Imagens inéditas do planeta Bola

O esporte mais popular do planeta só é o que é por ser o mais simples de jogar. No final, tudo se resume à bola e ao prazer de correr atrás dela. Não é necessário se trajar com uniformes glamurosos ou hiper modernos. Até sem camisa os moleques aprendem a disputar uma boa pelada pelos campos do mundo. Há quem jogue até sem roupa, como as crianças nuas que batem bola no Vale de Dechen, no Tibete. E os campos? Não precisa necessariamente de um gramado perfeito. Até aos pés das pirâmides de Gizé, no Egito, à sombra da montanha de Kukenán, na Venezuela, ou nas praias de Danag, no Vietnã.

A própria pelota pode ser improvisada, como nas ruas de Johannesburgo, capital do país da próxima Copa, a África do Sul, onde garotos brincam com uma bola de basquete furada. Todas essas imagens do universo boleiro estão reunidas no livro “Futebol sem Fronteiras – Retratos da Bola ao Redor do Mundo” (Ed. Panda, R$ 39,90), do geógrafo, jornalista e fotógrafo Caio Vilela, 39 anos. A obra reúne registros captados durante as viagens do autor pelos cinco continentes. Fonte inesgotável de metáforas, o futebol que irrompe no livro também transcende o esporte, infiltrando-se na política, religião e cultura dos países. “Muitas vezes sou convidado para participar do jogo. Aí sempre dou vexame, porque o pessoal acha que brasileiro é craque e eu nem para goleiro sirvo muito bem”, diz o fotógrafo.

Nascido em São Paulo, em 1970, Caio Vilela tem uma história curiosa com o futebol. Embora a família de são-paulinos tenha tentado atraí- lo para a torcida tricolor, o primeiro clube que chamou sua atenção foi o Palmeiras, time da maioria dos seus amigos de escola, no bairro da Pompeia, tradicional reduto alviverde. No entanto, nas palavras do próprio fotógrafo, a relação com o clube não ia além da identificação com a cor verde. Assim, ele só descobriria a verdadeira paixão pouco depois. “Meu pai, que é arquiteto, acompanhava várias construções pela cidade e torcia para o Corinthians, para ganhar a simpatia do pessoal das obras, todos corintianos. Aí, eu vi que todo mundo era corintiano e decidi, aos 7 anos, que também seria.” (Da IstoÉ)

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