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A tribuna do torcedor

Fui ao Mangueirão ontem (domingo) e não gostei do que vi, o Paissandu na minha opinião ainda não é o time que a torcida espera e confia para subir. Os comandados do teimoso Edson Gaúcho (insistência com Alex Sandro no meio) não conseguiram em momento algum tomar conta do jogo, achei o time acreano bem mais perigoso e rápido nas ações de ataque. O time alvi-azul mostra mais uma vez não possuir um padrão tático, jogadores bons o time tem. Só precisam de alguém que entenda do negócio!

No primeiro tempo, o treinador viu a situação ficar preta após o gol do Rio Branco e mexeu no time, louvável atitude, porém mexeu errado, tirou Lê que não vinha comprometendo e deixou em campo Alex Sandro (o pior de todos em campo), que não conseguia acertar um passe, e para piorar colocou o afoito Torrô, que passou a maior parte do tempo perdido.  

Após o gol de empate de Zeziel esperava que tudo mudasse, me enganei e o ritmo do jogo não mudou devido à inoperância do meio campo que fez com que o Paissandu desperdiçasse alguns contra-ataques, Velber não jogou o sabe, apesar de alguns dribles bonitos e passes na medida. Além dos problemas no meio, os laterais Aldivan e Paulo de Tarcio (não sabe jogar de lateral) não produziram nada.

No segundo tempo, os 20 primeiros minutos foram de alternâncias entre ataques, com destaque para Zé Carlos que deixou sua marca duas vezes e ainda voltava pra ajudar na zaga, após aumentar a diferença o Paysandu cedeu muito espaço e quase o time do Acre empata, teve pelo menos umas três ou quatro chances de marcar, e ainda deu bola na trave, depois da expulsão do Ley o time tocou a bola esperando o tempo passar deixando o jogo chato e perigoso.

Gaúcho escala mal, mexe errado e quando trocou o homem certo (Alex) poderia ter ido pra cima porque estava com um a mais, mais preferiu colocar Rossini que não parou em pé e quase nada produziu, somente ajudou a povoar o meio campo.

Outra decepção foi o piauiense do apito: inverteu faltas, não marcou algumas, deixou o jogo correr com o carrinho da maca em campo, repórter da beira de campo até entrou para dar a bola pro Rafael. Enfim, foram muitas lambanças do árbitro do Piauí.

Para não ficar somente criticando, na zaga Luciano e Roni se desdobraram para tentar segurar o ataque acreano, na cabeça-da-área Mael carregou o piano nas costas e Zeziel tanto combate quanto ataca com eficiência. Além destes, Rafael mostra que está melhorando e praticou pelo menos umas três defesas milagrosas e Zé Carlos prova que não devia ter sido esquecido na final do paraense. É bem mais técnico e consciente que Zé, Balão e Reinaldo.

Espero que contra o Águia a postura seja outra, pois é um adversário perigoso e destemido. Se o Jucemar já estiver regularizado, acho que o “Sargentão” da Curuzu não deve pensar duas vezes. Meu time seria: Rafael, Jucemar, Roni, Luciano e Aldivan; Mael, Dadá (ou Paulo de Tárcio), Zeziel e Vélber; Balão (ou Zé Augusto) e Zé Carlos.  

Luciano Gomes

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