A quem interessar possa…

Agenda do presidente Lula para esta sexta-feira, 16:

07h30 Café da manhã, no Lote 1 do Eixo Norte – Cabrobó (PE)

08h45 Visita às obras de concretagem do canal do Eixo Norte

09h15 Visita às obras de construção de barragem

10h Encontro com trabalhadores das obras do Eixo Norte 

12h45 Visita à Vila Produtiva Rural Junco

13h30 Cerimônia alusiva à visita à Vila Produtiva Rural Junco

15h30 Deslocamento, em helicóptero, para Juazeiro do Norte (CE), com sobrevoo da rodovia Transnordestina 

16h30 Partida para Brasília (DF), no aeroporto de Juazeiro do Norte

18h30 Chegada à Base Aérea de Brasília

(Fonte: Secretaria de Imprensa da Presidência)

Gangues na mira da polícia

A criação do Tribunal Especial do Torcedor, que garantiria todos os direitos aos torcedores comuns contra os vândalos que frequentam estádios de futebol, é vista pela Polícia Militar do Pará como uma das principais alternativas para coibir a violência antes, durante e depois dos jogos. A avaliação é feita pelo major PM Luiz Carlos Rayol. “Seria uma maneira de enquadrar quem praticasse algum ato criminoso durante os jogos”, afirmou o major. É uma medida que já foi adotada em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. 
A preocupação com a violência protagonizada por torcidas uniformizadas voltou a ser tema de debates depois do confronto entre as supostamente extintas torcidas organizadas Remoçada e Terror Bicolor, na terça-feira (13) à tarde na avenida Almirante Barroso e dentro do Baenão, estádio pertencente ao Clube do Remo. 
A PM vai convocar dirigentes dos clubes e Federação Paraense de Futebol (FPF) para uma reunião visando o próximo Re-Pa sub-20, marcada para a terça-feira da semana que vem. Entre as medidas que podem ser adotadas está a do torcedor único – no caso, como a partida está prevista para a Curuzu, apenas a torcida bicolor teria acesso às arquibancadas.

Argentinos rejeitam estilo Maçaranduba

brazos

Da ESPN

A Argentina conseguiu a vaga para a Copa de 2010, ao ganhar do Uruguai na noite de quarta-feira, mas a classificação não amenizou as críticas que Maradona tem recebido. Em pesquisas na internet, os torcedores seguem defendendo a troca de comando na seleção. E a imprensa ataca o treinador, principalmente após a raivosa entrevista coletiva que ele deu ainda em Montevidéu.

Ainda dentro de campo, durante a comemoração pela classificação, Maradona se virou para os jornalistas que o cercavam e gritou: “Chupem, agora!”. Depois, na entrevista coletiva, ele voltou a atacar a imprensa argentina. “Eu tenho memória e vou lembrar mais do que nunca dessa relação com vocês. Eu não vou esquecer como fui tratado”, afirmou o treinador da seleção.

As “grosserias” de Maradona foram chamadas de “vergonhosas” pela imprensa argentina nesta quinta-feira. “Escolheu um espírito revanchista e um estilo reprovável ao invés de fazer uma autocrítica”, escreveu o jornal “La Nación”, ao falar sobre o treinador. “Foi na contramão de tudo o que um cargo tão importante exige”, criticou o diário “Clarín”.

Enquanto isso, o torcedor argentino também parece cansado de Maradona. Em pesquisa realizada no site do jornal “La Nación”, 85% dos participantes defendem a saída do treinador mesmo com a classificação para a Copa. Existe, inclusive, um rumor de que o presidente da Associação Argentina de Futebol, Julio Grondona, já estaria pensando numa mudança.

Olé: Diego Mamando Maradona

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Tiembla Maradona. Grita, llora, se estremece. Le tiende los brazos a Mancuso, palmea a Lemme, se funde en un abrazo interminable con Bilardo, ese Bilardo que presenció el parto desde el túnel, encapuchado como un monje, como un gurú. No tiene voz, casi, Maradona, pero con el hilo que le queda, putea y se descarga. “Que la chupen ahora, que la chupen y la sigan chupando”. Está descontrolado, un Maradona auténtico que goza porque su equipo, a veces incluso a pesar de algunas decisiones suyas, ya está en Sudáfrica.

