Enquanto uns crescem, outros encolhem

O Paissandu firma, nesta quinta-feira, Termo de Ajuste de Conduta para se adequar às exigências do Estatuto do Torcedor para o campeonato estadual. A assinatura será na sede do Ministério Público Estadual. A capacidade do estádio da Curuzu está definida em 14.500 lugares, já com as recomendações do MPE atendidas.

O estádio do Remo foi vistoriado nesta quarta-feira e aprovado pela comissão de fiscalização, encabeçada pelo MPE. A capacidade oficial do Baenão é de 12.000 lugares.

Como se vê, em pouco mais de uma década, o estádio remista encolheu em 9 mil lugares – de cerca de 21.000 para os 12.000 atuais -, enquanto que a Curuzu pulou de pouco mais de 10 mil para 14.500. Sinal dos tempos.

13 comentários em “Enquanto uns crescem, outros encolhem

  1. Gerson, estive analisando o projeto sócio-torcedor bicolor e vi que, na categoria “Super Papão”, o mesmo foi muito mal elaborado. O torcedor é obrigado a pagar 30 reais mensais e além disso ainda paga metade do ingresso em cada jogo. Ora, considerando que o ingresso será de 20 reais, vemos que esta modalidade não é vantajosa para o torcedor.

    Assistindo um jogo no mês, o sócio desembolsará 40 reais (30 da mensalidade + metade do ingresso), o não sócio somente 20 reais;

    Assistindo dois jogos por mês, o sócio desembolsará 50 reais (30 da mensalidade + metade dos ingressos), média de 25 reais por jogo. O não-sócio pagaria somente 40 reais;

    Assistindo três jogos por mês, o sócio desembolsará 60 reais (30 da mensalidade + metade dos ingressos), média de 20 reais por jogo – o mesmo que o torcedor não-sócio!

    O sócio-torcedor só tem vantagem (e irrisória) se assistir a quatro jogos ou mais por mês. Ocorre que a promoção só vale para os jogos em que o Paysandu for MANDANTE. Ora, no Parazão, os jogos são alternados entre capital e interior.

    No mês de janeiro, serão apenas dois jogos na Curuzu, prejuízo para os associados, como vemos acima.

    Fevereiro: a promoção vale para o re-pa? Se sim, serão novamente dois jogos como mandante no Parazão + um da Copa do Brasil. Se o re-pa não vale, então será apenas um jogo do Parazão + o da Copa do Brasil…

    Março é complicado, pois tem semi-finais e finais do 1º turno e não se sabe se o time estará classificado nem se o sócio-torcedor poderá entrar. Garantido, apenas um jogo já pelo 2º turno e possivelmente um pela Copa do Brasil.

    Abril: se o re-pa vale e o Ananindeua não tiver estádio, são três jogos como mandante.

    Maio: é a fase das semi-finais, final do 2º turno e possível finalíssima, o que torna tudo imprevisível. Garantido, só mesmo um jogo, na última rodada do 2º turno…

    Como se vê, o é muito mais uma doação ao clube do que uma parceria, uma vez que o torcedor não obtém qualquer vantagem financeira. Gastará praticamente o mesmo que o torcedor não-sócio, como demonstrado. O mesmo vale para o Brasileiro, se for disputado nos mesmos moldes de 2009. Seriam no máximo dois jogos por mês em casa.

  2. Antes de prevalecer o lado individualista do o que eu ganho, penso que o sócio torcedor deve levar em conta o coletivo e ter em mente que está ajudando seu clube a galgar uma posição, no cenário nacional, digna de suas tradições.

  3. Concordo com o Jorge, mas o amigo Claiton também tem razão afinal a parceria deve ser uma via de 2 mãos. Se me garantissem ingresso sempre e acesso diferenciado ao estádio ja começaria a gostar, além de quem sabe um refrigerante na entrada do estádio. O projeto ainda esta engatinhando e, acho eu, ainda temos muito a evoluir neste projeto.

  4. Concordo plenamente com vc,Jorge,pagarei os trinta reais do sócio torcedor e estarei presente em todos os jogos do Papão,pagando 10,20 ou seja quanto for…

  5. Olá Acácio,

    Pagamento Concluído: Seu pagamento de R$ 100,00 para FIEL TORCEDOR BICOLOR foi aprovado e o vendedor notificado para liberar seu pedido.

