Na euforia, técnico campeão alfineta rivais

Seis vezes campeão brasileiro na carreira – cinco como jogador e uma como técnico –, Andrade, do Flamengo, não mediu palavras durante a primeira entrevista coletiva como campeão brasileiro de 2009. O comandante rubro-negro criticou duramente os céticos em relação ao sucesso de seu trabalho como treinador e aproveitou para “alfinetar” as equipes que disputaram com o Flamengo o título desta temporada.

“Esse título tem um sabor muito especial. Muita gente lá dentro (do Flamengo) não acreditava e eu provei para todos eles que eu tinha condições e tinha competência para assumir. O Delair (Dumbrosck, presidente em exercício) e o Marcos Braz (vice-presidente de futebol) me deram esse apoio no momento de mais críticas e isso foi muito importante. Àqueles que não acreditavam, espero que possam acreditar. Espero que pensem diferente a meu respeito”, desabafou Andrade. “Quando perceberam que o Flamengo estava na briga, já era tarde. Assumimos a ponta na penúltima rodada, e aí já era tarde. Agora eles têm de ficar lamentando”, prosseguiu o treinador, em alusão aos concorrentes diretos na briga pelo título nacional nesta última rodada. (Da ESPN)

20 comentários em “Na euforia, técnico campeão alfineta rivais

    1. Olhe, caro Alberto, vi parte do jogo, pois estava mais ligado obviamente no confronto do Engenhão, mas achei que o Grêmio jogou com seriedade e aplicação. Não vi facilidades, não.

      1. Caro Gerson, pra mim pareceu mais era “eu faço o primeiro gol , depois vc ganha de virada e assim ninguém desconfia” .

        No mais, a CBF já vinha há muito tempo tentando trazer o campeonato pro Rio.

  1. O Grêmio jogou com seriedade, isso é fato,mas não teve afinco para lutar pelo empate e muito menos pela vitória. Ficou em grande parte do jogo com aquele toque toque nada característico do futebol gaúcho. Nada contra. Isso não é abrir o jogo. Outra coisa, se o juizão não fosse tão conivente com a falta clara de Adriano no primeiro gol do flamengo e terminasse o primeiro tempo 1×0 Grêmio a coisa complicaria. No mais, fica a minha tristeza em ver paraenses comemorando títulos de um time de fora que, futebolisticamente querem enterrar o futebol do norte (ja está enterrado) e nordeste e que em termos de país acham que não fazemos parte do Brasil. Eu só torço para o Paysandu!

    1. “…Eu só torço para o Paysandu!… ”

      Então são dois!!!
      Pois eu também só torço pro paysandu, e apoiaria sem contestações a criação de uma nova confederação de futebol contemplando apenas o norte e nordeste do Brasil.

      1. Bom dia Gerson Nogueira e amigos Blogueiros;
        Assisti ao jogo todo e não vi facilidades do time Gremio ao flamengo, faltou porém conjunto, afinal, foram oito os titulares substituidos, a molecada que entrou correu muito(pela falta de entrosamento, mas, foram dígnos) e cansou, só isso.
        Essa parada do Grêmio, serviu para mostrar ao aLOPrado presidente do BICOLOR AMAZÔNICO, o valor da categoria sub 20; ontem, quem segurou a barra e evitou um histórico vexame, foram exatamente os da base, junto com os rejeitados, eternos reservas (lá também tem disso).
        Carlos Lira e Alberto Lima, EU também só torço pelo BICOLOR AMAZÔNICO!!! e tenho o mesmo entendimento quanto à criação de uma CIFI-Confederação Internacional de Futebol Independente, incluindo os nossos patrícios Amazônicos, isso não só é possível, como também exequível, haja vista, que ninguém perde algo que não possui, concorda? se o Norte Brasileiro é rejeitado pela sua entidade maior e prejudicado até, então temer o que????

      2. Seu comentário é a coisa mais coerente que li hoje!

        Amigo Silas concordo contigo, e, me empreste a sua caneta!

        Aonde Assino???

      3. Alberto, Carlos, Silas e eu …..

        Estive em Manaus semana passada e notei o qto eles vivem o futebol do sul (lê-se Flamengo), só que lá eles tem porque, já que não tem ninguém pra torcer, tirei até onda com o taxista mesmo com medo de levar uns tapas.

        Passei na Doca ontem e vi trânsito interditado, um monte de gente bêbada com camisas do Flamengo. Só muita carencia ou muita ipocrisia barata pra fazer aquilo.

        Torço pro Timão, mas fazer essa gritaria toda que fizeram eu só faço pelo PAPÃO.

  2. Gerson se o Grêmio tivesse interesse nesse jogo, ganharia, agora dizer que ele não entregou, me engana que eu gosto, apoio fazer um campeonato somente com os daqui e do nordeste, já que ele não gostam de vir aqui jogar, dizendo que é muito longe, deixa ele pra lá, nos não somos Brasil mesmo?

