McCartney defende menor consumo de carne

Paul McCartney e os demais Beatles em foto de 1966, nos EUA.

O ex-beatle Paul McCartney disse nesta quinta-feira no Parlamento Europeu que não comer carne um dia por semana é a atitude individual mais eficaz para frear a mudança climática. “Não é tão difícil, eu garanto”, afirmou o músico, que discursou junto ao presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), o cientista indiano Rajendra Pachauri, na conferência “Less Meat = Less Heat” (“menos carne = menos calor”, em tradução livre).

Conhecido vegetariano e ativista meio ambiental, Paul interrompeu sua turnê europeia para defender a dieta vegetariana diante dos muitos presentes a sua visita ao Parlamento Europeu, que o receberam de pé e com uma grande salva de palmas. Em seu discurso, o ex-Beatle lembrou que decidiu se unir à causa de um dia por semana sem carne depois de ler um relatório das Nações Unidas publicado em 2006. Entre outros dados, o documento revelava que a produção de carne emite 18% dos gases do efeito estufa – mais até que o transporte, com 13% – e, além disso, é em grande parte responsável pelo desmatamento e pela escassez de água no planeta.

“Produzir um hambúrguer consome a mesma quantidade de água que um banho de quatro horas”, afirmou o músico de Liverpool. Algumas cidades já adotaram esta iniciativa, como Gent (Bélgica) ou Baltimore (Estados Unidos), onde os refeitórios escolares não servem carne uma vez por semana. (Da Folha de S. Paulo)

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