A volta triunfal do Fenômeno

Ronaldo arrebenta na Vila Belmiro, cala os críticos e retoma seu verdadeiro lugar no futebol brasileiro atual.

Alguém tem dúvida de que ele é o cara?

Trocando em miúdos: alguém teria coragem de não convocá-lo para a Seleção, estando jogando desse jeito, apesar dos quilinhos a mais?

Pois é.

Há quem duvide, mas Dunga certamente já foi informado de que a 9 do escrete vai voltar ao antigo dono.

Talvez ainda nas eliminatórias sul-americanas.

Pela simples razão de que não há nenhum outro atacante jogando no nível de Ronaldo. Incrível, mas verdadeiro.

Ou alguém ainda fala em Keirrison? Ou Luís Fabiano? Ou Washington? Ou Vagner Love?

O filme é velho, só não lembra quem não quer.

Ronaldo cresce nas adversidades.

Joga mais quando é provocado, desafiado.

Mais ainda quando se sente menosprezado.

Transforma a raiva e a indignação em combustíveis para a produção em campo.

Este sempre foi o seu diferencial: crescer quando ninguém leva fé.

Por isso, vai contribuir tremendamente para a evolução de Ronaldo a manutenção do clima de desconfiança em relação ao seu jogo.

Quanto mais mordido, mais rápido ele voltará a ser o Ronaldo fenomenal.

Absolvição no STJD

Informa a assessoria de comunicação do Remo:

Fora da disputa do Campeonato Estadual 2009, a torcida do Clube do Remo ganhou uma boa notícia, na noite desta segunda-feira. A Primeira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu o clube pelos incidentes ocorridos na derrota diante do Flamengo por 2 x 1, no dia 8 de abril, pela Copa do Brasil.
Conforme relatou o árbitro José Henrique de Carvalho na súmula, ao término da partida “foram arremessadas várias garrafas de água, copos plásticos, rolos de papel higiênico em nossa direção. Objetos estes que foram lançados pela torcida da equipe mandante. Informo ainda que, a torcida da equipe mandante arremessou um rádio portátil em direção ao árbitro assistente número dois, durante a partida, aproximadamente aos 40 minutos do segundo tempo. O referido objeto não o atingiu”.
Baseada no relato do árbitro, a Procuradoria denunciou o clube por deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto – artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê como pena a multa de R$ 10 mil a R$ 200 mil e perda do mando de campo de uma a dez partidas.
A defesa do Clube do Remo, através do advogado Osvaldo Sestário, relatou que a prova de vídeo foi clara ao mostrar que o Remo não deixou de previnir as desordens. Em seguida, ressaltou que a documentação anexada nos autos constituem prova disso.

Contagem regressiva

Aproxima-se a data da escolha das sub-sedes dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

A Fifa estabeleceu a data de 30 de maio para pôr fim à longa expectativa criada nos meios esportivos e políticos.

Não se diz quase nada sobre os passos recentes, no campo do marketing, de Belém para tentar assegurar o que lhe é de direito – levando em conta que nenhuma capital nortista respira tanto futebol quanto a Cidade das Mangueiras.

Os manauaras continuam se movimentando, inclusive junto à mídia do Sul e Sudeste. De vez em quando surgem pequenos comentários, dando como favas contadas a escolha de Manaus. Notícias desse tipo não surgem do nada como o mato que insiste em invadir as principais ruas desta cidade tal maltratada.

É preciso se mexer. E muito.

Talvez não haja mais tempo.

E o debate continua

Caro Gerson

 

Conforme estava desenhado, o Remo perdeu para o S. Raimundo. Existem alguns aspectos a serem considerados:

1) O que a diretoria do Remo fez foi certo. O clube não tinha dinheiro, como poderia montar um time caro? Seu grave erro foi não gastar R$ 50 mil para trazer o Maico Gaúcho. E apenas deu muito azar pela campanha totalmente anormal que o S. Raimundo realizou. Quem esperava por isso?

2) É preciso que alguém da imprensa faça frente aos desmandos da Federação. Verifique quantos pênaltis foram marcados para o S. Raimundo no segundo turno em Santarém. Além disso, a Federação fez de tudo para prejudicar o Remo, em todos os aspectos.

3) Quando vai sair a reportagem sobre a máfia dos ingressos? É preciso que alguém fale sobre isso e tem que ser da imprensa

4) E quanto às despesas dos jogos? Cadê o tal borderô que ninguém publica? Enquanto isso, o dinheiro dos clubes vai pelo ralo e a Federação vai enriquecendo.

 

Engº Agrº Luiz Carlos Moura (Cacá).

