Esquartejamento em marcha

Defensores do esquartejamento do Estado do Pará mobilizam-se para pressionar, nesta terça-feira, em Brasília, os líderes dos principais partidos na Câmara dos Deputados para que priorizem na pauta de votação os projetos de criação dos Estados de Carajás e Tapajós. Delegações de políticos e empresários dessas regiões já se deslocam para a capital federal, a fim de reforçar o corpo a corpo em defesa da definição dos plebiscitos.

16 comentários em “Esquartejamento em marcha

  1. Francamente falando, não tenho opinião formada sobre o que é melhor para o Pará, a divisão ou não. A única coisa que avalio é que do jeito que está esse estado não pode mais ficar.

    Que adianta termos tantas riquezas e sermos tão pobres?

    Que adianta termos tantas riquezas e termos políticos tão descompromissados com o povo ao qual representa?

    Que adianta termos tantas riquezas e não termos saúde?

    Que adianta termos tantas riquezas e não termos educação?

    Que adianta termos tantas riquezas e sermos o que menos usufruimos dela?

    Que adianta termos tantas riquezas???

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  2. Sou, conscientemente, favorável a criação dos dois estados pela simples razão que só assim o desenvolvimento se expandirá para territórios totalmente esquecidos pelo governo. As desventagens são muitas, como mais despesas como políticos ociosos como temos por aqui, mas as comunidades visadas terão uma melhor qualidade de vida. Pelo menos é a regra.

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  3. CARLOS BERLLI: A regra é uma só: São políticos interessados em ter posto como governador, para saquear ainda mais este Estado. Essa história de vir mais investimento, etc, etc, é puro engodo. Sabes quanto custa uma máquina administrativa de um Estado? Por que Minas Gerais com 800 municípios não pede divisão? O que é Tocantins? vivem de invasões de terra, inclusive já entraram no Pará. Queremos devastação de floresta em nossa região? Sabes qual o clube mais famoso de Tocantins? é o Palmas, cujo dono era Arnoud Rodrigues, já falecido. A divisão vai deixar 3 Estados paupérrimos. É isso que queremos?

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    1. Prezados, minha posição coincide com a do Luiz Antonio. Entendo as dificuldades existentes no Pará, que não vêm de hoje e são comuns a grandes Estados da federação. O problema é que a tal ideia separatista é embalada por políticos nascidos em outras regiões, cujo único interesse em terra paraense sempre foi pecuniário. Não há preocupação com a solução dos problemas hoje existentes, mas com a satisfação de planos pessoais de ascensão política e distribuição de cargos. Engraçado é que Minas, SP, Rio Grande do Sul e Paraná, Estados cujo esgotamento econômico é flagrante, não são “premiados” com projetos divisionistas. Motivo: são Estados colonizadores e onde não há nada mais a explorar, sobre ou sob o solo. Como o Pará é um dos Estados com mais riquezas e potencialidades naturais, surgem logo os salvadores da pátria. Cabe à população verdadeiramente paraense frear esses projetos pessoais disfarçados sob a máscara do altruísmo. Que os forasteiros, ávidos pelo esquartejamento, que peguem suas bandeiras e tratem de propor a divisão de seus Estados de origem.

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  4. Os caras chegam aqui enchem a burra mas renegam a terra que os acolheu. Torcem pelos times das terras deles e mantem suas familias ligadas aos costumes e tradições dos lugares de onde vieram. Como não se integram resolvem criar seu próprio feudo.

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    1. O pior, amigo Dorivaldo, é que a ação foi orquestrada cuidadosamente no sentido de juntar duas regiões populosas em torno do mesmo interesse comum, o que aumenta consideravelmente a possibilidade de aprovação desta insanidade. Quanto à região do Tapajós, que tem um deputado amazonense como grande incentivador do separatismo, há o argumento geográfico, a distância em relação a Belém. Mas, do outro lado, Carajás não tem nenhuma justificativa para toda essa fúria divisionista, que sempre contou com o estímulo de políticos de outras plagas, que aqui se estabeleceram para criar suas capitanias hereditárias. Gente intolerante, que nunca realmente se sentiu paraense. Veio aqui exclusivamente para se dar bem. O pior é que já existem denúncias concretas sobre a mudança de domicílio eleitoral de milhares de pessoas de Estados vizinhos, com o objetivo óbvio de reforçar a população votante nessas regiões.

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  5. Sei que o assunto é polêmico e divide opiniões, que diga Belo Monte, a preocupação com a conservação da Amazônia, embora as queimadas continuem. Se pensarmos assim Brasília não foi benefício e o sub desenvolvimento a vigorar pelas cidades ribeirinhas deste estado na precariedade de sempre. Projetar, executar e fiscalizar deve ser o lema que não está de enfeite na Bandeira Nacional. Não devemos ser egoista a ponto de esquecer aqueles que estão do outro lado do estado pedindo ajuda real, não paliativos como bolsa família e similares.

