Tribuna do torcedor

Por Miguel Gaia (miguelelea@hotmail.com)

Sobre a venda do Evandro Almeida, o Clube do Remo tem uma boa oportunidade, como uma empresa, de gerar um grande empreendimento. Todo e qualquer empresário gostaria de ter um local no centro de Belém para desenvolver seus empreendimentos onde há maior fluxo de pessoas com maior poder aquisitivo, haja vista os shoppings e um maior número de grandes prédios construídos. O Clube do Remo é o único que não o quer. Como em uma cooperativa, os que se dizem remistas de verdade e o Clube do Remo poderiam estabelecer uma empresa e construir no local da sede ou do estádio um grande complexo de prédios residenciais e shoppings. Por isso, qualquer empresa de engenharia gostaria de ter estas áreas. O Remo tem a parte mais valorosa que é o terreno, os bancos financiam e o público compra. Depois, em Benfica, o Remo poderia reconstruir o seu antigo CT. Bastaria isso, porque nós podemos ver que diversos clubes não têm estádio próprio: o Flamengo, o Vasco (a torcida não cabe), o Fluminense, o Botafogo (Engenhão é cedido), o Corínthians, o Santos (inseguro, não cabe sua torcida), Cruzeiro, Atlético Mineiro, Goiás etc. Então, os verdadeiros remistas e o Remo não deveriam perder esta oportunidade de um empreendimento em cooperativa.

8 comentários em “Tribuna do torcedor

  1. Esse comentário pode ser considerado de rico propósito porque trás sugetão o que não é lido aqui. Pode a ter não ser o ideal para o momento de dividas que o clube passa, mas tem a boa vontade de ajudar.

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  2. Caro Gerson, prbns pelo blog!! levanto algumas questões:
    1 – Guardadas as devidas circunstâncias e proporções, que lição podemos tirar de outros clubes brasileiros que já passaram por esse dilema?
    2 – Caso confirmada a venda, quais as implicações no futebol paraense a longo prazo??

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  3. O Remo é o único grande clube a vender seu estádio.

    Assim como é o único a fazer alarde de suas dívidas e penhoras (para amedrontar os conselheiros), coisa que não se vê lá fora, onde as dívidas são bem maiores.

    Está trocando um estádio no centro por um nos cafundós, onde não irá ninguém (não venham me dizer que a cidade está crescendo para os lados do Tapanã).

    Há grande dúvida se os valores anunciados para o estádio, o terreno e o pagamento da dívida serão suficientes e temor de que a Arena já esteja penhorada antes mesmo da inauguração.

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  4. Caro professor, em parte o Cleiton respondeu suas indagações. Nenhum outro grande clube brasileiro, de massa, perdeu seu estádio dessa maneira. Não há registro. O mais próximo disso ocorreu com o meu Botafogo, que teve o seu tradicional estádio (General Severiano) negociado por um gatuno chamado Charles Borer. Ocorre que o estádio acabou sendo devolvido anos depois.
    Para o futebol paraense não haverá maiores consequencias, mas para o Remo, certamente sim. Em primeiro lugar, ninguém troca um endereço central para morar na periferia, nos limites metropolitanos da cidade. Com a torcida que temos, dificilmente o Remo poderá dizer que tem um campo (alçapão) seu, como sempre foi o Baenão. Em termos financeiros, apesar da nebulosa proposta de compra, vejo riscos de uma explosão da dívida trabalhista a partir do momento em que ficar pública a venda – e suposta entrada de dinheiro para o clube.

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  5. Recuso-me acreditar. Em S.Paulo comenta-se telefonema do Muricy Ramalho com um dirigente Tricolor pedino vitória sôbre o Palmeiras. Quando saiu do SP Muricy acusou Cuca de oferecer-se. Cuca desmentiu e o assunto morreu. Haverá tanta porcaria assim?

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  6. Caro Tavernard,
    Tal qual os 6×0 do Vasco contra o Botafogo; ^
    os 4 x1 do S. Caetano sobre o Palmeiras foi para derubar técnico, daí, pelo ambiente de trabalho que ELES constroem, avaliam-se: Temperamento, disciplina, capacidade de interação e convivencia em sociedade, urbanidade …..e Caráter, dentre outros.

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  7. Caro Gerson, acho que essa questão da venda do Baenão é “Tirar a roupa de um santo para não vestir o outro”. É puro interesse financeiro. Um patrimonio que o clube levou mais de 100 anos para acumular. É matematica pura e simples, donde só se tira e não põe acaba. Pior, os torcedores ainda põem mão no bolso para dar dinheiro a esses dirigentes com essa falácia de sócio-torcedor. Em 23.02.10, Marabá-PA.

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