Um brado contra a hipocrisia

Por Antonio Ponte Souza

Mairata das Catacumbas Romanas,
 
sou um cara bem diferente do paraense padrão, pois tenho educação.
 
Nunca fumei perto de ninguém que fosse se incomodar com o meu “fumacê”. Trabalhas comigo há vinte anos e nunca joguei fumaça na tua cara. E mesmo quando vieste em casa, ao fumar, estávamos no quintal, ao ar livre, e soprava uma generosa brisa de fim de tarde.
 
Se até na minha casa respeito os outros, imagine na rua.
 
Já o paraense padrão, que defendes, tosse em cima das mesas de comida self service e espirra sem piedade dentro de elevador.
 
Então sabes que minha natureza é outra.
 
Ademais, nos lugares que frequento, vão me arranjar lugar pra fumar porque não vou em bodegas me esfregar com cervejeiros cuja presença, mesmo sem cigarro, é mais poluente que a nicotina.
 
Portanto reafirmo. Poluição é a indigência, a ignorância, o cheiro de cocô e essa politicalha oportunista que come sardinha e arrota caviar, dentro do elevador.
 
In time: Esses sórdidos defendem a saúde, é? E essa moçada que tá morrendo na porta dos hospitais?
 
Essa medida só tem um nome: PATIFARIA, e da grossa. DEMAGOGIA das mais ridículas. PALHAÇADA pura.
 
Mas, pra paraense, tá bacana. Tem um monte de velhota morrendo de prisão de ventre, sem atendimento, e feliz com a novidade.
 
Êta, porra, diria o Rui Baldez. Êta povinho burro.
 
Agora vou parar porque vou fumar um cigarro.
 
Até!

14 comentários em “Um brado contra a hipocrisia

  1. Para tudo deve ter disciplina e ajustar procedimentos para milhares de frentes problemáticas não é fácil. Disciplina consciente ajuda as tarefas dos que nestas responsabilidades estão envolvidos que muito das vezes fazem menos que aqueles que não estão diretamente comprometidos. Até para fumar e beber exige educação e olha que tem cada figura que não bebe e apronta, imaginem se fosse chegado. Prioridade no combate deve ser levada em conta, afinal é imaginável que um dor de ventre em idoso seja mais dolorido que aquele que opta pelo fumo em aparente bom estado de saúde. Regras e leis existem, basta fiscalizar e aplicá-las. É um sonho ver esse sistema funcionar e como seria gratificante ver tudo no seu devido lugar. Agora o pior mal é esta corrupção. O governo já quer legalizar o jogo considerado hoje contravenção pensando nos imposto que vai arrecadar, pouco ligando para a saúde financeira dos brasileiros. Controvérsias que confundem ainda mais a cabeça de todos nós. O que é certo ou errado já passou a ser uma paranóia e direitos e deveres estão, nem pensar.

  2. Digno Sr. Antonio Ponte de Souza;

    Com tanta educação sobrando na tua vida, entendo que faltastes nas aulas de ética, elegância, urbanidade, e outras mais…não sei o que ainda fazes morando por estas bandas, no meio de tanta gente grossa, horrorosa segundo tuas palavras, será que pretendes ser a versão cabocla do “Farol de Alexandria” ou te julgas o “Ariano” da região? grande coisa!!! pelo desprêzo que demonstras pelo povo desta terra, onde me incluo, te pergunto tu és o famoso Quem? se entendes que estás bradando contra a hipocrisía, esta, é TUA! foges do padrão do Paraense por que tens educação, onde a ad

