Coluna: Abaixo da 2ª divisão cearense

Da pior maneira possível, a temporada do futebol acabou. O Paissandu junta-se ao velho rival e prepara-se para ficar cinco meses em inatividade. Bola, novamente, só no campeonato estadual de 2010. Duro não foi sofrer uma goleada em pleno Romeirão, no sertão do Cariri. Triste foi ser eliminado sem luta, com falhas gritantes de posicionamento e atuações individuais abaixo da crítica. Patético foi ver a superioridade incontestável do Icasa, time da segunda divisão do Ceará.

O Paissandu começou a perder o trem da Série B ainda no primeiro tempo. O Icasa, que jogava pelo empate sem gols, balançou as redes logo aos 11 minutos. Lance de treino: escanteio à meia altura, desvio no primeiro pau e finalização de atacante livre na pequena área, com os zagueiros assistindo passivamente. Depois, aos 33, o anfitrião ampliou para 2 a 0, novamente num cochilo da defesa.

 Um gol surpreendente de Aldivan, aos 35 minutos, deu a falsa ilusão de que o Paissandu podia ter melhor sorte e chegar ao empate – que garantiria a classificação. Bastou, porém, a bola rolar no segundo tempo para que a dura realidade se escancarasse. Sempre chegando uns 10 segundos atrasado em relação ao adversário, o time paraense voltou em ritmo quase letárgico para a missão de fazer um gol e garantir a ascensão à Segundona.

A tarefa normalmente já seria difícil. Nas circunstâncias do jogo, tornou-se impossível pela desorganização dos setores, má atuação de quase todo o time e falta de confiança nas próprias forças. Mesmo quando o Icasa bambeou, ao sofrer o gol de Aldivan, o Paissandu não acreditou que podia transformar a situação.

Alguns jogadores pareciam claramente ausentes, desligados, com a cabeça longe. Vélber e Zeziel, os homens da criação, não entraram em campo. O ataque, inicialmente com Zé Carlos e Torrô, foi inoperante. A meia-cancha, cuja importância era óbvia, nada produziu. A bola insistia em bater no ataque e voltar. Em futebol, esse tipo de problema tem nome: dispersão.

Como os setores não se conectavam, a bola praticamente não ficava com o Paissandu. Sem mostrar grande categoria, mas com tranqüilidade, o Icasa foi tomando conta dos espaços e aproveitando as chances que surgiam. Junior Xuxa, Marcos Vinícius, Panda e Marciano avançavam com liberdade, sem marcação.

Mael-Dadá, dupla que era sinônimo de segurança, fez partida sofrível. Pouca combatividade e erros de colocação permitiram pelo menos três gols do Icasa. No terceiro, aos 6 minutos, Mael tinha a bola dominada e tentou sair jogando. Perdeu e, na sequência, Junior Xuxa entrou livre para fuzilar Córdova. Aos 10 minutos, nova distração. A bola foi à linha de fundo e, no cruzamento, a zaga ficou olhando Marciano entrar para marcar, sem combate.

A partir daí, o jogo entrou em ritmo de festa para os cearenses. Michel ainda descontaria aos 33, mas logo na saída de bola o Icasa aumentou para 5 a 2, com Marcus Vinícius, em nova investida pelo lado direito do ataque, explorando o espaço deixado pelos avanços de Aldivan. Serginho fechou a goleada, num chute despretensioso, que enganou Córdova.

 

O placar vexatório é a sentença final para um time que não conseguiu fazer uma só apresentação convincente ao longo de toda a Série C. Mesmo as vitórias sobre Rio Branco, Sampaio e Águia foram nervosas e obtidas com dificuldade. A campanha inconsistente levou ao afastamento de Edson Gaúcho. Seu substituto, Valter Lima, também não conseguiu estabelecer um padrão confiável, pelas limitações do elenco e pelas suas próprias hesitações.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 17)

46 comentários em “Coluna: Abaixo da 2ª divisão cearense

  1. Passado algumas horas e depois de assimilar a derrota Paraense, sim essa foi um vexame Paraense! O Payssandu podia salvar o ano do belense, sim!

