Mussum supera Obamis

0,,23698184-DP,00

O saudoso trapalhão Mussum entrou em campo – ou nas telinhas de computador do Brasil inteiro… – com a mais brasileira das armas: o humor de fino trato. Milhares de internautas brasileiros surfaram a onda da brincadeira que transformou o slogan de Barack Obama (“Yes, we can!”) em “Yes, we créu”. O brasileiro Rodrigo Hashimoto aproveitou e criou uma ilustração nos moldes da campanha do presidente americano, mas trocando Obama por Mussum. 

– Mussum superou Obamis – diziam uns.

– Yes, we créu! – completavam outros.

A quem interessar possa…

Agenda do presidente Lula para este sábado, 3:

Horário local de Bruxelas/Bélgica: mais 5h em relação a Brasília

12h45 Partida para Bruxelas – Aeroporto Kastrup, Copenhague (Dinamarca)

14h Chegada a Bruxelas – Aeroporto Internacional de Bruxelas, Terminal Abelag

14h30 Chegada ao hotel Sheraton Brussels

(Fonte: Secretaria de Imprensa da Presidência)

Fim do complexo de vira-lata?

Lula, na emocionada entrevista coletiva depois da vitória, em Copenhague:

“Fomos colonizados e por isso tínhamos mania de ser pequenos, de não sermos importantes. Sempre achávamos que os outros podiam e a gente não podia. Hoje, alguns companheiros viram o avião do presidente Obama chegando a Copenhague. A televisão mostrava o tempo inteiro e os companheiros falavam ‘aí, perdemos, o Obama chegou, ele vai ganhar’”. 

Rio 2016: sim, nós podemos!

trajano

Por Paulo Henrique Amorim

Lula empenhou seu cacife político na campanha do Rio 2016.

Se o Rio perdesse, o PiG (*) e a elite branca, especialmente a de São Paulo, que é separatista, cairiam em cima de Lula, como se fosse um coitadinho, um operário metalúrgico que tentou ir além dos sapatos.

Lula, logo após a vitória de 66 a 32, ressaltou que o Brasil devia isso ao Rio.

Ao Rio, que já foi capital da República, que foi politicamente esvaziado, e passou a freqüentar as páginas podres do PiG (*), o Brasil devia ao Rio – disse Lula.

(Nessa hora, Lula olho no olho do repórter da Globo …)

Ninguém mais do que o presidente  Lula trabalhou para re-fazer esse mapa geopolítico.

A distorção começou com Juscelino, que tirou a capital do Rio e abriu o ciclo da inflação.

Tirou a capital do Rio para isolar a capital do povo.

Levou a indústria só para São Paulo – e botou o resto do Brasil para trabalhar para São Paulo.

Depois, o regime militar esvaziou o Rio, porque o Rio era brizolista.

E a Globo, por causa do Brizola, estigmatizou o Rio e transformou o Rio numa Medellín.

Acabou hoje a minoridade política do Rio.

Como disse o presidente Lula, em lágrimas, esse é o atestado de cidadania do Brasil.

É a prova de que o mundo reconhece que o Brasil chegou lá.

E que o Rio é o Rio.

Capital do Brasil!

(A charge é do craque Milton Trajano)

Para o Times, Lula superou Obama

A disputa para sediar a Olimpíada de 2016 não se dá apenas entre as cidades candidatas. Nesta sexta-feira, os chefes de governo e Estado dos países envolvidos travaram uma batalha particular de discursos e retórica. Para o jornal inglês The Times, o Rio de Janeiro levou vantagem nesse quesito por meio do presidente Lula, que, para a publicação, teve um discurso melhor do que o presidente americano Barack Obama.

Obama foi o primeiro a discursar, por Chicago. O mandatário, primeiro negro a assumir o cargo no governo americano, ressaltou a diversidade de raças existente nos EUA, e também garantiu a segurança financeira para que todos saíssem ganhando na Olimpíada. Em um discurso mais frio do que o normal, Obama falou sobre sua origem negra e sua paixão por Chicago. A fala durou aproximadamente oito minutos.

Mesmo sendo considerado o homem com melhor discurso na política contemporânea, segundo o Times, Obama seria superado por Lula na sequência. O presidente do Brasil conseguiu um discurso mais “apelativo”, expondo com firmeza as vantagens do país e ressaltando, mais de uma vez, que o Rio merecia a chance de sediar pela primeira vez uma Olimpíada na América do Sul.

Além disso, Lula não se ateve apenas ao Brasil e falou da união do continente em prol dos Jogos. Em seu discurso, o presidente afirmou que a Olimpíada seria inspiração para uma população inteira de jovens sul-americanos.

Lula: “Mundo reconheceu nossa vez”

lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou nesta sexta-feira após a vitória do Rio de Janeiro na eleição do COI (Comitê Olímpico Internacional) para sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e disse que “mundo reconheceu a vez do Brasil”. Antes da eleição final contra Chicago, Madri e Tóquio, Lula disse que a economia sólida e o bom desempenho frente à crise financeira mundial eram boas garantias de que o Rio estaria pronto para ser sede dos Jogos.

Com a vitória, o presidente voltou a destacar o bom momento do país internacionalmente. “Essa vitória é uma retribuição a um povo que muitas vezes só aparece [de forma negativa] na imprensa e nas páginas dos jornais. Os que pensam que o Brasil não tem condições de receber os Jogos vão se surpreender”, disse Lula, chorando.

“Esse país precisa de chance. Prevaleceu a razão, a paixão e a verdade. Finalmente o mundo reconheceu a hora e a vez do Brasil. O Brasil merecia realizar uma Olimpíada”, continuou o presidente brasileiro. (Do Folhaonline)

Até Blatter se arrepiou com discurso

Da Folha de S. Paulo

O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, afirmou que ficou arrepiado com o discurso do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em defesa da candidatura do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, na cerimônia que irá definir a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, em Copenhague, na Dinamarca.

“Eu disse para o presidente que seu discurso me arrepiou. [Lula falou] sobre o que eu advogo: que deveria existir uma espécie de rodízio de continentes também na Olimpíada”, disse Blatter, que tem direito a voto na eleição de hoje.

O suíço esteve recentemente no Brasil para o lançamento da pedra fundamental da nova sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e se negou a revelar qual das quatro cidades finalistas conta com seu voto.

Em seu discurso aos membros votantes do COI, Lula defendeu que o Brasil deve receber a Olimpíada por ser o único dos quatro países finalistas que nunca recebeu a competição. “Entre as dez maiores economias do mundo, somos os únicos que não sediaram a Olimpíada. Para os outros, será apenas mais uma Olimpíada, mas para nós será uma oportunidade sem igual. O desafio do COI é expandir os Jogos para novos lugares, de acender a pira olímpica em um país tropical”, disse o presidente brasileiro.

“Essa candidatura não é só nossa, mas é da América do Sul. Um continente que nunca sediou uma Olimpíada. está na hora de corrigir isso”, adicionou Lula.