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Quando o cliente não vale nada

Um dos mais infelizes comerciais da TV brasileira nos últimos tempos é, sem dúvida, o da Caixa Econômica Federal – famosa por outros micos do gênero. Desta vez, tentando pegar carona oportunista num hit musical (o tema de Norminha na novela Caminho das Índias), o banco tenta vender pela enésima vez a falácia de que oferece crédito fácil ao grande público – quando é, ironicamente, a instituição financeira nacional mais burocrática e inacessível às classes mais modestas.

Desta vez, deu um tiro no próprio pé. O problema é que a peça acaba por se voltar contra o produto: enquanto a letra da música repete “você não vale nada, mas eu gosto de você”, o anúncio segue mostrando atores no papel de clientes da CEF. Piada involuntária ou um súbito acesso de sinceridade institucional? Vá saber…

O assombroso é que um comercial tão mal feito e sem sentido lógico tenha sido aprovado por diretores de um banco estatal, torrando dinheiro que – vá lá – também nos pertence.

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