    Fica o sentimento de que a culpa faz parte de cada um de nos adeptos, o que aconteceu na Curuzu e’ mesma coisa que levou ao fundo o Remo e enterrou a minha Tuna. Sao causas identicas ,chamadas por mim de brincadeira amadora.

    Acho que chegou a hora de parar brincar com o torcedor, de faze-lo de bobo, de achar que a paixao tem e deve estar na frente da Razao.

    Muita gente de respeito dos Clubes deveriam buscar solucoes vitalicias para os clubes, caminhos seguros e com Praticos na area .

    Os aventureiros tem que serem abandonados, chega de benemerito a frente de Fut. Profissional!

    Gerson, quem ja jogou como eu e muitos outros sabem o quanto a natureza boleira esta cheio de gente e grupos peversos. o que fizeram com o Payssandu e por tabela com o Valtinho acontece todos os dias. Todos os dias!

  2. Estamos no lucro com a vaga a C para 2010, garantida. Pelo que vinha jogando esse bando sem orientação e garra poderia advir conseqüências mais graves. Fora LOP e deixe o clube respirar.

  3. Sobre isso acho que devemos abrir um parenteses e dizer que apenas o time do Walter Lima foi um time limitado e diferente do que o Gerson falou ontem no bola na torre, desvalorizando os times que disputaram o campeonato paraense, eu queria dizer que os times do campeonato brasileiro da terceira divisão são tão francos quanto o do paraense, o Icasa por exemplo é um time extremamente limitado, se o paysandu tivesse jogado pelo menos 50% do que jogou no paraense fatalmente sairia com uma vitoria. A grande diferença é que precisamos entender que o paysandu do paraense foi desfeito no momento mais crucial da competição. O Walter Lima entrou e a todo momento foi um tecnico perdido, tanto é que fez farias mudanças e nunca conseguiu dar um padrão de jogo, ele mexeu de mais no time e isso fez aquele time PERDER O ENTROSAMENTO, tava mais do que claro que ele não sabia o que fazer, que ele não sabia que sistema tático usar, que ele não sabia como escalar o time. Todas essas incetezas o levou a ser um tecnico retranqueiro em todos os jogos e entrar num jogo pensando em se defender provoca instabilidades, ansiadades e nervosismo. Um das caracteristicas principais deste time do paysandu era ser ofensivo, tanto é que no paraense levava gols mas fazia o dobro, depois que esse time perdeu essa caracteristica por opção tatica de atacar para apenas se defender ai passou a apenas levar gol sem ter poder de reação

  4. O que é sempre bom lembrar: o tempo passa, o tempo voa. Nem sempre dá certo. Mas o “Seu Givanildo” conseguiu mais um acesso (o segundo com o América-MG). É uma questão de competência e seriedade.
    Alguém sabe me informar quando acaba o “mandato” do LOP? Quando nosso presidente Indira nos privar de sua presença, podemos comemorar como um título. Pode ser o começo de uma nova era.
    Infelizmente o futuro que enxergo para o futebol paraense é nebuloso.

