STJD pode punir briga entre jogadores tricolores

O departamento jurídico do São Paulo está preocupando com o julgamento de Borges, Dagoberto e Jean, mas pode ter ainda mais trabalho na sequência do Brasileiro. O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Paulo Schmitt, solicitou as imagens da briga entre André Dias e Hugo, que trocaram tapas durante a vitória do Tricolor sobre o Vitória, na noite de sábado. “Já solicitei as imagens e devo recebê-las nesta semana para decidir se haverá denúncia. Vou ver se houve ato de hostilidade entre atletas da mesma equipe. O código prevê (punição) mesmo sendo com jogadores do mesmo time”, explicou o procurador, em contato por telefone.
Durante o primeiro tempo da partida, ainda com o placar sem gols, André Dias se irritou com o posicionamento dos companheiros depois de uma bola levantada por Ramon na área do Tricolor. O zagueiro, então, empurrou o meia Hugo, que revidou com um tapa. 

Pior que a atitude de André Dias e Hugo foi a pusilanimidade de um comentarista do Sportv, que ficou justificando a indisciplina dos dois jogadores como “desentendimento”, “rusga” e “adrelina”. Um babaca total… Aliás, André Dias é reincidente: já havia feito a mesma presepada quando defendia o Paissandu na Série A 2003 e brigou com Rodrigo, seu companheiro de time, em jogo contra o Vasco no Mangueirão. Ambos foram expulsos de campo e o Papão perdeu o jogo.

8 comentários em “STJD pode punir briga entre jogadores tricolores

  1. Gerson , eu estava assistindo o jogo e na hora da briga entre os jogadores, lembrei-me do jogo a que você se refere pelo brasileirão 2003.

    Por que o árbitro não expulsou os dois jogadores?

    Será que pelo fato de serem do SPFC o árbitro amarelou?

    Se fosse dois jogadores do Paysandu, com certeza seriam expulso como foram os dois a que você se referiu no jogo contgra o Vasco.

  2. Tá bravo, hoje, Gerson? Eu sei, é o seu estilo franco e direto, conforme você uma vez já explicou aqui mesmo neste espaço. É, mas depois dos adjetivos com os quais você contemplou o comentarista da sportv (quem era?), fica meio preocupante escrever para discordar da sua opinião, ainda que em parte. Bom, mas aqui vou eu: é verdade que alguns comentaristas (e locutores) da sportv, como de resto das demais TVs que cobrem minoritariamente o Brasileirão da série A (Gazeta, Band, ESPN, Record etc) muitas vezes ultrapassam as medidas, principalmente quando não conseguem esconder a sua preferência clubística ou alguma animosidade com algum jogador ou dirigente envolvido na partida em transmissão; também é verdade que se os “brigões” fossem de um clube de menor expressão a expulsão era certa; idem que a atitude dos jogadores, em tese, admitia a expulsão. Mas, sinceramente, com todo o respeito às opiniões em contrário, nos limites do caso concreto (os que as imagens permitiram conhecer), não me repugnou a atitude do árbitro. Os ânimos findaram serenando, não ocorreu nenhum prejuízo físico-material para ninguém, a ocorrência não gerou nenhum tumulto prejudicial ao andamento do jogo, o incidente não colocou em cheque a autoridade do árbitro etc. Enfim, ressalvada a existência de algum elemento escuso motivador da atitude do árbitro, do qual, naturalmente, não me foi possível tomar conhecimento, me pareceu que o comportamento do mesmo, na ocasião, foi marcado pela razoabilidade e proporcionalidade.

    1. Eu emiti uma opinião, caro Antonio. Desculpe se pareci azedo em excesso. Quem acompanha o blog no dia-a-dia, sabe que não fico no muro nunca. De mais a mais, blog serve justamente para se extravazar posições bem pessoais. No caso do jogo do SP e da briga entre os atletas, não condeno a atitude do árbitro. Ele usou de um critério lá dele e não cabe aqui julgar isso. Critiquei, como cronista, a atitude frouxa e claramente preocupada em acomodar as coisas. Ora, dois atletas profissionais de um mesmo time saem no tapa e quem comenta fica dizendo que aquilo é normal, é do calor da partida… é adrenalina pura… ora, ora, é indisciplina e péssimo exemplo para o torcedor, isto sim. Minha opinião foi nesse sentido, e não creio que seja suficiente para desestimular a livre manifestação aqui no blog – que não censura ninguém, desde que o autor do comentário se identifique, obviamente.

      1. Gerson,
        Esteja à vontade. Não há o que desculpar. Quanto a desestímulo, também não creio. Tanto é verdade, que eu próprio me manifestei, e, livremente, como, aliás, tem sido das outras vezes.

  3. GERSON, outro dia você se queixava que tinha virado CLICHÊ esse negócio de CULPAR a IMPRENSA.

    Questiono-lhe: – Não seria melhor assumir que ao invés de CLICHÊ, a mencionada ANIMOSIDADE contra a IMPRENSA já virou um verdadeiro “CHICLETE MASCADO E SEM GOSTO” ???

