Sobre o driblador inútil

Do blog de Cosme Rímoli:

Denílson.

A maior negociação no Brasil nos anos 90. O São Paulo vendeu ao Bétis por US$ 32 milhões em 1998. Jogador de dribles sensacionais. Foi comparado a Garrincha, Canhoteiro..

Os dirigentes do Bétis afirmavam ter vencido um duelo com o Real Madrid. E contratado o melhor jogador do mundo, na época. Denílson jurava que deixava o seu clube de coração para vencer na Europa.

Decepção dos dois lados.

Logo em 2000, o Bétis era rebaixado. E Denílson considerado o pior investimento da história do clube espanhol. Na Seleção Brasileira também não se firmou. Perdeu prestígio e virou mera atração no banco de reservas.

Seu grande momento foi na Copa de 2002 quando entrou para prender a bola contra a Turquia. Sua habilidade fora do comum serviu para atormentar sete turcos. Quem não gostava de Denílson o chamou a carreira de ‘foca’. O comparava a um jogador de exibição com a bola. Que preferia driblar sem necessidade a produzir para o time que defendia.

O rótulo grudou.

Para piorar, diz que perdeu grande parte do seu dinheiro por ter acreditado em um ex-empresário. O brasileiro passou a ter uma vida de nômade para tentar se recuperar financeiramente. Flamengo, Bordeaux, Al Nassr, Dallas, Palmeiras, Itumbiara. No início do ano, a Portuguesa o recusou. Assim como os demais clubes grandes brasileiros.

Sentindo não ter mais espaço no País, a saída foi de novo o aeroporto. Não para a Europa. Mas, desta vez, para o Vietnã. Denílson acertou sua ida para o Xi Mang Hai Phong. Jogará lá por seis meses, noticiaram as agências internacionais. Denílson não atende o celular. O atacante tem apenas 31 anos. Parece mais velho. 

Sua alegria, irreverência foi embora há muito tempo. Treinadores e jogadores conversando sobre ele costumam ter a mesma sensação.

A de um enorme… De um gigantesco…

Desperdício…

Quem não lembra das patacoadas de Galvão Bueno: “Denilson neles, minha gente!!! É a graça e a malandragem do futebol brasileiro, e pererê, parará…”. Nunca me iludi com esse marketing fajuto que a Globo permite, transformando jogadores comuns em projetos de grande craque. Enganação pura.

7 comentários em “Sobre o driblador inútil

  1. Gerson, por aqui tambem de vez em qndo aparecem uns Denilsons da vida…faz parte né ? gostei do pererê parará, ha ha ha ha …..

  2. só pra completar: o Denilson hj foi anunciado como o novo reforço (égua!!) do Hai Phong Cement, do Vietnã. Tem otário pra tudo nesse mundo, até no Vietnã.

  3. Nossa!! Denilson não é único no quesito firula inútil. Há bem piores… Gerson, e o Obina? Não merece um menção por ter voltado a marcar mesmo voando pela Tam?

    1. Sandra,
      Estamos falando de drible. Obina é um bonde, não faz firula nem sabe driblar. É importante não confundir as coisas: refiro-me àquele jogador, como Denílson, que tem reconhecida habilidade para o drible, mas que não utiliza esse dom no sentido de beneficiar seu time.

  4. Eu sei Gerson do que estamos falando. Entrei no tema Obina porque ele foi motivo de crítica e piada aqui no blog porque não fazia gol. Foi para o Palmeiras e marcou e ai nem tocaste no assunto aqui no blog, nem para satirizar. estranhei…

  5. Aliás, penso que o Obina é uma outra versão do Zé Augusto. Lembra que houve uma época em que ele andava salvando o Flamengo em alguns jogos? Que nem o Zé no Papão…

    1. Acho Zé um craque perto do Obina Shock. Só durou um pouquinho mais na Gávea porque a torcida começou com aquele deboche de compará-lo a Eto’o e o Flamengo historicamente acolhe esses bondes – Fio Maravilha, Peu etc.

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