  5. Para os que gostam de se enganar, continuem achando que o problema estão nos jogadores. Na minha opinião, se pegarem esses mesmos atletas e colocarem nas mãos do Givanildo, Edson Gaucho, Bonamigo e outros grandes técnicos, esse time teria tido o acesso. O Problema do Paysandu foi Técnico, só isso. Se vc pegar aqui nesse Blog, quando Valter Lima foi Contratado, eu disse: Agora vai para a série D. Escapou por pouco, só faltou o Sampaio Jogar e o fato estaria consumado. Disse que se pegasse o ASA de Vica, não passaria para a série B, pegou o ICASA, que cresceu em conjunto e, não poderia dar em outra coisa. A Imprensa, não quer dar o braço a torcer, até agora, e continua tentando convencer o Torcedor(só os que não conhecem futebol) que o Paysandu perdeu, porque o Mael…, porque o Dadá…, porque o Zeziel…, porque o Velber… e, até o Zé Carlos, que disseram que foi um erro o Valtinho o ter tirado no jogo daqui, porque o Paysandu não podia jogar sem referência, mas que no jogo de ontem, não deveria ter nem entrado. Pode? Ora bolas, se a semana toda se disse que esse time do ICASA era inferior ao do Paysandu, então só o que prevaleceu no jogo de ontem, foi o Tático(pra não falar em nó tático), apresentado pelas duas equipes, então, fica claro que o problema foi unico e exclusivamente Técnico. Esses Jogadores podem ser bons como forem, mas num time desorganizado taticamente, eles somem, dão passes errados, perdem bolas fáceis, porque, não foram devidamente treinados para isso.Elementar estudiosos da Imprensa.Vamos passar para o Torcedor o que realmente aconteceu, senão o mesmo continuará sendo sempre mal informado.

  6. Rapaz sou remista, mas é duro ver o que esses 2 times daqui estão passando, Icasa? 2ª divisão cearense? só pode ser pesadelo.

  7. Todos tem razão, foram erros de mais, mas o pior foi não reforçar o time. Infelizmente o nosso time era limitado e só chegou até onde chegou foi graças a torcida. Quando tiraram o Edson Gaucho aí selaram a sorte do Paysandu. Precisamos de diretores que entendam de futebol, para que vejam quando é preciso contratar e não pegar corda da empresa.

  8. Interessante como a mídia (principalmente aquele grupo pertencente a uma família de bicolores) “passa a mão” nos revezes sofridos por este fraco time do Paissandu. Ontem, escutando os comentários após o vexame, contei mais de um analista dizer ter percebido grande “nervosismo” nos torcedores, jogadores e direção do Icasa, por receio de enfrentar o “grande Paissandu”… Quanta balela!… O Icasa é muito mais time e passeou no jogo. O paissandu tem muito é que agradecer, pois foi várias vezes beneficiado por resultados de outros jogos, que o livraram do rebaixamento. Querem coisa mais pífia do que conseguir míseros 11 pontos num total de 24?… Em terceira divisão? Nem merecia ter passado para este último mata-mata.

  9. Do WEBSITE DO EDSON GAUCHO.

    NOTÍCIA
    Não se questiona a competência do agora ex-comandante bicolor. Num total de 24 jogos sob o seu comando, o Paysandu conseguiu 16 vitórias, quatro empates e teve quatro derrotas. Estatisticamente, os números apontam para 72% dos pontos disputados.
    Pelo visto, não foi a matemática que gerou a demissão do treinador. Após a estréia na Terceirona, a vitória apertada sobre o Sampaio Corrêa, Luiz Omar reprovou o período estendido de folga do grupo após o titulo regional de 4 dias e chamou publicamente o grupo de atletas de “frouxos”, algo que não foi aprovado pela comissão técnica pela falta de respeito com os atletas.
    O segundo foi relacionado à questão de contratações. O técnico disse que partir em busca de contratações seria uma espécie de contra-senso já que a direção disse que não teriam condição de contratar ninguém, considerando a dificuldade financeira para o pagamento do plantel. Mas, a diretoria resolveu contratar sem consultar a comissão, mostrando total falta de respeito com a mesma.
    Assim que o diretor de futebol Clodomir Araujo Junior soube da demissão do Técnico Edson Gaúcho pediu demissão no exato momento, mostrando que realmente era uma atitude única do presidente do clube.
    O mais importante é que o Técnico Edson Gaúcho sai como competente no seu trabalho e com o apoio de 82% da torcida a seu favor.
    Todos do Paysandu Sport Clube esperam que seja apenas um até breve.

    1. Cláudio, acabo de ouvir do próprio Louro que eles se reuniram com o Gaúcho no inicio da competição e o treinador queria sim 3 reforços, aí o presidente disse que teria que haver dispensas, o que não agradou o EG. O presidente fez uma contra-proposta que seria a contratação do Alex Oliveira, vetada pelo EG. O presidente numa tremenda falta de ética contratou o ex-jogador Jucemar sem o aval do técnico. Deu no que deu.

