O adeus de Mestre Verequete

Morreu, na manhã desta terça-feira, no hospital Barros Barreto, o cantor e compositor Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, aos 93 anos. Símbolo da chamada música paraense de raiz, Verequete ficou famoso como compositor popular de carimbó, o ritmo afro-indígena típico do Estado. A história do músico virou o documentário “Chama Verequete”, de 2002, que, no mesmo ano, conquistou Menção Honrosa, no Festival de Curitiba, e Melhor Música, no Festival de Gramado.
Augusto Gomes Rodrigues nasceu na localidade de Careca, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança, no dia 26 de agosto de 1916. Aos três anos, após perder a mãe, mudou-se com o pai para a cidade de Ourém, onde começou sua trajetória artística, no terreiro da “Negra Piticó”. Cantor e compositor de carimbó, Verequete foi um dos primeiros divulgadores do ritmo nos subúrbios de Belém. Organizou o conjunto “O Uirapuru”, em Icoaraci, e gravou seu primeiro disco em 1970, reunindo uma série de temas de carimbó.

O velório acontece no hall de entrada do Teatro da Paz e o sepultamento está marcado para esta quarta-feira, às 16h, no cemitério Parque das Palmeiras.

8 comentários em “O adeus de Mestre Verequete

  1. Lucindo e Verequete foram, cada um a seu estilo e representação sociocultural, as maiores expressões do carimbó da cultura local. Perde a cultura tradicional, um de seus últimos pilares.

  2. Verequete morreu como nasceu e viveu, sem muita assistência. O poder público nunca lhe deu o valor que merecia, nunca!

    Que seja saudado no céu.

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