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  6. Em adendo ao que já colocou o dono do Blog:
    Foram as elites da região metropolitana de Belém que provocaram essa situação. Solenemente, ao longo do tempo, ignoraram as demandas das regiões do Tapajós/Baixo Amazonas. No sul do Estado o regime militar (para destruir pretensos resquícios da Guerrilha do Araguaia) fomentou a imigração sem projeto de desenvolvimento integrado e sustentável – criou o caos fundiário e cultural. Hoje o sul não se identifica com o “papa-chibé”. Com a descoberta de minérios, espertalhões se movem fisiologicamente para obter vantagens. Vislumbram se apropriarem de sinecuras próprias de unidades federadas – poder executivo, legislativo e judiciário.
    Enquanto, na União Européia avança o processo de integração, de articulação das forças e potenciais, aqui discutimos a desintegração, a divisão, a segregação. Estamos mais parecendo as elites do leste boliviano.
    A solução é insistirmos na estruturação das regiões de integração. Combatermos as assimetrias na distribuição dos recursos públicos – as regiões devem receber investimentos de maneira equilibrada. Fortalecer as associações regionais de municípios. Em cada região trabalharmos no apoio infraestrutural das cidades-pólo – como Marabá e Santarém.
    Precisamos discutir seriamente a organização de um Conselho de Regiões com representação social e paritária das 12 atuais composições regionais – para além do superado modelo de Assembléia Legislativa.
    Diferentemente do que afirmam os separatistas, a atomização do Estado pode contribuir decisivamente para a pulverização do nosso já reduzido poder de pressão no nível federal.
    Do que precisamos no Pará é formação política de seu povo. Para não se deixar enganar por fáceis cantos de sereia.

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  7. Eu sou contra a divisão do estado, mas sou a favor do plesbiscito!

    É justo, é democrático e coloca um ponto final nisso, para o bem ou para o mal!

    O chato é ver os grandes investimentos serem feitos no Pará e depois ficar tudo para os novos estados (se for aprovado)!

    Sempre considerei que esses investimentos deveriam ser feitos em todo o estado, mas bem mais forte na RMB pelo simples motivo:
    A maior parte da população viva nela e a capital deve sempre se manter forte economicamente e políticamente!
    Vejam no Rio, muita gente se mobilizando pelos royalties!
    Já na RMB, só vemos grã-finos soberbos, arcáicos e provincianos, mas preocupados com suas casas em salinópolis do que no desenvolvimento do estado!
    Não vejo campanha alguma nos jornais, e percebo um certo interesse nisso no Diário do Pará, inclusive com a frase do dono: “Um novo estado me parece tentador”…tentador??..???

    Mas vamos ver!!
    Pra mim, essa coisa ainda vai demorar, se realmente acontecer!
    Agora sejamos franco: Existe alguma comitiva de Belém e região nordeste indo pra Brasília?
    Esse é o erro do nosso povo!! Somos acomodado demais!!

    Sofremos muito por causa dese marasmo!!
    Discutir política é importante, mas parece que em Belém ninguém se importa e só resmunga!

    Vai sentir na carne!!! Infelizmente!

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  8. Sou paraense nascido em nossa maravilhoas capital, mas moro em marabá há 2 anos, pois curso engenharia de minas e meio ambiente na UFPA. Após este tempo, passei a ser a favor da divisão do estado, pois eu tenho sorte de ter pais q bancam um bm plano de saúde para mim, pois os postos e hospitais de lá, são verdadeiros açougues. Segurança, em td minha vida em belém fui assaltado apenas uma vz, e moro na divisa da batista campos com o jurunas, em marabá moro na folha 31, região central e fui assaltado 3 vezes neste período, detalhe moro a 2 quarteirões do batalhão central da PM. A cidade cresce sem planelamento algum, a msm coisa falo sobre parauapebas. Nossa governadora fala de investimentos em segurança e educação, mas cade eles q não vejo em canto algum, marabá é uma das cidades mais perigosas para se viver, e sou contra ec discurso bairrista d qm qr dividir são as pessoas q nasceram em outros estados, afinal somos uma união, e tds nós somos brasileiros, c fr por isso façam então a proclamação da república do Pará!!!
    Não vejo melhorias para estas regiões, deja aa nossa “excelente” governadora reeleita, ou a volta dos tucanos, ou a cambada dos políticos de terra arrasada do pmmmmmdb!!!!! Que sempre estão ao lado de qm está no poder!
    São interesses políticos sim, mas ao menos a população dessas regiões teriam acesso a maiores investimentos nessa região pois eles chegariam diretamente á estas!!
    Mas para mim ewxiste outra alternativa, nossa cidade possui vida própria, sou a favor do deslocamento da capital para uma região mais centralizada em nosso estado, o q levaria o crescimento para outras regiões de nosso querido e rico estado!!!

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  9. Quando a irreverencia torna-se u’maxima: após discursar pela primeira vez na Câmara dos Comuns, Winston Churchill procurou saber como tinha se portado.
    Um velho notável e influente do parlamento ingles respondeu: ” meu jóvem, voce cometeu um erro imperdoável. Voce foi brilhante demais na estreia. Voce conquistou no minimo 30 inimigos, pois o talento assusta, aprenda para sempre.”
    Ao ler esse trecho lembrei-me que Nelson Rodrigues certa vez cunhou esse pensamento: ” finge-te de idiota e terás o ceu e a terra”. Indubitável.

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  10. Esperar o que de uma assembléia legislativa que mais de 50% de seus deputados são de outros estados???
    No pará tudo acontece,inclusive essa aberração,nada contra os de fora,más já temos a nossa propias mazelas,e ainda vem a do maranhão,piau etc..Coitada de altamira coma hidreletrica de belo monte,mais de 100 mil pessoas são esperadas,e a maioria nordestinos do piauí,maranhão,e junto vem as mazelas deles,desemprego, violência…e tudo bancado pelos governantes desse estados”exportadores”de mão de obra.Para ter uma idéia,em parauapebas tem um trem da vale diário que vem de São Luiz para parauapebas direto,e todos lotados de maranhenses,assim não tem estado que saia do atoleiro.

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