Paraguaios pegam pesado nas ironias

A imprensa paraguaia não poupou Diego Maradona em sua má fase à frente da Argentina. Dois dias antes de enfrentar a seleção comandada pelo ex-camisa 10, o jornal Cronica, de Assunção, não cansou de fazer ironias ao passado de drogas do destaque da Copa do Mundo de 1986. O título “Diego, não aspire” é o início das lembranças do vício em cocaína do craque. As provocações continuam até em relação ao povo hermano. “A única coisa que falta é dar a mercadoria para os curepas e o especialista em ‘injeções’ é nosso: Salvador Cabanas”, prosseguiu o diário paraguaio.

Além de usar o atacante do América do México como alusão aos recentes problemas pessoais de Maradona, a reportagem reforça problemas históricos entre os dois países que realizam em território paraguaio um confronto decisivo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Curepas significa “couro de porco”, que reforça a fama de trapaceiros que os argentinos ganharam no Paraguai depois da Guerra do Chaco, na década de 30. Agora, a ordem é repetir no Defensores Del Chaco a vitória brasileira por 3 a 1 em Rosário e, além de se aproximar da África do Sul, dificultar ainda mais a vida dos rivais.

“Curepa, se em algum momento pensou que não vamos te sacudir como fizeram os brasileiros está enganado. Se pensava em ganhar, Maradona, não aspire”, encerra o Cronica, esperançoso em ver os bicampeões mundiais perderem a terceira partida seguida e até deixar a zona de classificação para o Mundial a duas rodadas do fim das Eliminatórias.

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