Torcendo com responsabilidade

Do repórter Juscelino Ferreira, de Santarém:  

Os torcedores que compareceram ao estádio Barbalhão, no último domingo, para assistir ao jogo entre São Raimundo e Clube do Remo, deram um exemplo de solidariedade ao doarem alimentos, roupas e calçados para as vítimas da enchente no município. A quantidade arrecada foi tão grande que encheu um caminhão e meio. A ação foi uma iniciativa da Câmara de Vereadores em parceria com a diretoria do São Raimundo e Defesa Civil Municipal. Estima-se que dos 17 expectadores que foram ao estádio, cerca de 13 mil levaram algum tipo de donativo.

Até o final da tarde de ontem ainda não era possível precisar a quantidade de donativos, pois os membros da Defesa Civil continuavam trabalhando na separação dos produtos. “Primeiro vamos separar os produtos, item por item, só depois é que vamos calcular quanto foi doado em alimentos, quanto em roupas e quanto em calçados”, informou a senhora Nilda Cardoso, da Defesa Civil. Todo o donativo será doado a famílias atingidas pela enchente nos bairros do Caranazal, Mapiri e Uruará, bem como a famílias que residem em comunidades ribeirinhas. Em todo o município cerca de três mil famílias estão vivendo sob feitos da cheia dos rios Tapajós e Amazonas, sendo que a situação mais grave é a de pessoas que residem na região de várzea.

Amanhã, com mais detalhes, nas páginas do DIÁRIO.

Olha só essa…

Parentes de Fernando Jucá Neves entraram em contato com a direção do Remo para pedir que o time fizesse uma homenagem ao ex-atleta, falecido durante a semana. Sugeriram que o time entrasse contra o S. Raimundo usando um sinal de luto na camisa.
(Começa que já soa deslocado a família pedir um troço desses. Quem tinha obrigação de lembrar era o próprio clube.)
Pois bem. A resposta da diretoria foi que não seria possível a homenagem póstuma a Neves porque o time “estava muito concentrado” no jogo.
Deu para perceber que a concentração era total.

Mais desabafo

Gerson,

Quando o Amaro Klautau foi eleito presidente do Remo, achei que teríamos alguém com uma certa força política brigando pelo Leão de maneira semelhante ao Tourinho pelo Paissandu, só que com mais qualidade.

Esse cara só entende de política e tomou uma decisão (política) contra o Remo, quando ele estava com a faca e o queijo na mão para evitar o jogo lá em Santarém. Esse time deficiente do Remo teria mais chances aqui em Belém, mas ele não pensou dessa forma. Pensou politicamente e se mostrou um político burro.

Não seria melhor ele defender a todo custo o Remo e ter uma resposta melhor nas próximas eleições, já que essa gente nos dias de hoje costuma usar os clubes com fins políticos?

E o Condel tem culpa também, pois não presta nem para eleger como presidente um remista de verdade! Só elege essa gente antiquada e conservadora.

Duas raças precisam ser extintas: os velhos de Brasília (como diz a música do Nilson Chaves) e os velhos do Remo. Até quando?

 

Aderson Santos de Vasconcelos

Desabafo de torcedor

Meu caro Gerson,

 

Como tudo que começa mal, geralmente termina mal. Assim foi o Clube do Remo agora, e nos últimos anos. Se formos analisar bem, isso vem acontecendo já faz algum tempo, então não é de se estranhar muito. Convenhamos: o Remo não merecia melhor sorte. Dirigentes despreparados, comissão técnica despreparada. Presidente despreparado, time do mesmo jeito. Resumo: o limbo. Não se ganha campeonato, ou qualquer competição com time desqualificado. Além do mais, sem um comandante que tivesse liderança sobre os comandados. É triste, mas é a pura realidade. Desse time aí ninguém deixa saudade. Talvez o Adriano. O restante é pra jogar pelada. Como pode um time não conseguir dar sequência em uma jogada sequer? Os passes não existiam, era só chutão. Culpa de quem? O Remo não tem técnico. O animador Artur não é técnico de futebol. Mexe no intervalo e não se nota nada de melhora. Anão é com o Lucena. Quem disse que Levi, Ednaldo, Helington, Toninho, Helinho, Jaime jogam futebol? Isso só o Artur via. O time do Castanhal, quando ele treinava, também era só chutão. E o resultado está aí. O Paissandu aprendeu a lição. No Remo, é diferente. Os diretores, conselheiros, trabalham contra o clube e por cima ainda são lisos. Agora não pode nem juntar os cacos, pois nem isso tem.

Abraços

Pedro Maia