S. Paulo abre as portas para a Traffic

Por Cosme Rímoli

“Enquanto eu for presidente do São Paulo, nós não teremos parceria com ninguém.” A declaração firme e clara é de Juvenal Juvencio. A cúpula do clube sempre criticou a postura ’submissa’ do Palmeiras à Traffic. E insistiu que nunca seguiria por esse caminho.

Mas nunca e sempre são palavras perigosas para serem usadas no futebol. Primeiro foi uma parte, um pedaço de Hernanes. Agora o zagueiro Xandão. E Fernandinho, que a empresa de Jota Hawilla enfrentou o Cruzeiro para colocar no Morumbi. A Traffic esticou os seus tentáculos para o São Paulo. E foi muito bem aceita.

A saída foi fundamental para os dois lados. Como o fracasso do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, a Traffic precisa colocar seus jogadores para valorizar. Campeonato Paulista e Copa do Brasil não são vitrines. São campeonatos disputados quase por obrigação. Jota Hawilla tem ouvido e alma de comerciante. Não há motivo para ficar angustiado porque os dirigentes do São Paulo menosprezavam a Traffic. O que interessa é 0 lucro.

E os são-paulinos entenderam que é burrice, desprezar os jogadores que poderiam utilizar sem comprá-los. E há novas avaliações. Traffic e São Paulo estudam se outros atletas poderão ir para o Morumbi antes de começar a Libertadores. Sem dor de consciência de nenhum dos lados. “A nossa parceria de verdade é com o Palmeiras. Nos outros clubes, nós apenas investimos”, afirmou Hawilla ao blog. O empresário falou quando foi fazer uma exposição sobre a Copa do Mundo no Brasil.

A Traffic por enquanto terá 13 jogadores na Libertadores. Atuarão por São Paulo, Flamengo, Internacional e Corinthians. Sim, não se pode esquecer que a empresa detém a maior porcentagem sobre os direitos federativos de Elias. E, por causa de Fernandinho, há um mal estar entre a Traffic e Cruzeiro. Mas Zezé Perrella é tão negociante quanto Jota Hawilla. No início do ano haverá uma reunião e as duas partes poderão se acertar.

Com o Palmeiras longe do campeonato mais importante das Américas, a Traffic trata de buscar lucro. Não importa a camisa. Depois de romper a barreira no São Paulo, Jota Hawilla e seus comandados sabem que não há mais limite no futebol brasileiro. O que interessa é ganhar dinheiro.

Rivalidade, dedicação a uma cor, um clube, isso não existe. Fica com o purista torcedor que se espreme, no meio de tantos outros ,para comprar um mero ingresso de arquibancada…

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