  3. Com tanta educao sobrando na tua vida, entendo que faltastes nas aulas de tica, elegncia, urbanidade, e outras maisno sei o que ainda fazes morando por estas bandas, no meio de tanta gente grossa, horrorosa segundo tuas palavras, ser que pretendes ser a verso cabocla do Farol de Alexandria ou te julgas o Ariano da regio? grande coisa!!! pelo desprzo que demonstras pelo povo desta terra, onde me incluo e moro, te pergunto tu s o famoso Quem? se entendes que ests bradando contra a hipocrisa, esta, TUA! foges do padro do Paraense por que tens educao; onde a adquiriste, onde estudastes? por acaso no foi na rede pblica deste Estado do Par e, que povo elegante, fino, educado e sincero esse que representas?
    Que que j fizestes para reduzir a burrice desse povinho local, que, talvez, seja quem movimenta a atividade econmica de onde tiras o teu sustento? conhecendo o meu Estado do Par, como o conheo, e o sistema de Educao vigente desde a dcada de 50 at hoje, provavelmente, estudastes o curso primrio, passastes com sucesso na admisso ao ginsio, de onde com TEUS mritos fostes aprovado para cursar o cientfico, e ou tcnico, aps trs anos fostes aprovado no vestibular da UFPa, ou UEPA, ou ainda Instituto Agronmico do Norte, depois denominado FCAP, atual UFRA, universidade Federal Rural da Amaznia, aps 5 ou 6 anos formado em nvel superior e pronto para contribuir com a sociedade deste pas com a Educao e conhecimento cientfico e ou, tecnolgico que aprendeste em Escola Pblica deste Estado, porque nas dcadass de 50, 60 at meados da dcada de 70, o ensino pblico deste Estado sempre foi superior em tudo, ao oferecido nos estabelecimentos privados, depois disso tudo, tu vems arrotar em cima deste povo, que sempre sustentou e sustenta todos os servios pblicos deste Estado, inclusive as escolas nas quais estudastes; esses “nojentos” e “burros” que tu citas, so os que pagam (com seus impostos) as escolas de formao para gente tal qual Vossa Senhoria.
    Se tems mais de quarenta anos de idade, sabes que ainda tems que resgatar uma dvida para com esta sociedade que classificas como “burra”
    pois foi ela ” a burra” quem financiou o conhecimento que adquiristes, pensando que um dia tu retornarias para ela com informao, metodologia, tecnologia, educao, enfim, ferramentas que superasem essas situaes, que agridem a todos e das quais tanto reclamas, de forma equivocada claro! est demonstrado.
    Se tiveres menos de quarenta, ainda tempo de refletir e mudar esse comportamento de gente sub desenvolvida, que se julga superior aos caboclos destas bandas, sendo UM DLES; deixar de lado essa coisa que o l de fora, o estrangeiro, o do outro estado melhor que o daqui. caso contrrio ter que ouvir e entender a mensagem do “Mosaico de Ravena”, na msica BELM, PAR, BRASIL, vai a um trechinho final, s para martelar essas mentes ARROGANTES.
    “QUEM QUISER, VENHA VER, MAS, S UM DE CADA VEZ; NO QUEREMOS NOSSOS JACARS, TROPEANDO EM VOCS.”

  4. “Duca” seu texto, Antônio Souza, discordando, é óbvio da generalização de hábitos locais que me parecem deslumbramentos provincianos de vossa senhoria – “sacumé né”, coisa de caboclo deslumbrado que se acha civilizado com hábitos de fora, uma espécie “personal mundial” às avessas com tom pós-moderno de “pó compacto”. Fora isso, concordo que essa Lei Anti-Fumo é de uma babaquice sem tamanho, aliás, inventada no Centro-Sul do país pelo neurótico do Serra, preferido para suceder hoje o fumante Lula. Nós só estamos copiando os paulistas,viu Antônio? Não fumo, mas acho neurose da pequena-burguesia e da classe média antipática esse tipo de cruzada anti-fumo. Ah, por último, sou paraense, adoro minha terra e dela não me envergonho, mas odeio: Outeiro, brega, tecno-brega, som alto, regionalismo babaca, churrasco com vizinhos na porta, farofeiros, pic nic, Nílson Chaves quando empaca com esse negócio de “tem tapioca…”, farinha d’água, aparelhagem (todas), os cabuçus, camisa com logomarca “açaí” e a expressão “com certeza”.

  5. Hehehe… Muito legal, Cássio. Pior, mesmo, é quando vem equipes das grandes TV’s fazer reportagens sobre costumes locais e o contato faz questão de levá-las na Pororoca, Kuarup, Casarão da BR, etc, para entrevistar os habituées e quando da edição fica a idéia de que todo paraense gosta daquilo… Bom, antes eu ficava muito puto, agora nem esquento mais. Gostei muito do Post do Antonio Ponte Souza.