Lemme lo persigue en su carrera loca hacia ningún lugar y le da letra a la fiera desatada, embravecida, fuera de sí: “Dejalos que hablen giladas, que hablen giladas ahora, Diego”, le dice. Maradona lo ignora. Está encerrado en sus lágrimas y en las de Bilardo, cuando advierte que el grupo de jugadores festeja bastante más allá, en el centro del área que Romero supo defender hasta el pitazo final de Carlitos Yellow, un fenómeno de árbitro (para la Argentina; el mismísimo diablo para los uruguayos), un personaje histriónico que hizo todo lo posible por alejarse de cualquier conflicto. (Trecho inicial da matéria de capa do Olé)

Coluna: A vitória dos insanos

Tarde tranquila de terça-feira, famílias dirigindo-se ao Baenão para apreciar o clássico Re-Pa da garotada sub-20. Eis que, de repente, irrompe a pancadaria, com dois ou três focos simultâneos em torno do estádio, numa estratégia dos baderneiros para confundir a ação da polícia. Pânico, correria, balas de borracha, tiros de verdade, gente ferida nas calçadas. Era o primeiro tempo da baderna. O pior ainda estava por vir.
A bola rola e estouram novas agressões entre as gangues rivais, indiferentes à força policial presente. Os brigões lá da rua conseguem, não se sabe como, entrar no estádio para prosseguir com o show de truculência e aterrorizar os verdadeiros torcedores. Aos gritos, mulheres e crianças correm sem rumo para tentar se proteger da violência gratuita, banalizada.
Não há nada que justifique tanta selvageria. Apesar da histórica rivalidade em campo, o confronto não decide nada. O clima que antecedeu a partida não revelava qualquer animosidade entre as equipes. A própria polícia parecia surpresa com o súbito embate entre os hoolligans ao tucupi.
Os parágrafos acima reproduzem quase fielmente o relato de um pai de jovem atleta do Paissandu, que foi ao Baenão ver o filho jogar. Aflito com a refrega, principalmente depois de ouvir disparos na área externa, mal conseguiu acompanhar os lances que se desenrolavam no gramado.
Platitudes sociológicas à parte, vejo na sobrevivência das “organizadas” uma ameaça concreta e imediata ao futebol como espetáculo popular. As gangues, que debocham das leis e desrespeitam ordens judiciais, caminham para extinguir um dos poucos programas permitidos às camadas mais humildes da população.
Conseguiram acabar com as ruas de lazer (lembram delas?), com os terreiros juninos, as festas suburbanas. Nessa toada, rigorosamente nada impede que tenham êxito nessa cruzada contra o futebol e seus adeptos.
Armados, dispostos a ferir e a matar, os integrantes dessas hordas não encontram resistência. Diante do torcedor pacífico e indefeso, aumentam a dose de covardia sanguinária. Sentem-se mais fortes, inatingíveis.
Há muito deixaram de fingir paixão por seus times. Não cantam os hinos, nem usam as camisas oficiais, desconhecem as escalações. Preferem canções de guerra, envergam símbolos de morte e destruição. Ingênuos são os que se referem a essas quadrilhas como torcidas. De torcedores, eles nada têm. São malfeitores, a serviço de nenhuma causa ou bandeira.  
 
 
Ah, depois de algumas horas de agonia e suspense, o placar da contenda apontava: Remo 3, Paissandu 2. Mentira. O Remo não venceu. O Paissandu não perdeu. Ambos foram derrotados. A vitória foi dos insanos.
 
 
Como todo mundo, torci para a Argentina se estrepar. Não deu. O consolo é que estão mantidas as expectativas quanto à mãe de todas as batalhas – uma inédita final de Copa do Mundo entre os gigantes do continente.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 15)

Robert chega para ser homem-gol

PSC Robert novo reforco-MQ (3) copia

Já está em Belém o novo reforço do Paissandu: o atacante Robert, de 26 anos. Para surpresa geral, não é baixinho, como chegou a ser noticiado pela diretoria do clube. Tem 1,88m e é ex-jogador do Vitória (BA). Foi indicado pelo técnico Nazareno Silva, que o viu jogar no campeonato baiano. Ultimamente, estava no futebol chinês. Ele chegou na tarde desta quarta-feira para ser o homem-gol do Papão e deve iniciar treinamento. (Foto de Mário Quadros/Bola)

PEC do Diploma: relatório favorável

Do Comunique-se

O deputado Maurício Rands (PT-PE) vai propor a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 389/09, que restitui a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício profissional. O seu relatório (leia aqui), que deverá ser votado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia 20/10, defende que o projeto não possui “ofensa às cláusulas invioláveis do texto constitucional”.

“Concordo com os autores das Propostas em exame, que não vislumbram na obrigatoriedade de diploma de jornalista ofensa a princípios constitucionais”, defende o relator. Para a proposta ser aprovada na comissão, ela deve ter voto favorável de metade mais um dos membros, sendo que o quórum mínimo é de 31 deputados.

Caso seja aprovada, e proposta seguirá para uma Comissão Especial e submetida a votação em plenário. Depois, segue para avaliação do Senado e sanção presidencial. Nesta quinta-feira, a CCJ realiza a última rodada de debates sobre a proposta, em audiência pública marcada para 10h.