Mundico vai decidir título da Série D

O São Raimundo está na final do Brasileiro da Série D. Empatou, em Natal, na tarde deste domingo, com o Alecrim em 2 a 2 e vai decidir o título da competição com o Macaé (RJ). O time santareno soube controlar a pressão dos donos da casa e saiu com o empate que lhe interessava, pois venceu a primeira partida em Santarém, por 3 a 1.

Precisando vencer por dois gols de vantagem, o Alecrim partiu para cima desde o começo do jogo. Aos dois minutos, Eduardo Igor bateu forte na entrada da área e a bola passou raspando o travessão. A primeira chance do Mundico surgiu aos nove minutos, quando Beto arriscou de longa distância e assustou Isaías, mas a bola passou por cima do gol. O São Raimundo pressionou e, no final do primeiro tempo, abriu o placar. Aos 44 minutos, Rafael Oliveira aproveitou cruzamento e cabeceou firme, sem chances para o goleiro adversário. 

Na etapa final, depois de atacar seguidamente, o Alecrim chegou ao empate. Aos 17 minutos, após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Torona, que chutou para o gol aberto. Mas, aos 25 minutos, veio o gol que salvou o Mundico: Déo Curuçá invadiu a área, driblou Daniel e tocou na saída do goleiro adversário, para desempatar. Aos 48 minutos, Chapinha recebeu passe dentro da área e bateu firme, sem chances para Labilá, empatando novamente.

Ficha técnica do jogo

Alecrim 2 x 2 São Raimundo
Local: Estádio Machadão, em Natal (RN)
Árbitro: José Renato Albuquerque Soares (PB)

Alecrim – Isaías; Geílson, Pantera e Rafael (Fernandes); Eduardo Igor, Val, Fabiano Silva, Chapinha e Marciano (Daniel); Thiago Potiguar e Maurício Pantera (Torona). Técnico: Leandro Sena.

São Raimundo – Labilá; Ceará, Filho, Preto Marabá e João Pedro (Maurian); Beto, Marcelo Pitbull, Trindade e Michel; Déo Curuçá (Hallace) e Rafael (Cleberton). Técnico: Lúcio Santarém.

(Com informações da Rádio Clube, AFI e Bola)

Paraíba vai reforçar o S. Paulo

PARAÍBA

Da ESPN

O meia Marcelinho Paraíba, do Coritiba, será apresentado como novo reforço do São Paulo em janeiro. O acordo entre as partes já está fechado e o jogador, que disputa o Campeonato Brasileiro pelo Coritiba, é o primeiro reforço para a próxima temporada. A diretoria tricolor, no entanto, prefere disfarçar. “Estamos pensando no título, esse é o nosso foco”, disse o diretor João Paulo de Jesus Lopes: “Contratações apenas quando o Brasileiro terminar”.

O técnico Ricardo Gomes também não comenta sobre o assunto, mas revela que já conversou com a diretoria sobre reforços. “Já conversei e a diretoria sabe as posições que temos de focar. O São Paulo tem um bom planejamento, antecipa bastante e isso é muito bom”, despistou. Marcelinho retorna ao São Paulo nove anos depois. Em sua primeira passagem, teve uma participação de destaque. Seu contrato com o time paranaense vai até o meio do ano que vem, mas uma cláusula permite o rompimento do vínculo caso surja uma proposta vantajosa.

Tudo a ver. Com esse cabelo, Paraíba vai formar linda dupla com Ricky na meiúca.

Button faz grande corrida e leva o título

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Do Folhaonline

O brasileiro Rubens Barrichello falhou na missão de levar a decisão da temporada 2009 para a última prova e viu seu companheiro de Brawn GP, o inglês Jenson Button, conquistar neste domingo, no GP do Brasil, o título de campeão mundial de F-1. Apesar de largar na pole em Interlagos, Barrichello não conseguiu se manter na primeira colocação, perdeu posições e terminou no oitavo lugar. A vitória ficou com o australiano Mark Webber (Red Bull), seguido pelo polonês Robert Kubica (BMW) e pelo inglês Lewis Hamilton (McLaren).

Button, ao contrário de Barrichello, teve uma ótima perfomance. Largando da 14ª colocação, o campeão mundial de 2009 abandonou a postura cautelosa das últimas provas, mostrou-se arrojado com uma série de ultrapassagens e chegou em quinto. Com isso, o inglês foi a 89 pontos, deixando para trás Barrichello (72) e o alemão Sebastian Vettel (74), da Red Bull, que chegou em quarto. Os dois pilotos ainda tinham chances matemáticas de ganhar o título.