  10. Técnico não joga é. Só podia ser o Harold. Quem sabe o Ondino não caberia ao Papão em Harod? Técnico não joga mesmo, não é? Sem querer ser o dono da verdade, mas falar de futebol todo mundo fala, entender é que é difícil.

  11. Gerson parabens pelo texto….nós estamos realmente abaixo do futebol de 2ª divisão do Cearense, com todo o respeito. Ainda bem que o Rio Branco nao conseguiu a vaga, pois se conseguisse, o Claudio Guimaraes estaria certissimo em sua coluna, qndo dias atras informou que se o Paissandu ficasse e o Rio Branco passasse aí sim o futebol acreano ia ultrapassar o paraense, e como nao teve o acesso, no norte apesar de TUDO e de TODOS, acredito que ainda estamos na frente. O Santa Cruz tambem ficou pelo meio do caminho. E finalizo concordando com o Claudio, tecnico do Columbia : Tecnico nao ganha jogo, Harold, mas perde…tenho certeza que se fosse o Edson Gaucho nao veriamos a passividade de um time de futebol como vimos ontem…sonolento, com a dupla Mael e Dadá se arrastando em campo, com Velber passeando, e outros e outros, e outros…mas faz parte, jah diria uns. De setembro a dezembro, campo do Frank, em Benfica, Campo do Marex, no Marex, Florentina, Jurunas, campo do Deca, em Benfica, etc…Bomsucesso em Benevides serão palco do desfile de muitos que estavam ontem no sertao cearense…isso aí é o futebol profissional de Remo e Paissandu…
    1 abraço a todos,

    Edmundo Neves

  12. Caro Claudio & Edmundo tenho certeza de que vc jogou ou ainda joga e sabe do que estou falando..os caras fritaram o Payssandu.

    E ai nao tem Tele Santana que resolva, os caras pararam e pronto!
    Agora uma perguntinha basica, se o Gaucho e’ essa unica coca no deserto, pq ele continua desempregado??

    Agora Claudio para falar de alguns caras que jogaram na Tuna ,tem que ter muita foto pra mostrar, caso contrario….

    1. Esperava mais de vc Harold, querer medir competencia por está empregado ou não é brincadeira. Onde está o Leão, o P. C. Carpegiane, o Bonamigo, o Cuca, o Sérgio Guedes, o Levir Culpi, o Marco Aurélio????

  13. Penso Harold, que hoje, é sim, mais o dia dos Bobos, para aqueles que acreditaram que com o Valtinho o Paysandu Subiria, com todo respeito a torcida do Paysandu, que não merecia isso.

  14. Esperava mais de vc Harold, querer medir competencia por está empregado ou não é brincadeira. Onde está o Leão, o P. C. Carpegiane, o Bonamigo, o Cuca, o Sérgio Guedes, o Levir Culpi, o Marco Aurélio?????

