Fase de Bruno lembra milagres de Dida

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Por Paulo Vinícius Coelho

O Flamengo fez 1 x 0 com Adriano, escorando o cruzamento de Leonardo Moura. Um gol brilhante. E, então, recuou. Sem Petkovic em sua melhor forma, para fazer a bola parar no meio-de-campo, sem poder de marcação do lado esquerdo, por onde saíam Pará e Rodrigo Souto, o Flamengo observou o Santos tomar conta do campo. Teve posse de bola que não conseguiu transformar em chances de gol. Ops… Não conseguiu transformar em penetração na grande área, mas em chance de gol, sim. Nos dois pênaltis desperdiçados por Paulo Henrique Ganso.
Vale dizer que o melhor jogador do Flamengo no Brasileirão não é Bruno. É Adriano. Em segundo lugar, Petkovic. Mas é impossível negar a importância do goleiro rubro-negro.
A importância e os números históricos. Bruno junta os dois pênaltis defendidos contra o Santos ao que espalmou na cobrança de Lúcio Flávio, domingo passado, contra o Botafogo. Três pênaltis defendidos assim, em seguida, lembram o que fez Dida, entre 1999 e 2000, quando era do Corinthians.
Em 24 de novembro de 1999, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, Dida defendeu uma cobrança de Marcelo Souza, do Guarani. O Corinthians empatou por 1 x 1 e classificou-se para as semifinais. Quatro dias mais tarde, 28 de novembro, semifinal contra o São Paulo e Dida defendeu duas cobranças de Raí — atenção, não foi uma cobrança repetida, mas dois pênaltis marcados por Edílson Pereira de Carvalho, em que o goleiro corintiano evitou os gols de Raí. O Corinthians seria cmapeão brasileiro na decisão contra o Atlético Mineiro, em três jogos em que não houve pênalti marcado. Dida só teria outro pênalti marcado contra si na partida contra o Real Madrid, em 7 de janeiro de 2000, no empate por 2 x 2 que classificou os corintianos para a decisão contra o Vasco. O costa-riquenho William Veja marcou e Anelka cobrou. Dida defendeu.
Quatro pênaltis seguidos defendidos por Dida, contra Marcelo Souza (Guarani), Raí (São Paulo, duas vezes) e Anelka (Real Madrid). Quatro pênaltis seguidos é recorde na história do Corinthians. Bruno pode ser recordista no Flamengo.
Vale a lembrança de que Bruno defendeu pênalti de Romário no empate por 0 x 0 entre Atlético Mineiro e Vasco que, em 2005, rebaixou o Galo.
E que a série de quatro pênaltis seguidos defendidos por Dida só terminou em 14 de março, quando o paraguaio Esteche converteu cobrança para o Olimpia, no empate por 2 x 2 entre o Corinthians e o clube paraguaio, pela Copa Libertadores, no Defensores del Chaco.

2 comentários em “Fase de Bruno lembra milagres de Dida

  1. Égua desse Ganso! Perdeu dois pênaltis num jogo só, sem falar no fracasso do sub-20. O que será que acontece com os jogadores do Pará? Será que é tremedeira ou exagero da mídia? Ou das duas coisas?

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  2. Cleiton,
    Também achei terrível a apatia dele nas cobranças. Pior foi no segundo penal. Quando o Bruno defendeu, ele virou as costas se lamentando e a bola ainda estava em jogo, com um santista cruzando para a pequena área!!! Se sou o técnico, botava esse moleque no banco e treinando penais o dia inteiro.

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