Torcida de terceiro mundo

O jornal O Globo publicou matéria do repórter Bernardo Pombo, mostrando a abissal diferença entre a média de público dos clubes europeus e brasileiros. O objetivo era apontar a necessidade de evolução do futebol brasileiro fora de campo. O líder de público do Brasileiro é o Atlético-MG, que seria apenas o 35º em bilheteria no Velho Continente. Segundo colocado, o Flamengo seria o 47º na Europa.

50 clubes com maior média de público na Europa como mandantes:

1 – Manchester United – Inglaterra – 75.304
2 – Borussia Dortmund – Alemanha – 74.748
3 – Barcelona – Espanha – 71.045
4 – Real Madrid – Espanha – 70.816
5 – Bayern Munique – Alemanha – 69.000
6 – Schalke 04 – Alemanha – 61.442
7 – Arsenal – Inglaterra – 60.040
8 – Milan – Itália – 59.757
9 – Celtic – Escócia – 57.366
10 – Hamburgo – Alemanha – 54.881
11 – Hertha Berlim – Alemanha – 52.165
12 – Olympique Marselha – França – 52.162
13 – Internazionale – Itália – 55.520
14 – Stuttgart – Alemanha – 51.700
15 – Colônia – Alemanha – 50.222
16 – Rangers – Escócia – 49.534
17 – Ajax – Holanda – 49.014
18 – Newcastle – Inglaterra – 48.750
19 – Borussia Monchengladbach – Alemanha – 47.240
20 – Frankfurt – Alemanha – 47.000
21 – Atlético de Madri – Espanha – 44.082
22 – Feyenoord – Holanda – 43.956
23 – Liverpool – Inglaterra – 43.611
24 – Manchester City – Inglaterra – 42.903
25 – Hannover – Alemanha – 41.919
26 – Sevilla – Espanha – 41.910
27 – Chelsea – Inglaterra – 41.588
28 – Paris Saint Germain – França – 40.902
29 – Werder Bremen – Alemanha – 40.375
30 – Nápoli – Itália – 40.303

3 comentários em “Torcida de terceiro mundo

  1. Gerson, não precisa ir muito longe para aferirmos a incompetência tupiniquim quando se trata de encarar o futebol como negócio. Aqui em Belém, Remo e Paysandu dão uma aula de marketing negativo e de como não se deve conquistar o torcedor, desrespeitando-0 e tratando-o como gado. E olha que isso é um contra-senso, pois os clubes vivem de renda, como se ainda estivessem nos anos 60, 70 e 80. E o pior é ter que ouvir asneiras de certos “dirigentes”, que perante os insucessos de ocasião ainda culpam o torcedor pelo “não comparecimento” aos jogos dos clubes!
    O torcedor brasileiro é, de fato um herói. O torcedor paraense então nem se fala, pois frequenta os “estádios” (muquifos) daqui por pura paixão e teimosia . Já nem é mais herói, pois suplantou essa condição. Continuando a utilizar os termos da mitologia grega, é na verdade um “semi-deus”…

  2. Gerson, a comparação é ótima, não ? pois no espanhol, Ingles e italiano o futebol, administrativamente falando, é parecido o daqui, he he he …

  3. A dependência dos clubes com as torcidas, não é uma característica que se possa imputar somente aos tupiniquins, embora, eles precisem sim das suas torcidas praticamente 100% para as suas receitas no final do mês.
    O post acima deixa claro que todo e qualquer time precisa de suas respectivas nações clubista, sendo necessário dizer que: uns mais outros menos, que é o caso dos europeus mais bem organizado na relação com a torcida, nem tanto administrativamente, já que convivem com dívidas gigantesca, mas o principal eles conseguem, manter um elenco que possa chamar a atenção, atraindo seus torcedores aos estádios.
    As melhorias têm um custo, aliás, que toda inserção de melhoria gerará um custo adicional e os clubes europeus, ao facilitar a vida dos torcedores em seus estádios estabelece os valores dos ingressos entre 30 e 50 euros (R$ 81,00 e R$ 130), todos os jogos.
    Será que, aqui em Belém, Remo e Paysandu conseguindo melhorar a relação com suas torcidas, contratando bons jogadores para seus elencos e principalmente elevando o valor mínimo dos ingressos para R$ 25,00 no parazão, por exemplo, às torcidas lotariam os estádios? Confirmando a tese, de que é o povão que comparecem nos estádios, já que os tidos como melhor remunerados só querem… O povão assalariado não teria condições e os que têm, mesmo gostando de falar sobre o assunto, preferem à sombra, não saem de sua zona de conforto, mas no dia seguinte estão imponentes com seus comentários hilariantes.

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