  15. Os acontecimentos (positivos ou negativos) não são explicados por fatores isolados. Logo, o fracasso do Paysandu na Série C do campeonato brasileiro deve ser analisado sob vários pontos de vista.
    1- O Paysandu tem um time razoável (ou o Icasa com esse time consegue se manter na Série B em 2010?). Dava para o gasto. Mas o elenco era desequilibrado. Aldivan não tinha reserva. O ataque carecia de melhores peças. E o setor de criação depende de um ex-jogador: Vélber. O reserva do risadinha? Michel, um inexpressivo jogador, que apareceu com 28 anos. E cadê o Thiago-Não-sei-o-que? Jogou duas partidas e daqui há um ano colocará nosso Paysandu na justiça. Em suma, desde Janeiro não houve critério para montagem de um grupo de jogadores. Culpa de LOP, Edson Gaúcho e demais diretores.
    2- A direção do Paysandu, encabeçada por LOP, é claro, é movida a surtos. A delírios de grandeza acompanhados por um desarranjo mental gritante. LOP parece ser o tipo da pessoa que quando tem duas idéias ao mesmo tempo, puft, apaga. Deve ser a causa de seus desmaios…
    3- A imprensa jogou uma culpa no EG que a meu ver é indevida: a não contratação de jogadores para o brasileiro. Veja bem, se a diretoria não tinha pago àquela altura a premiação pelo título paraense, com que dinheiro contrataria reforços? EG teve a postura certa. Ou se você tem uma empresa e na virada do ano está com os salários atrasados vai contratar mais pessoal para o ano que começa? A imprensa mete corda na hora de contratar mas quando o clube não paga, ela tira o corpo fora.
    4- Mudar de técnico durante a competição. Embora seja a solução mais prática, raramente dá certo. Se o EG era uma bomba, que a dispensa tivesse acontecido ao final do paraense. Mais uma vez faltou critério. Como faltou critério na contratação do Jucemar. Comissão técnica e diretoria falavam idiomas diferentes.
    5- E pra finalizar: acredito que a vida sempre tem alguns acontecimentos interessantes. O joga contra o Icasa na Curuzu. Aquela presepada dos ex-dirigentes entrando de mãos dadas no gramado era um (mau) presságio. Fica uma dica aos colegas do blog: Sempre que políticos e dirigentes de futebol estiverem muito pimpões e serelepes, desconfiem. Vai acabar mal. Quando você ver algum cartola muito feliz na televisão, muito exaltado ao falar fique de olho na sua carteira. Hehehehehe
    Tchau Luís Omar.

    1. Matheus,
      Lembra de um amistoso realizado em Santa Isabel, logo após o Parazão, contra um remendado time amador do Izabelense? Pois é. Foi o único teste do Paissandu para encarar a Série C. EG estava de folga e nem viu esse jogo-treino. O resultado foi Izabelense 1 a 0, mas surpreendeu a quantidade de gols perdidas e as facilidades permitidas pela zaga do Paissandu. Mesmo assim, EG insistiu na tese de que reforços eram desnecessários.

    1. Harold, na comunidade do Paysandu no orkut, o que tem de viúva do EG e “engenheiro de obra pronta” não está no gibi!
      Essa mesma torcida que adora o “EG Guss Hidink” (o choro de parte da torcida pela sua saída é tão intenso que parece que perdemos um treinador do quilate desse holandês, é impressionante!) e que, sem dúvida, ridicularizou o LOP quando ele disse agora há pouco em uma emissora de tv que se EG continuasse no comando nos teríamos caído, é essa mesma massa de “alienados” que acredita em outro embuste: que se EG ainda fosse o técnico nós teríamos subido! Vá entender!?
      O time piorou com Válter Lima, o que não significa dizer que com EG era uma maravilha. Esse mesmo time que aí está e que ganhou o “sensacional” Parazão não era bem treinado há tempos. O time sempre foi atabalhoado, sem jogadas ensaiadas e sem fôlego!
      Agora muito se fala no aproveitamento de EG baseado em dados estatísticos que são questionáveis sim: 72% de aproveitamento… certo, mas contra quem? Vila Rica, Castanhal, Ananindeua? Cheira a estatística de caixa 2, ou seja, emcobre muitas coisas!
      E se EG não queria reforços pq não daria para pagar os jogadores que aí estão, tudo ok, é uma postura até digna. Mas acreditar que o que aí estava bastava é outro embuste! E pq não quis Alex Oliveira, de qualidade técnica inquestionável? Seria só pelo dinheiro devido aos jogadores que aqui estavam mesmo?
      Tenho minhas dúvidas!
      EG ganhou a simpatia de parte da massa por que “jogou pra torcida”, e como deu nome aos bois, foi eleito, talvez pela carência de ídolos e títulos da Fiel, como o herói da vez. Não devemos esquecer que Tourinho , um dia, também foi esse “herói da vez”, e assim, capitalizou votos para uma carreira política baseada na “alienação” de grande parte da Fiel.
      Não defendo Válter Lima, pois ele é reconhecidamente limitado. Só não concordo com a defesa canina e alienada que muitos fazem do turrão e burro treinador gaúcho.
      EG é tão enganoso quanto Arthur!