  6. A questão é contribuir com o clube. Isso primeiramente. Devemos lembrar que esse é um dinheiro que a FPF não come, como no caso dos jogos.

    Mas, concordo que há equívocos no caso do sócio-torcedor do PSC, pois, restringir a questão de ingresso é muito pouco a oferecer.

    Acredito que uma das medidadas paliativas para atrair mais pessoas é fazer com que o sócio tenha o direito de eleger o presidente e o conselho do clube.

    Uma outra categoria (quem sabe essa de 100) pudesse dar o direito do sócio se candidatar ao cargo de presidente e ao conselho.

    Assim, ja iniciando a campanha.
    Vamos subir Papão!

  7. Quanto aos estadios, isto ocorreu devido a briosa comissao de construcao bicolor, ao contrario da azulina que minguou, por causa da arena.

  8. Por que será que o projeto da rede Celpa não deu certo, já que o torcedor estão tão disposto a colaborar? Era muito mais prático, uma vez que o desconto é feito na conta de luz e o valor é bem menor.

    A resposta é simples: o torcedor não gosta de “doar” dinheiro. Ele quer uma parceria, uma relação de troca entre ele e o clube, coisa que nunca houve por aqui. Os clubes apenas querem o dinheiro do torcedor.

    Estou suspreso com a quantidade de gente no blog disposta a colaborar. O Papão vai bamburrar então…

  9. o maior problema em doar aos clubes era ou ainda é saber o que vai ser feito com esse R$!
    Acredito que estamos vivendo um novo momento no futebol local, onde os dirigentes parecem está realmente voltado aos clubes.
    Prova disso é o aparente sucesso dos projetos sócio torcedor.
    Espero não está enganado.

  10. Concordo plenamente com o posicionamento do Cléiton, todo sócio e não importa a sua categoria, se proprietário, remido, benemérito ou torcedor, é regulado por uma relação de troca: compra o título ou adesão e paga uma manutenção para usufruir do clube ao qual é sócio. O sócio torcedor é aquele que tem direitos diferenciados e mais restritos que as outras categorias, mas não é um simples colaborador. Ele é sócio com direitos e deveres.
    Na última eleição do Paysandu participaram 540 sócios aptos a votarem, porque? O clube Paysandu não oferece praticamente nada aos seus sócios, um restaurante? O sócio não é mero colaborador. Sócio para ser fiel pagador de suas mensalidades precisa de retorno, clube estruturado, serviços como restaurante,jogos, etc. Quanto mais se oferece ao sócio, mais ele fica fiel. É essa relação que mantém ou afasta os sócios e não importa a categoria. Como os clubes(inclusive do sul) não tem estrutura para oferecer aos sócios torcedores, oferecem ingressos, descontos em ingressos, lojas,colégios ,etc. Para finalizar, acredito pelo que tenho acompanhado, o projeto do Paysandu não é de sócio torcedor e sim campanha denominada fiel torcedor bicolor. Quem fez essa afirmativa foi o próprio presidente dia 06.12.09 ao explicar a sua briga com o Ricardo Rezende quando do lançamento do projeto, por não ter sido aprovado pelo Conselho Deliberativo do Papão. Ele disse ao Dinho Menezes: ” Você viu eu lançar algum título de sócio? O que lançamos foi a campanha fiel torcedor bicolor que não precisa da aprovação prevista no artigo 15 do Estatuto do Clube.”
    Por outro lado, o Carlos Lira citou o único meio de manter o sócio torcedor, mesmo nas derrotas ou outros revezes, pois se o colaborador perceber falta de transparência, clube derrotado, perda de títulos e outras mazelas, agirá como sempre age nessas horas, com paixão e abandona o projeto. Tem que ser oferecido o direito de votar e ser votado, logicamente após um determinado período de carência para diferenciá-lo do sócio proprietário. Esse tempo precisaria ser definido, 3, 4, 5 anos? Do jeito que vai essa campanha do papão , como já disse outras vezes aqui no blog é um natimorto!

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