    Pelo seguinte, você que é da IMPRENSA, deliberadamente FULMINOU, DETONOU com o seu COLEGA DE PROFISSÃO da SPORTV que OBVIAMENTE também faz parte da IMPRENSA.

    Você se referiu ao seu COLEGA DE PROFISSÃO, rotulando-o de “UM BABACA TOTAL…”.

    Foi ou não foi ????

    GERSON NOGUEIRA, por gentileza, responda:

    Por que você está fazendo um REBAIXAMENTO MORAL da IMPRENSA ???

    Por que você está DESMORALIZANDO a IMPRENSA ???

    Por que você está DESCREDIBILIZANDO a IMPRENSA ???

    Eu quero SABER e eu sei que inclusive você, quer saber também.

    Muito Obrigado !!!

    1. Meu caro,
      Não distorça o sentido das minhas palavras. Minha crítica foi direta e pontual, sem dubiedades. Quanto a descredibilizar ou “desmoralizar” a imprensa, menos, meu caro, menos. Devagar com o andor que o santinho é de argila. Vou repetir o óbvio: fiz uma observação pessoal sobre uma incontinência verbal que testemunhei. Já deve ter observado que não cultivo o corporativismo. Do mesmo jeito que me arvoro a criticar dirigentes e árbitros, como qualquer observador do esporte bretão, acho coerente apontar falhas grosseiras de coleguinhas de profissão. Do mesmo jeito que estou aberto a críticas, suas ou de quem quer que seja. Não existe a perfeição – ou, quando muito, é uma meta, como diria o poeta Gil. Isso, contudo, não nos trava do legítimo direito de esperar que profissionais cuidem bem de seu ofício. Desconhecia seu perfil de paladino dos fracos, oprimidos e ofendidos. Parabéns, a causa é nobre. Mas o comentário está mantido, com todas as vírgulas e acentos. O que o dito comentarista cometeu foi a mais deslavada babaquice, digna de qualquer perna-de-pau da crônica esportiva. É minha opinião, sinto muito se feri suscetibilidades. Vida que segue. E mais: torço para que o falso moralismo e o excesso de melindres não afetem o senso crítico de ninguém.

      1. Escriba GERSON, essa sua RESPOSTA de 20 (vinte) linhas, ficou classificada entre as que buscam por uma DESNECESSÁRIA e ESTRANHA PROLIXIDADE. Senão vejamos:

        COM RELAÇÃO AO COMENTARISTA DA SPORTV A QUEM VOCÊ XINGOU DE “BABACA TOTAL”:

        Ela, repito, sua RESPOSTA, tem a característica de ser COMPROMETEDORAMENTE LATENTE para quem no mínimo esperava por uma INDISPENSÁVEL RETRATAÇÃO, no caso o OFENDIDO (o seu ILUSTRE COLEGA de IMPRENSA).

        Antes você, através da ÉTICA, tivesse feito uma CRÍTICA CONTRUTIVA ao OFENDIDO EM QUESTÃO, mas, você “apenas” o HUMILHOU diante da sua própria CATEGORIA PROFISSIONAL. Né ?

        Agora você cita-o PEJORATIVAMENTE como sendo “COLEGUINHA DE PROFISSÃO”. Né ?
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        COM RELAÇÃO A MIM, QUE VOCÊ ALEGA SER EU QUEM DISTORCE O SENTIDO DAS SUAS PALAVRAS:

        Por que VOCÊ não fez sequer uma citação sobre o que foi distorcido ??? “UÉ ?!?!?”

        Relaciono ABAIXO, as suas EVASIVAS:

        Esse seu devaneio do tipo: “DEVAGAR COM O ANDOR QUE O SANTINHO É DE ARGILA” é de uma INCOMPREENSÃO tipicamente de quem se sente injustificavelmente INSEGURO.

        Você me impõe a COMPREENDER que “NÃO CULTIVA O CORPORATIVISMO”: É também uma INCOMPREENSÃO tipicamente de quem por se sentir INSEGURO, resolve “CHOVER NO MOLHADO”. Afinal, pra que me interessaria saber se você É CONTRA ou A FAVOR por SISTEMAS EM QUE AS CLASSES PRODUTORAS SE REUNEMEM EM CORPORAÇÕES, SOB FISCALIZAÇÃO DO ESTADO ou de qualquer outra ENTIDADE ???
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        Eu vou parar por aqui, porque de mais a mais, o resto da sua resposta continuou meio “ZEN”, e sinto-me por ora no DEVER de praticar o BOM SENSO em POUPA-LO, portanto, aproveito o ensejo para DEVOLVER-LHE a sua RÉPLICA de 20 (vinte) linhas, para quem sabe, proceder com as devidas CORREÇÕES no campo da EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA.
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        Cds… Sds…

      2. Caro Alencar, em nome da concórdia, não farei a tréplica. Julgo o tema cansativo para os demais colaboradores. Tudo bem, vamos em frente.

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