      1. Daniel,
        Faço minhas as suas sensatas palavras. Ontem, admiti até publicamente minha descrença no aproveitamento de técnicos locais (tese defendida há muito tempo pelo nosso Cláudio Santos). Realmente, Valter Lima não soube se impor e acabou tragado pelos boleiros, que simplesmente se omitiram do jogo. Isto é uma coisa. A outra, completamente diferente e absurda, é superestimar a competência de EG. Concordo inteiramente com você quando diz que o time já era ruim com EG, que muitos aplaudem porque teria “os jogadores na mão”. Não vi isso, pelo contrário. Se tivesse esse controle, o Paissandu não teria tantas dificuldades em jogos cruciais, como aquele em Lucas do Rio Verde. Por essas e outras, mesmo respeitando todas as opiniões em contrário, considero o trabalho do ex-técnico um engodo, que só teve essa receptividade porque a memória do torcedor é curtíssima e sua base de comparação é sempre pelos dois últimos trabalhos. Se voltasse um pouco mais no tempo iria ver que Givanildo, Wortmann, Benazzi e o próprio Daryo Pereira jamais foram tão pranteados como o sr. EG, que – além das óbvias limitações na profissão, tanto que não arranjou clube até hoje – é um sujeito incivilizado e destemperado, capaz de atrocidades como agredir um torcedor que fez-lhe um gracejo bobo. Isso para não falar dos chiliques que teve na própria Curuzu, quebrando mesas e intimidando funcionários, chegando a querer peitar diretores e o próprio presidente! É desse tipo de profissional (??) que parte da torcida tem saudade, infelizmente.

  16. Marcelo, vc ouviu do ex diretor, hoje, mas pode ter certeza que ainda vai ouvir e muito na Imprensa, que o Edson Gaucho disse que não precisava de contratações e que o mesmo havia batido no peito e dito que o grupo tava fechado.Eles fingem que não sabem disso, para atacar o ex Treinador e, o que é pior, tem gente que acredita.

    1. Caro Cláudio,
      Ninguém inventou isso. É fato. Foi o próprio EG que declarou isso (existem gravações, no rádio e nas emissoras de TV), com a empáfia de sempre. No rádio, chegou a dizer que o time ia em frente com um pé nas costas. O nível de irresponsabilidade é quase inacreditável. E a diretoria errou ao concordar com o lunático.

  17. O grande problema Daniel é que talvez o seu conhecimento sobre futebol esteja acima dos 82% dos torcedores que foram contra a saída do Edson Gaucho. Fico a imaginar o que vc estaria falando, hoje, se, por sorte, o Paysandu conseguisse o acesso ontem. Imaginem.

    1. Caro Cláudio

      Não quero ser o dono da verdade, longe disso. Nem sou especialista no assunto futebol, afinal não sou jogador e nem técnico. No entanto, isso não me exclue da possibilidade de fazer críticas e questionar certos métodos e/ou condutas de certos profissinais.
      Como torcedor, lógico que sou passional. Mas a passionalidade tem limites até nos torcedores mais fanáticos, e eu também não posso fugir a essa condição.
      Se o time tivesse se classificado, tudo seria festa, ótimo, beleza, farra, algazarra, euforia…
      Mas não se classificou… e todos nós, mesmo o mais fervoroso dos torcedores, sabia que só daria na base do “bumba-meu-boi”, da “valentona” como se diz.
      Como eu disse certo dia a um saudoso do Édison Gaúcho (detalhe, não tenho nada contra a pessoa de EG, afinal nem o conheço, mas im contra a defesa ardorosa do treinador por grande parte da Fiel Bicolor), “quando o sargento do seu pelotão o maltrata, vc sente saudades até da madrasta que o espancava”.
      E não podemos negar o fato de EG saiu fazendo média com a torcida,a aponto de alguns descerebrados sentirem falta, ante a decepção de ontem, falta até de Roni e Luciano… numa clara demonstração de como, às vezes, a passionalidade corrompe o bom senso. Eu, pelo menos, tento não me corromper ao ponto de ficar totalmente cego, só isso. Agora, se a maioria (os 82%) não pensa como eu (o que é ótimo, pois indica diversidade de pensamentos e de idéias), fazer o quê? Pluralismo é isso mesmo!
      Mas, como diria Nélson Rodrigues, “toda a unanimidade é burra”, e isso não podemos negar!

