Sem armação, Cingapura não tem graça

Por Flávio Gomes

Esse GP de Cingapura não merece mais do que um post. Sem armação de equipe alguma, a corrida não tem a menor graça. Mas vamos nos desdobrar. O mais relevante para o campeonato, claro, foi o fato de Button ter conseguido terminar à frente de Barrichello, mesmo tendo largado atrás. Isso só aconteceu justamente porque… largou atrás. Não foi ao Q3, pôde começar a prova mais pesado e ganhou a posição do companheiro, a quem marcou homem-a-homem desde as primeiras voltas, nos boxes. Poderia ter levado já no primeiro pit stop, adiado ao máximo, mas a entrada do safety-car após a batida entre Sutil e Heidfeld adiou, também, a ultrapassagem. Rubens fez sua segunda parada na volta 46 e Jenson, na 51. Quando Barrichello retornou à pista depois de seu segundo pit stop, Button tinha mais de 25s de vantagem graças a uma sequência de boas voltas. Era o bastante para, com uma parada rápida, sair dos boxes ainda à frente. Barrichello, para piorar as coisas para seu lado, revelou depois da prova que seu motor morreu na parada, tirando-lhe segundos preciosos.

As últimas voltas foram dramáticas para o inglês, com problemas nos freios. Sorte dele que tinha uma boa distância para o brasileiro. Tirou o pé, levou o carro para casa, como pediu pessoalmente Ross Brawn pelo rádio. E foi o quinto colocado, uma posição à frente de Rubens. Depois de três provas seguidas terminando atrás do companheiro (a última vez tinha sido na Hungria), Button esboça uma reação. Aumenta de 14 para 15 pontos sua vantagem na classificação, agora com uma corrida a menos pela frente. Rubens precisa tirar 16 pontos em três GPs, porque um eventual empate daria o título ao britânico, que tem seis vitórias, contra duas do parceiro. Tudo pode acabar no Japão se, por exemplo, Button vencer e Barrichello terminar em quarto.

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