MST denuncia perseguição política à OEA

Por Christina Lemos

Os sem-terra botaram a boca do trombone – desta vez com alcance mundial. João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST, foi a Washington denunciar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA) o que chamou de processo de repressão e criminalização dos trabalhadores rurais que lutam pela terra no Brasil.

A iniciativa é uma reação à CPI recém criada no congresso. O MST afirma que a comissão de inquérito é um “instrumento ideológico” destinado a paralisar a reforma agrária e desgastar o movimento. E ataca setores do judiciário, que teriam  “uma relação promíscua com as elites locais e com o latifúndio”, afirma Rodrigues.

O líder sem-terra pede o acompanhamento próximo de autoridades da ONU ao que se passa no Brasil, no que diz respeito à reforma agrária. O gesto tem impacto relativo. Mas é uma manifestação clara de quem pode estar perdendo interlocutores e defensores internos.

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