      PS: não me tocou a demissão de EG e muito menos a contratação de Válter Lima. O que quero ressaltar é a defesa obstinada de um treinador que também (eu disse “também”!) tem sua parcela de culpa! Só isso.

  18. O problema foi a fonética: A torcida gritava: “Vamos subir, papão”… E os jogadores entendiam “Vamos sumir, papão”… rsrs.

  19. Não tem mais jeito, só tem uma saída vender Remo e Paysandu para alguma grande empresa de São paulo que saiba usar essa imensa paixão do torcedor paraense para levantar os clubes do norte, afinal tem empresario de lá levantando times que nem torcida tem. Chega de amadorismo, caso contrario só vai piorar ainda mais….

  20. Vou ser sincero. Agora tenho certeza que não entendo nada-nada de futebol. Porque eu realmente acreditava que Zeziel e cia era uma boa equipe. Ledo engano. É muito ruim. O pior é que não vejo futuro brilhante pro papão. Nem ano que vem. Só mesmo torcendo pra aparecer no time base bicolor – sub20 – um ronaldinho, um kaka. Égua, agora viajei alto!

  21. é curioso saber que após mais essa tragédia que aconteceu com o papão , os 2 ultimos treinadores são os focos das atenções . com o atual time que esta ai nem luxemburgo dava jeito. esse time era pra ser só no parense e olhe la… o no brasileiro da serie c com um time quase que todo novo. com o proprio maior rival foi assim em 2005 . o remo não tinha um time brilhante , longe disso , tanto é que com um mangueirão com mais de 40 mil pessoas o remo perdeu pro nacional de manuas. foi de certa forma um vexame, mas o roberval davino experiente que é e com o grupo na mão conseguiu mexer com os brios dos jogadores e em novo hamburgo conseguiu o objetvo. situação parecida com o paysandu ontem que vacilou em casa e decidiu fora , e que o mesmo fez??? no futebol . não basta saber pisicologia. tem que saber é de futebol!!!

  22. Gerson, quando critico a Imprensa, é uma Crítica construtiva. Fiquei muito contente, alegre mesmo com sua postura ( tinha que vir de você, de bom caráter. As vezes fico triste em ter que fazer uma crítica contra vc, mas não fujo, do que penso que conheço sobre futebol), até porque Gerson, podemos ter idéias divergentes, mas temos algo em comum (como todos que partipam desse conceituado blog), queremos o bem do futebol paraense e, esse bem, passa pelo engrandecimento de Remo e Paysandu. Gerson, atente para isso: Esses clubes dependem e muito da Imprensa Esportiva Paraense, sem ela eles não vão conseguir levantar. Então volto a pedir e sei que vc é uma pessoa sensata e vai levar isso a debate com seus parceiros da Imprensa: Quando chegar em Belém, um Técnico para treinar Remo ou Paysandu, que tenha problema com a Imprensa, Marquem uma reunião com a direção do clube e seu treinador e resolvam os problemas internamente, sem ter que fazer campanhas para a demissão desse Técnico, o pouco que o conheço, vc não vai concordar nesse aspecto comigo, mas Gerson, veja:
    GIVANILDO OLIVEIRA: Brigou com a Imprensa, não interessa com quem foi, mas de tudo fizeram para o Tourinho mandar o mesmo embora. Se o Presidente fosse o Luis Omar, o Paysandu nunca tinha ganho esses títulos, tão importantes para sua história’;
    JOEL MARTINS: Esse foi muito malhado na Imprensa, tambem foi pedida sua cabeça e o Rui Sales o bancou e o Paysandu foi Campeão. Então nós Torcedores, percebemos que um Técnico para vencer em Belém, tem que peitar a Imprensa e, isso não é bom para aqueles que são bons profissionais como vc.