  3. Amigos do Blog;
    Essa manifestação exacerbada “pelos de fora” é como disse o Marcelo Maciel, muitíssma carência, e isso acontece pela falta de expressões regionais nos cenários Nacional e Internacional, apesar do BICOLOR AMAZÔNICO, já haver marcado o nome nessas esferas, porém reconheço que a falta de continuidade, provoca essas cenas de subserviniencia, até no prazer de torcer; mas, como diz um eminente Brasileiro “isso é questão de fôro íntimo” vai demorar ainda, para chegar essa alforria.
    Agora tratando do assunto da criação de Federações de Futebol Independentes e até de uma Confederação Internacional de Futebol, quando falo dos patrícios Amazônicos, refiro-me à Colombia, Perú, Venezuela, Suriname e as duas Guianas, principalmente a Francesa, com a qual mantínhamos intercambio na década de 70, época em que nossos times (Paisandu, remo e Tuna) participavam anualmente de torneios internacionais com times daquele país, penso que está faltando Cartola, para assumir essa bandeira; mas que é interessante, tenho certeza que o é.

  4. Camaradas, torcer pelo Flamengo ou São Paulo ou por qualquer clube do Centro-Sul, não é subserviência, mas reflexo da configuração da enormidade de nosso país e da tradição do futebol no Brasil ter começado por esse eixo. Precisamos ter o cuidado de não entrar em ondas paranóicas de provincianismos. O Flamengo é clube de massa e possui uma legião de torcedores no mundo inteiro. É um time globalizado e uma segunda referência cultural do país. Em qulaquer lugar do mundo, depois do verde amarelo, a referência é o “preto e vermelho” e isso não é de hoje. Portanto, devagar com a dor de cotovelo, pois depois do Flamengo, a maior torcida do país é a dos que torcem contra o simpático Mengão. Nenhum clube conseguiu essa projeção. E olha que há anos, o Flamengo não ganhava título de expressão. O meu São Paulo, por exemplo, tornou-se um clube com grande torcida a partir dos anos 90, mas pela simpatia que sempre despertou por seu competente futebol e graças também ao Mestre Telê. Mas, o Flamengo não. É mais que isso. É religião, é paixão nacional. É a síntese de nossa identidade antropológica e social, negra, popular e verdadeira. Só não percebe isso, quem não consegue compreender a mística rubro-negra. É um sentimento diferente por exemplo gerado por um outro clube que se aproxima dessa tradição, o Botafogo. Ainda assim, nos áureos momentos do Botafogo de Mané a Jair, quando o Flamengo era freguês permanente, nunca perdeu sua popularidade. Enfim, isso é o Flamengo, paixão somente explicada pela desrazão.

  5. “É a síntese de nossa identidade antropológica e social, negra, popular e verdadeira”.

    Só se for a sua, por que minha síntese é indígena, negra e amazônida, muito distante do carioca “bon vivant”.

    Para mim, torcer para times de fora indica um claro provincianismo e uma clara falta de identidade com a cultura local.

    Meu caro, quando vamos ao Sul (e eu ja tive a oportunidade de ir e parar para conversar com os mesmos) percebe-se uma clara convicção de que o Brasil termina ali por São Paulo, Minas e quiçá Bahia (na verdade Salvador).

    Assim, torcer para Remo ou Paysandu é questão de identidade, onde estiverem e como estiverem.

    No mais, devo dizer que eu não sou um defensor de uma liga independente, mas não posso acreditar que é normal fechar a Doca por um time e por uma cidade que esta (desculpa a expressão) cagando e andando para o Norte!

    Devo dizer que para fazer de Remo e Paysandu grandes como Grêmio e Inter, por exemplo, é preciso banir de nossas mentes a ideia de torcer por clubes que não representam a cores do nosso estado e da nossa cultura.

    “Eu só torço para o Paysandu”
    Carlos Lira

  6. No mais vale dizer que o futebol começou no Sudeste, mas logo foi incorporado ao resto do País.

    O Remo, por exemplo, é um clube centenário e portanto de uma tradição sem igual no Brasil.

    Vale dizer que o Grêmio é apenas um pouco mais velho que o Clube de Antônio Baena.

    Nesse sentido, não vale dizer que o Flamengo tem essa torcida por que o futebol começou pelo centro-sul.

    Vejo nessa situação outra razão, como as grandes redes de Tv só valorizarem os campeonatos cariocas e paulistas (isso ja ocorre a mais de 20 anos).

    E também, como ja foi dito, a atual falta de times em situações de competirem nacionalmente.

  7. Recomendo Roberto da Matta a vocês, antes de falar em identidade e cultura nacionais, por meio do futebol. Saaudações!

    1. Quando, realmente, existir apenas um Brasil, em que nossa região deixe de ser preterida, talvez concorde contigo!

      Fora isso Roberto da Matta é apenas um estudioso, ou melhor, um estudiólogo!

  8. Meu caro Cássio para falar de identidade recomendo inúmeros autores e não apenas um. Leia Hall, Fischer, Foucault, Tomaz Tadeu da Silva entre outros. Só para lhe dizer citando Stuart Hall: “A identidade é construída na diferença”, portanto meu caro, é saber que não sou do samba, muito menos do flamengo que que me torna paraense

  9. Mas, o Flamengo é a síntese da diferença. Não se trata aqui do discutível panótico de Foucault, muito menos da singularidade pós-moderna de Hall, mas o da construção identitária oriunda do reconhecer-se em si e no outro. Em perceber-se num “fazer-se” dialético no que a alma possa ter de unidade, sem deixar de resvalar na diversidade. Essa é a idéia de síntese, por isso, Da Matta ainda dá um bol caldo, apropriadamente atualizado numa boa leitura simbólica de Charthier e Castoriadis. O Flanengo é a nação encarnada na dor, na tragédia, na alegria e na redenção.

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