O escritor Paulo Coelho, maior vendedor de livros no Brasil, entrou de cabeça na discussão acerca dos motivos do desastre com o Airbus da Air France. Segundo o jornalista Maurício Stycer (Portal iG), há dois dias, o escritor vem batendo na mesma tecla: o vôo AF-447 entrou, ou não, em um “cumulus nimbus” (CB), nuvens com tempestades dentro, capazes de ter provocado o acidente?
Freqüentador assíduo da rota Rio-Paris, ele mostra-se aflito com a falta de informações sobre as causas do acidente: “AF 447: quase 48 hs e tudo que leio: ‘um mistério’. ‘Mistério’ não serve. Sei q é preciso esperar, mas não há um simples indício? Insistam”, escreveu na noite de terça-feira, no Twitter, conclamando seus 32.545 seguidores a encontrarem informações sobre o assunto.
Em mensagem direta à Air France, Coelho insiste através do Twitter : “Basta q declarem q o avião não entrou (confiante) em uma CB. O radar meteorológico avisa. Se entrou, ñ foi por falta de aviso. Isso é sério”. O autor de “O Alquimista” sustenta ter ouvido de um piloto comercial, durante a Copa da Alemanha (2006), que as companhias aéreas pressionam os pilotos a não desviar muito da rota quando há zona de tempestade no meio do caminho com o objetivo de “economizar combustível”. Coelho acrescentou no seu primeiro comentário sobre o assunto: “Rezo p/ que não seja o motivo”.
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