  6. Amigos,
    embora eu seja leitor assíduo e admirador incondicional do Gerson Nogueira, não fiz o post acima por livre vontade. Trata-se de um e-mail para o Gerson que ele postou em seu blog, me horando pela deferência.
    O tal Negrão não me conhece, como ele mesmo disse, não sabe quem sou, e por isso os seus esbravejos bairristas e a-críticos não merecem réplicas. As paixões cegas, as religiões, não me causam interesse particular, somente preocupação.
    Mas aos outros, que sabem replicar com sensatez, vou apenas resumir meus argumentos.
    Belém é uma cidade bizarra travestida de metrópole (pelos desinformados e oportunistas), com apenas 10% de sua área com equipamentos de saneamento e onde apenas 1% (UM) de sua população tem renda acima de 20 salários mínimos. Os indicadores sociais são africanos. A educação, em número de analfabetos ou analfabetos funcionais (os que escrevem mas não entendem o que leem) é relativamente maior que o do Amapá ou do Acre. A qualidade de vida da “metrópole da Amazônia” (repito, para os desinformados) só encontra paralelos na África e nos países negros da América Central, pois em quantidade absoluta, somos mais indigentes que o pessoal da Bolívia ou do Perú, para citar os vizinhos próximos.
    Em AIDS, tuberculose, febre amarela, lepra e malária, doenças que o mundo civilizado erradicou no século XIX (à exceção da AIDS) somos campeões.
    O povo é ignorante e até o linchamento, que é um ataque mortal aos direitos civis, virou moda com a complacência do Estado e o aplauso dos bairristas incapazes de enxergar além do bairro onde moram.
    Diante desta realidade triste e preocupante é que me insurgi contra a demagogia e o populismo de uma democracia montada em cima de esmolas e cestas básicas, patrocinadas por messias de araque e legitimadas pela ignorância das massas.
    Foi isso!
    Agradeço ao Gerson pela deferência e meu e-mail está aí, pra quem quiser continuar a discussão.
    Mas digo: carolas e pastores da verdade cega de um livro só eu sugiro estender a atenção em outras literaturas, para não cair no ridículo de vir com choramingos ao invés de críticas consistentes.
    De voçês,
    Tonico da Bocaiúva (com acento porque é nome próprio).

  7. Tonico da Bocaiúva, por favor não deriva do assunto, estás demonstrando que não sabes absorver as críticas, ora bolas, tu só gostas dos aplausos é? assim mano, afinal, o que é crítica consistente no teu entender, aquelas que balançam a cabeça positivamente em concordancia ao que escreves? achas que todo mundo está para te aplaudir, quem te contraria é tachado de carola, e outros adjetivos pejorativos até, que agressão é essa compadre, cadê a educação refinada que não encontras nos teus conterrâneos? na verdade não te conheço, mas não considero isso um defeito, pois o ser humano de qualquer continente, inclusive do europeu e do norte americano, não tem condição de assimilar o conhecimento de todos os seres do seu referido continente. Outro detalhe Toninho da Bocaiúva, Eu me identifiquei como Silas Negrão e não tal Negrão como grafastes em teu comentário, a cujo respondo; tenho RG, CPF, Título Eleitoral e todos os documentos nescessários exigíveis de todo Cidadão Brasileiro, portanto respeito é bom e EU gosto também, afinal, apesar do que escreveste, não tenho nenhuma mágoa de ser tachado de bairrista por haver nascido neste Estado e gostar de aqui viver e tentar manter a cultura do meu povo, não considero sub desenvolvimento ser Nacionalista e amar esta terra abençoada chamada Brasil e todo povo que teve a graça de aqui nascer; isso é sinal de resistencia aos importados que tentam descaracterizar o nosso modo de ser e de viver, impondo-nos o” modus vivendi” deles, sem no entanto, tornar-me um xenófobo.
    Obrigado Gerson Nogueira por continuar disponibilizando o espaço, espero não estar quebrando nenhuma regra quanto ao uso desta ferramenta de comunicação.

  8. O debate central proposto pelo missivista (égua, essa é do tempo dos correios, rs) é o que me parece mais importante aqui. Assumo com tranqüilidade minha identidade social e cultural, sem paraensismo babaca ou deslumbre primeiromundista. O que deve ser considerado não é identidade. Cada um assume o que gosta. Devemos, sim, propor uma reflexão desapaixonada sobre essa neurose coletiva que está se desenhando no país em relação aos tabagistas (fumantes para os não politicamente corretos). Acho um saco o fedor de cigarro em ambientes fechados, mas o papel de impedir isso cabe a quem dirige os ambientes, não ao Estado. Isso constitui ingerência indevida perigosa com desdobramentos imprevisíveis à liberdade humana e às garantias individuais. Essa ingerência confunde a democracia – e isso mesmo o fascista Carlos Berlli concorda (já estou vendo que esse fascismo do Berlli é de araque, rs) – e cria ambientes propícios aos guetos. Cruzada moral não faz parte de nossa cultura. Dexemos isso aos norte-americanos!

  9. Não confunda alho com bugalho, nem veado com cigarro, embora os dois façam mal a saúde. O primeiro é imoral o segundo mortal. A resposta do Tonico da Bocaiúva está dentro da realidade paraense. Um exemplo é a atividade provinciana dos camelôs, bagunçando a cidade e passando aos visitantes uma horrível impressão, mas por culpa dos órgãos públicos. Sobre o tema sou indiferente por não julgar imoral, logo de livre arbítrio a qualquer tipo de manifestação.

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