baenão. Resta apostar em treinamentos para reforçar setores fragilizados, como a zaga, e envelhecidos, como o meio-de-campo.

Sem inventar muito, a volta ao velho 4-4-2 pode ser um bom começo já para o Re-Pa. Pelo que já se viu no campeonato, o time não pode ser muito diferente deste: Adriano; Levy, Raul, Pedro Paulo e Diego Azevedo; Danilo, Marlon, Gian e Vélber; Marciano e Héliton.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 9)

15 comentários em “Coluna: Giba não é milagreiro

  1. Há uma outra possibilidade de o Remo perder a vaga. Basta que Cametá ou Independente vença o segundo turno. Com isso, já será vice campeão e ficará com a vaga ainda que o Remo esteja vinte pontos a frente.

    O Remo não mereceu ganhar nenhum dos três jogos que fez no returno. Venceu injustamente de Ananindeua e Sta. Rosa (ambos com ZERO ponto) porque estes tiveram jogadores expulsos. Contra o Cametá, que permaneceu completo, o Remo, não por coincidência, perdeu. O time sofre de um sério problema físico. “Morre” no segundo tempo das partidas e talvez seja a pior equipe deste segundo turno.

    Tenho a convicção de que, dentro de campo, sem auxílio do apito amigo, o Remo novamente ficaria de fora do brasileiro, pois não tem futebol sequer para empatar com seus próximos quatro adversários. Nem para a semifinal iria. Os “heróis” que o Giba Jibóia trouxe de volta ao time são os mesmos que foram execrados na era Sinomar, naqueles joguinhos pelo interior, e também no empate com o time dos índios em pleno Baenão.

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  2. Nem poderia ser. O que operou até agora como treinador? Para mim, que desculpe o Cláudio, mas um ilusionista.

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  3. Parabéns pela coluna, Gerson, concordo com tudo que vc escreveu, a exceção da escalação, que na minha opinião, deveria ser(depois de treinada: Adriano, Jorge Santos, P. Paulo e Raul. Patrick, Danilo, Fabricio Carvalho, Velber e Gian(sai o Marlon). Samir e Marciano. É a minha opinião.

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  4. Cláudio, sugeri essa formação porque no jogo com o Santa Rosa o sistema 3-5-2 se revelou muito mal ensaiado – e precisa funcionar com precisão diante de um ataque rápido como o do Paissandu. Além disso, Patrick foi nulo pelo lado direito. No ataque, manteria Héliton ao lado de Marciano. Landu talvez funcione se pegar uma zaga já cansada no segundo tempo.

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  5. Penso eu, amigo Gerson, que a zaga, só precisa de ajustes, para não cometer os mesmos erros. Apesar de pensar que os 3 zagueiros, deveriam ser 2 experientes e 1 novo. Agora onde encontrar? Não sei como está o Márcio Nunes. Vc jogar com Patrick(se seguir a risca o que quer o Giba, taí uma grande sacada), Gian, Velber, Samir e Marciano, ou seja 4 jogadores que não marcam, vc precisa dar consistência na marcação, do meio pra trás, com 3 zagueiros e 2 volantes, se não, um abraço. Penso que ao invés de acabar com o 3-5-2, deveria, o Giba, treiná-los um pouco mais, haja visto que só treinaram 6 dias, logo, não poderiam, já nesse jogo, dar tudo certo. Acredito que com essa consistência do meio pra trás, Giba poderia aproveitar a única coisa que deu certo no Remo no 1º turno(isso graças aos jogadores), seu poder de fogo na frente.

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  6. Domingo, se o Papão entrar com vontade, com certeza sairá com a vitória. Mas não pode dar moleza como no 2º jogo da final. Espero que s jogadores tenham aprendido a lição, tem que ter muita atenção no jogo e deixar para o final pra liquidar a fatura, pois o remo tá cansado, isso é notório.

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  7. Cláudio, também acredito na classificação do Remo para a série D, mas pelo que fez no primeiro turno e pela fraqueza dos concorrentes.

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  8. Diogo, acredito eu, que se Giba conseguir recuperar alguns jogadores, Fisicamente, o Remo disputará o título desse 2º turno. Aguarde. Aliás, lembrei de algumas coisas que vc postou, na era Sinomar. Vou relembrar, só uma:
    – APÓS REMO 2 X 1 CAMETÁ(1º TURNO)
    Diogo Papão // 24/01/2010 às 18:44 | Responder

    Corrigindo:
    Sinomar é o cara, Cláudio, admita!
    KKKKKKKKKKKKK

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  9. Não concordo com o que você disse Claúdio, mais e claro você tem sua propria opnião, mais a minha e que, se você juntar todos os dois times no atual momento, o do Paysandu e superior em quase todos os setores, tipo, goleiro,lateral direito, lateral esquerdo, os dois zagueiros, um voltante (Sandro), um meia (Thiago Potiguar), um atacante (Moises), ou seja se você reparar bem oque descrevi aqui da equipe do PSC, so tem duas vagas que ao meu ver são superadas pelo seu clube do Remo, que são uma de volante seria o Danilo, e uma para o ataque está seria do Marciano, mais o resto o Paysandu e extremamente superior ao Remo, mais e claro que clássico e clássico, e não tem favorito, mais se agente for pela lógica o PSC e campeão a muitos anos luz do Remo, em comparação a plantel. O Remo tem um quase time, o PSC tem um quase grupo, é, nisso existe muita diferença, você sabe disso. O Giba deve olhar para o banco do Remo e olha, olha e não ve nada de interessante, já com o Charles e diferente, tem muita coisa, o reserva do Favaro, mostrou ser um bom goleiro, e por ai vai!

    SAUDAÇÃO BICOLOR!!!

    E QUE VENÇA O MENOS PIOR NA TARDE DO PROXIMO DOMINGO…

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  10. Cláudio, escrevi aquilo pra encher teu saco. Mas que ele foi o cara enquanto deu, ah, isso foi.

    O Remo vai pra D graças à era Sinomar.

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  11. Sou Paysndu, mas sobre o remo, concordo com Diogo. O Remo só vai para a série Z graças ao Sinomar, goste Claúdio ou não. O título com esse time limitado está muito distante. Só para comparar, o Remo do no passado não foi para a série Z, pois foi muito mal no primeiro turno, o segundo não teve pique para enfrentar os mocorongos em Santarém.

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  12. Até quando sofreremos com este futebol vagabundo apresentado neste Parazinho 2010? Sinto-me em pé de igualdade nas peladas de sábado à tarde, né Acácio? Como todos aqui, sou aficcionado por futebol, mas, ao adentrar em qualquer estádio local, infelizmente sei o que comumente vou me deparar: jogadores sem raciocínio, rifando bolas ao ataque, laterais que quando avançam, pedem um táxi pelo táxi pelo amor de Deus para voltar a posição, descompactação total. Sonho em ver novamente os times do Norte, batendo os times do Sudeste e Sul. O que falta, é a mais pura humildade em dizer: “estou errado, preciso rever meus conceitos”, pois muitos que se dizem”dirigentes” daqui, não sabem o significado. Até amanhã, para mais um RE X PA de nível técnico insignificante, que me calem a boca.

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