    1. Cláudio,
      Também me orgulho de ter você (e todos os demais amigos) entre os colaboradores mais ativos do blog, com críticas, opiniões firmes e ideias. Queremos o melhor para os nossos clubes, estamos todos tristes com tanto descalabro, com ausência de perspectivas. A cada novo tropeço ou vexame, voltamos à velha choradeira, até pela impotência de resolver as coisas que não dependem de nossas ações. Podemos pensar de forma diferente, até divergir frontalmente, mas o que nos une é mais forte: o interesse comum pelo bem-estar e a glória do nosso futebol. Como dizia o velho Lennon, podem achar que eu sou um sonhador, mas não perco a esperança jamais.

  23. Do jeito que falam, parece que a imprensa faz um favor ao dar destaque a PSC e Remo. Mas é justamente o contrário: a imprensa só dá destaque a PSC e Remo porque isso dá retorno.

    A imprensa esportiva do Pará é uma espécie de sanguessuga dos nossos clubes. Arrancam deles tudo o que podem, se acham os arautos da ética e da competência, mas só contribuem pra afundar mais e mais o futebol paraense.

    Certo estava o EG ao peitar a imprensa esportiva e limitar a sua atuação no PSC. Como falaram aí em cima, os clubes do Pará, nos últimos tempos, só deram certo com treinadores que botaram a imprensa no seu devido lugar.

    1. Victor,
      Não vou ficar bradando no deserto, até porque vejo que tem opinião formada sobre o assunto e também considera que a imprensa esportiva do Pará é a maior de todas as pragas. Como parte dela, posso lhe garantir que a imprensa não explora direito nenhum dos grupos, paga sempre que foi instada a isso e contribui muito, mas muito mesmo, como poucas no Brasil. Quanto à pseudo-valentia do ex-técnico, seria bom você avaliar o quanto ele trouxe de ganhos ao clube que o pagava quando proibiu entrevistas e impediu que os anunciantes tivessem suas marcas divulgadas na TV e nos jornais. Garanto a você que o presidente do PSC sabe exatamente o tamanho desse prejuízo, pois sofre as pressões de quem investe no clube. Por fim, considere que os clubes do Pará deram certo quando tiveram um mínimo de competência para formar bons times – vide Remo no período Paulo Amaral/João Avelino/Joubert Meira e o Paissandu na fase Givanildo Oliveira – que trombava com a imprensa, sim, mas era civilizado e reconhecia seus erros, além de ser um baita vencedor. O inusitado encanto por uma figura sem currículo e com pouquíssimo estofo para conviver em equipe só se explica pela progressiva perda de referência do nosso torcedor. Sinal dos tempos.

  24. Caro gerson sou torcedor do Clube do Remo e mesmo sendo torcedor contrário não fiquei contente com a desclassificação do paissandu, isso mostra a onde chegou o futebol paraense , no fundo do posso, estou ausente de Belem mas aconpanhei o jogo pela Clube via internete no projeto salobo em carajás. abraços. Luiz Carlos.

  25. Não Victor! Experiências históricas de “botar a imprensa em seu devido lugar” nunca deram bons resultados. Imprensa livre com erros de opiniões sempre será melhor que imprensa sem opinião alguma. Futebol representa a história social de um povo e do livre pensamento também.

  26. Todos no futebol paraense(imprensa, torcida, etc…) sabem que o time do Paysandú é muito fraco, principalmente na defesa; mas só que o Icasa não é nenhum Manchester United não, faltou mesmo foi um técnico competente e guerreiro p/ estimular e passar garra p/ esse time, qualidades que o sr. Walter nunca teve. Continuo com o Edson Gaúcho.

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