Coluna: Os 12 passos tricolores

O Fluminense, que já ostenta o privilégio de ter o hino mais bonito entre os grandes clubes brasileiros, está muito perto de alcançar outra façanha: a de melhor volta por cima de todos os tempos na Série A. Os americanos valorizam tanto esses gestos de bravura indômita que atribuem um prêmio no fim de toda temporada – Ronaldo Fenômeno ganhou o dele, depois que retornou gloriosamente aos campos em 2002. 
No Brasil, a tradição é valorizar somente os campeões, cantados em prosa e verso. O vice-campeão ou aquele time que se safa por um triz da ribanceira nunca recebe o devido reconhecimento. E o Fluminense, por tudo que tem mostrado nas últimas 12 partidas, tem plenas condições de fazer história nas próximas três rodadas do Brasileiro.
Ao final do turno, estava em frangalhos. Era dado, com razão, como carta fora do baralho. Tinha apenas três vitórias. A confiança e o orgulho foram readquiridos depois que o comando saiu das mãos de Carlos Alberto Parreira e foi entregue a Cuca, outro que tinha trabalhos recentes bastante contestados. Juntaram-se dois processos de reconstrução e o resultado tem sido heróico, quase miraculoso.
A parte visível da mudança começou com o afastamento de jogadores experientes (Luiz Alberto, Roni, Rui, Fernando Henrique), substituídos pela jovem geração tricolor, formada em Xerém e pouco aproveitada até então. Maicon, Alan, Marquinhos, Digão e Rafael foram promovidos e, ao lado de Fred, Gum e Conca, estão reescrevendo corajosamente a história tricolor neste campeonato, com raça e bom futebol.
Dá gosto ver o Flu jogar. E o padrão é o mesmo, seja no Brasileiro ou na Sul-Americana. Uma das melhores exibições de um time nacional nesta temporada foi, seguramente, contra o Cerro Porteño dentro de Assunção. Além de superar a tibieza do árbitro argentino, teve forças para sair vencedor de um jogo em que o adversário só se preocupou em dar pancada.
Na bola, usando o drible e a velocidade como armas de dominação, o Flu dominou as ações e acabou triunfando, com inteira justiça. Anteontem, na volta, a atuação não foi tão categórica, mas o espírito de superação garantiu a ida à final da Copa.
Enganam-se os que ainda julgam que tudo não passa de sorte. O time está jogando como poucos da Série A, juntando técnica e disposição em perfeito equilíbrio. Arrisco dizer que, se tivesse começado bem, estaria na briga direta do G-4. Apesar do retrospecto de viradas de mesa, desta vez o Fluminense não merece mesmo cair.   
 
 
A pinimba envolvendo o presidente Luiz Omar Pinheiro e o deputado estadual Robgol, além de gratuita, não faz justiça ao empenho que o ex-jogador tem demonstrado em ajudar seu ex-clube. Doou um placar eletrônico para a Curuzu e destinou ao Paissandu, através de emenda parlamentar, verba de R$ 100 mil. O dinheiro não teve aplicação comprovada e daí surgiu a discórdia, turbinada pelos justificados elogios que Robgol faz à administração de Artur Tourinho, presidente mais vitorioso da história do futebol paraense. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 20)

6 comentários em “Coluna: Os 12 passos tricolores

  1. Gerson, hoje vou discordar de você. Não consigo enxergar grande coisa nesse time do Fluminense além da raça de alguns e jovialidade de outros.
    Como já disse anteriormente, o jogo contra o Cerro mostrou um time limitado, com um meio-de-campo onde a estrela do Conca brilha sozinha tendo como companhia a voluntariedade do Diguinho.
    Pode ser que eu esteja enganado, mas acho que esse time já deu o que tinha prá dar.
    _________________________________Com relação Paysandu, acho que o Robson está certíssimo em cobrar a destinação dada ao dinheiro conseguido via emenda parlamentar.
    Se todos tomassem esse tipo de posição, o futebol paraense não estaria do jeito que está.
    Está na hora do LOP parar de esfregar na cara da torcida que ele botou dinheiro no clube.
    Essa administração caminha para ser uma das mais desastradas e patéticas da história do clube.

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  2. Só quem não quer enxergar não consegue vê o qto o Róbson quer se promover as custas do clube.

    Deputado, vc está “chateado” só por uma cancelamento de amistoso que foi um consenso entre diretoria e comissão técnica?

    Quem tem qualquer interesse neste amistoso, além do Robson, levante a mão.

    O Robgol tem trânsito na Curuzu, não lhe custaria nada chegar ao presidente e questioná-lo sobre a verba da academia, coisa de gente séria e de um político que cobra.

    Tô de saco cheio dessas pessoas que não podem vê um microfone que ficxa doido pra lavar roupa suja, coisa de gente covarde.

    Pq não desisto????

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  3. Grande Acácio, a questão é que esse time estava completamente destroçado e conseguiu se reerguer. Acredite: há mérito e talento nisso.

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  4. Será se o Deputado Róbson está pensando em convidar o REMO para fazer esse amistoso ???

    Afinal de contas, o REMO terá o seu PLACAR ELETRÔNICO e o equipamento não será apenas ELÉTRICO como o da CURUZU.

    Sou favorável que o Róbson acerte esse amistoso com O MAIS QUERIDO.

    Tomara que ninguém sinta CIÚMES e nem INVEJA.

    … rsrsrs …

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