O Barriquebra correu como nunca e chegou como sempre – lá atrás.

Tribuna do torcedor

Por Carlos Zahlouth

Se a CBF e os clubes dos 13 dobrarem-se aos interesses da TV Globo quanto a fórmula de disputa do Brasileirão,  será o golpe fatal no já combalido futebol brasileiro. Não dá para aceitar que um futebol penta-campeão do mundo somente consiga sobreviver graças  às verbas da Globo. Vou mais longe no meu raciocionio: é a Globo que depende do futebol brasileiro e não o contrário. Chegou o momento dos nossos dirigentes se imporem e fazerem um calendário que atenda os interesses dos clubes, que são os verdadeiros donos do espetáculo. Para citar apenas um exemplo do absurdo: horário de verão, final de temporada, com a maioria dos jogadores já estourados fisicamente e, para atender os interesses da Tv, marcam-se jogos para as 15:00 horas. Se a CBF fizer um calendário coerente em termos de datas e horários e abrir concorrência entre as TVs, duvidos que a Globo abra mão das transmissões. Vai aceitar calendário, horários e ainda vai pagar muito mais do que paga atualmente.

Coluna: Em defesa das finais

Futebol é coisa muita séria – para a maioria das pessoas envolvidas. Há até quem adoeça, perca o sono ou brigue com a mulher quando seu time vai mal. O certo é que quase ninguém fica indiferente quando o assunto é bola. Por isso mesmo, qualquer discussão sobre a forma de disputa do Campeonato Brasileiro se transforma de súbito em debate nacional de alta relevância, capaz de dividir opiniões e criar antagonismos.
A adoção dos pontos corridos, que copia a boa prática instaurada nos certames europeus, vigora há sete anos e aos poucos vem se consolidando, estendendo-se à Segunda Divisão. Ocorre que o campeonato está a um passo de voltar aos esquemas que misturam play-offs e cruzamentos em mata-mata e outras ginásticas que confundem a cabeça do torcedor.
O grande apelo do sistema de pontos é a justiça final. Quando a competição termina, ninguém pode duvidar da legitimidade do campeão. No outro extremo, a fórmula de quadrangulares e octogonais decisivos é sempre um prato cheio para queixas e críticas por parte de quem perde.
Em 2002, por exemplo, o Santos de Robinho e Diego sagrou-se campeão depois de se classificar em 8º lugar para as finais. Era indiscutivelmente um bom time, exibia futebol ofensivo, encantava com as pedaladas de Robinho e os lançamentos de Diego, mas a conquista até hoje gera questionamentos. Por coincidência, foi o último Brasileiro jogado no modelo antigo. 
A Globo, que detém os direitos de transmissão do certame e muda horários de jogos com a maior sem-cerimônia, tenta modificar a forma de disputa e peita o Clube dos 13 para reinstituir o mata-mata velho de guerra. A nova velha fórmula prevê dois turnos, com jogos em ida e volta, como hoje, e classificação direta à Libertadores dos três primeiros colocados.
Para definir o campeão, porém, a Globo defende a disputa extra entre os oito primeiros. Se um dos três primeiros na pontuação conquistar o título, o quarto colocado leva a outra vaga da Libertadores. Caso o campeão seja o quinto, o sexto, o sétimo ou o oitavo, este ficaria com a vaga no torneio continental. As conversas avançam e não duvido que os cartolas já tenham aceitado a ideia.
Além do óbvio desespero da Globo por mais audiência, é inegável que o sistema atual valoriza o mérito e premia os clubes bem estruturados, mas cria certo anticlímax, reservando a uma só torcida as emoções finais. Uma alternativa seria o sistema intermediário, com duas partidas decisivas entre os vencedores de turnos, sendo campeão antecipado aquele que, eventualmente, ganhasse as duas fases. É o único jeito de adicionar mais tempero ao torneio, sem descaracterizar os pontos corridos. 
 
 
O Pará tem excelente chance de seguir em frente na Série D. No jogo desta tarde, em Natal, pelas semifinais da competição, o S. Raimundo precisa administrar a posse de bola, conter a ansiedade e resguardar bem a defesa. Sem cair na tentação do recuo excessivo que atrai o adversário e aumenta consideravelmente os riscos de faltas perto da área ou até pênaltis.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 18)