Nem mesmo a boa vitória por 1 a 0, fora de casa, contra o Cristal (AP) no último domingo, amenizou o aperreio no São Raimundo. Além da possível saída do técnico Artur Oliveira do comando, agora são os diretores de futebol do alvinegro, sustentáculos do time no Brasileiro da Série D, que ameaçam “abandonar o barco”. Reunião na manhã desta terça-feira, em Santarém, ficou de selar o futuro do Pantera.
É fato que não é o mandatário máximo do S. Raimundo, Rosinaldo do Vale, quem dá as cartas no Mundicão. Quem formou a equipe vice-campeã paraense foi um grupo de diretores – Alberto Tolentino, Júnior Tapajós, Jardel Guimarães, Sandicley Monte e André Cavalcante.
Mas, hoje, acredita-se que há um verdadeiro racha entre os diretores de futebol e os membros da alta cúpula. Esse é um dos motivos que vêm levando Alberto Tolentino a deixar o alvinegro. “Falta integração. O departamento de futebol precisa de mais apoio de outras pessoas ligadas ao clube. Às vezes, ouvimos críticas de quem não vive o dia a dia do S. Raimundo e as dificuldades da Série D”, falou.
Outra questão que vem tirando o sono de Tolentino é a falta de apoio do Governo do Estado, que teria prometido, através da Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa), uma cota de R$ 150 mil pelos direitos de transmissão dos jogos do S. Raimundo na Série D. “Estamos passando por dificuldades. Só a folha salarial do clube chega a R$ 60 mil por mês e os gastos totais giram em torno de R$ 100 mil. Tenho certeza que, se fosse o Remo, todo mundo estava ajudando”, diz o dirigente. (Com informações do Bola)
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