ABI: fim do diploma expõe jornalistas

 

Por 8 a 1, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou hoje a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Só o ministro Marco Aurélio Mello votou pela manutenção do diploma. O presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Maurício Azêdo, criticou a decisão. “A ABI lamenta e considera que esta decisão expõe os jornalistas a riscos e fragilidades e entra em choque com o texto constitucional e a aspiração de implantação efetiva de um Estado Democrático de Direito, como prescrito na Carta de 1988”, disse ele em nota.

Na nota, Azêdo diz esperar que a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) recorra ao Congresso Nacional para “restabelecer aquilo que o Supremo está sonegando à sociedade, que é um jornalismo feito com competência técnica, alto sentido cultural e ético”. Ele informa que a ABI organizou o 1º Congresso Brasileiro de Jornalistas em 1918 e aprovou “como uma das teses principais a necessidade de que os jornalistas tivessem formação de nível universitário”. (Da Folha de S. Paulo)

Jornalismo x culinária

“Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”.

Gilmar Mendes, o Iluminado, discorrendo sobre jornalismo e culinária.

A transmissão em debate

O debate fomentado pelo presidente do Paissandu, domingo, depois que a TV Cultura transmitiu o jogo com o Rio Branco, motivou esclarecimentos reveladores sobre o teor do contrato 011/2009, firmado pela Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa) com os principais clubes paraenses e a Federação Paraense de Futebol. Como tantas vezes acontece no Brasil, discute-se muito o tal contrato, mas nem mesmo os clubes conhecem direito o seu teor. Só isso explica a reação furiosa do dirigente do Paissandu ao saber da transmissão do jogo para Belém.
Em nota oficial em que explica a transmissão, a Funtelpa observa, com razão, que “o contrato resulta de uma série de reuniões com a instituição e representantes dos clubes que assinaram o acordo” e que “as partes interessadas e seus advogados tiveram oportunidade de ler detalhadamente o conteúdo do contrato e, inclusive, fizeram suas sugestões de mudança, que foram acatadas”.
A fundação, obviamente, defende os termos do contrato. Para ela, o acordo constitui um estímulo aos clubes paraenses e visa o seu fortalecimento. A TV Cultura transmitiu “os jogos dos campeonatos estaduais e nacionais da Série C” como contrapartida aos recursos destinados aos oito clubes pelo governo do Estado.
Cita que o Remo, mesmo sem divisão, recebe integralmente pelo contrato. O valor de R$ 2 milhões e 580 mil, referente ao ano de 2009, já foi pago aos clubes, em duas parcelas, a 15 de fevereiro e a 15 de junho deste ano.  Remo e Paissandu receberam, cada, R$ 940 mil.
Além de garantir, erroneamente, que as transmissões “fomentam a torcida tanto na capital, Belém, quanto no interior do estado, ao permitir que três milhões de paraenses, em mais de 40 municípios”, possam assistir aos jogos do seu clube favorito, a fundação estadual deixa no ar a possibilidade de aceitar a revisão e alteração de itens do contrato.
Clubes de massa e dependentes de bilheteria, Remo e Paissandu deveriam aproveitar a deixa e negociar a suspensão das transmissões para Belém, liberando integralmente para as cidades do interior. Se o contrato for cumprido à risca pelos próximos cinco anos, Belém logo deixará de ser recordista de público em estádios de futebol.
 
 
Só não ficou claro, no comunicado da Funtelpa, como foi o acerto com o Rio Branco (AC) para a exibição da partida, pois em competições nacionais os direitos de transmissão de um jogo pertencem aos dois clubes envolvidos.
 
 
O Paissandu, depois de prometer não contratar mais ninguém, anuncia mais um reforço para a disputa da Série C. Trata-se de Thiago Silva, meia-armador revelado pelo J. Malucelli do Paraná e que já defendeu Palmeiras e Atlético-MG. Não tem maiores credenciais, mas vem avalizado pelo técnico Edson Gaúcho. E pelo clube de origem tem certamente empresário forte por trás, o que nem sempre é bom sinal.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 18)

Destaques do DIÁRIO nesta quinta, 18

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